Entendo que a única coisa que nos concede a premissa de conceber seja fazê-lo com amor e na certeza de que o queremos. Só.
Libelinha, destrambelhada, com um tasco que é seu, mas onde não está, mãe de duas estrelinhas e sempre com muito por fazer.
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Como só com um título se me embrulham as tripas
Entendo que a única coisa que nos concede a premissa de conceber seja fazê-lo com amor e na certeza de que o queremos. Só.
quarta-feira, 27 de abril de 2016
E se fosses CUC M. Rosa?
Nem no caralho dos fins de semana prolongados sento o cu no sofá.
Ora é a roupa que está quase quase em dia e.... só mais 2 máquinas e fica.
Ou é as janelas que estão a meter nojo aos cães e vai daí, lavam-se que assim já ficam.
Ou são as putas das almofadas que já cheiram a mofo e como há tempo vão para lavar que ficam frescas.
Ou é o caralhinho que me foda que arranjo sempre merdas para fazer.
A solução, diz-se, é sair de casa que assim não há cá merdas para inventar e tenho que parar por força de não ter nada para fazer.
Dizem que esta merda são bichos carpinteiros; eu digo que é o hábito de não parar quieta...
terça-feira, 12 de abril de 2016
ai o fim de semana, esses dias de doce descanso e desfrute das maravilhas que a vida tem para nos ofertar #sqn
terça-feira, 5 de abril de 2016
Assim rola a vida no fim do mundo
- 1 projecto megalómano de intervenção social (daqueles que tiram o sono e fazem dores de barriga de tão bons que são)
- 2 estagiários para orientar (um deles é uma pita que chora, muito)
- 2 empresas com obras brutais e entrarem de uma assentada só (é vê-los a arrancar paralelos de tão rápido que a coisa tem que rolar)
- canalhada para vacinar (soubessem vós o espectáculo que foi a última vez até choravam como eu)
- cria mais velha a entrar em modo "pro" na coisa da dança (todos os dias, 2 a 3 horas por dia)
- cria mais nova em plena crise existencial (voltou o caralho choro e das birras constantes)
- reuniões na escola da mais nova, a ver se a coisa atina
- reuniões na escola de dança da mais velha, a ver se o meu bolso não falece
..................
Nada de novo.
Só andamos a mil (de novo)
quinta-feira, 31 de março de 2016
são fases senhor, são fases...
Fomos almoçar os dois, SÓ OS DOIS!
Entre um misto de remorsos e alívio por termos aviado a canalha cumprindo a rotina diária, tivemos tempo para conversar e divagar como antigamente por mais de 2 minutos consecutivos...
Eu falo, falo muito e 20 anos depois, constatamos que ainda temos assunto para horas seguidas.
Estes momentos reavivam a cumplicidade e a amizade profunda que os une.
Entre muitos assuntos ele conclui que vivo de forma assoberbada, que sinto exageradamente, que gosto exageradamente, e que não gosto exageradamente também.
Dificilmente esqueço, quer mágoas, quer alegrias.
Quem fica, fica para sempre, de forma desmedida me tem e me terá.
Quem apago ou deixo ir, em 40 anos, nunca regressou; por vezes, esmero-me neste disfarce perpetrado por obrigações morais de respeito aos terceiros apanhados na teia, mas a máscara cai ao mínimo sopro.
Guardo tudo como se de uma caixinha de recordações se tratasse e revivo cada amigo com uma paixão exacerbada. Amigos são todos de quanto gosto. Família ou não, em todos quanto gosto, tenho um amigo.
Já seu'Aranhiço, esse é um doce que esquece quase todo o mal que lhe fazem... esticas as garras e parece que vai morder a direito, mas na hora de fechar a mandíbula... dá beijinho. Esforça-se por não reviver as mágoas e arruma-as num cantinho, na gaveta lá do fundo, naquela que quase nunca se abre porque só temos monos lá dentro.
Bem se consta que a balança precisa de contra-peso para equilibrar, e é tão, mas tão verdade.
Sempre me disseram que a minha determinação era característica da fase pela qual estava a passar naquele momento em concreto, mas 40 anos volvidos, das duas uma, ou a fase muda de 40 em 40 (o que não me cheira, de todo!) ou sou destrambelhada, e nem com mais 40 em cima me tornarei uma pessoa afável ou menos pragmática.
quinta-feira, 24 de março de 2016
Pode ser que daqui a mais 40 já não cogite tanto
No domingo passado estive com uma amiga que adotei para ser o meu cérebro nestas empreitadas de loucura, não a minha mão direita, nem a esquerda, nem outra parte qualquer do meu corpinho, mas sim o meu cérebro, a cabecinha pensadora, a luz que me encandeia o caminho quando tudo à volta me parece escuro que nem um caralho dum breu.
Ela pareceu-me distante, considero-a amiga, porque amigos são os que nos chegam por bem, sem intenção de retorno da sua entrega e sem querer publicidade (essa puta que move egos) em troca.
Tem andado desligada, mais caladita nesta nova empreitada, mas como se entregou de coração a um projecto do jornal da faculdade onde lecciona, não estranhei. Quer dizer, estranhei, mas não dei a importancia devida. Receei intrometer-me demais; afinal ela não é obrigada a nada!
Quando algo não me parece bem, normalmente reajo, normalmente questiono. Mas desta vez calei-me e custa-me de caralho perceber que fui passiva, permissiva à minha preguiça mental, essa merda que tão ferozmente critico.
A meio de (mais) uma tarefa profissional inadiável ela ligou-me hoje; e eu parei para a atender; respirei fundo; aquela não era a altura ideal mas parei; sem saber muito bem porquê, eu tinha uma culpa qualquer cravada em mim... não consigo explicar mas eu devia-lhe aquela paragem, aqueles minutos.
A sua voz airosa era como sempre uma lufada de ar fresco nos meus ouvidos cansados de aturar tanta grunho durante o dia. Mas ela estava mais acelerada, na caixa do pingo doce, a pagar as compras arrumando tudo nos sacos, e a dizer, desculpe? quanto disse que era; espere um minuto que tenho trocado, acho eu; ora cá está; espera tu, não me desligues que eu quero-te falar e tem que ser agora; espera; obrigada, boa tarde e bom trabalho; obrigada; pronto, já está agora nós meu doce...
E ela falou. E eu levei um soco; e sentei-me; e levantei-me; e corri os 3 sofas da minha sala; e todos me pareceram demasiado desconfortáveis para que o meu cu lá ficasse mais que 2 segundos; e ouvi-a; e arrepiei-me; e arrepio-me agora ao escrever; ela sofreu a espera sozinha; em silencio absoluto durante 3 semanas; são 21 dias! é muito dia e muita noite para engolir e esperar sozinha; não é possivel! onde estive eu? porque não me questionei? Saí agora da consulta; liguei ao gajo, à B e estou a ligar-te a ti; tu desculpa-me esta ausência, mas não conseguia pensar; o chão fugiu-me durante estes dias.
... A mim acabou de me fugir o medo de questionar alguém só por receio de me poderem considerar intrometida.
Afinal, a minha velha máxima de que'ssafoda os que outros pensam, ainda não está suficientemente interiorizada; há que repetir mais amiúde; estou a pensar mandar fazer um quadro bem grande para colocar à cabeceira da cama. 40 anos a repetir esta merda e ainda não a ponho em prática em modo automático? conduzo há menos tempo e já não penso no que fazer aos pés e ao volante! Arre burra!
PQMP...
sábado, 19 de março de 2016
Dia de?
Ao meu pai:
Olha paizinho, amo-te muito.
És o melhor pai do mundo
Estás sempre ao meu lado
E és o maior!
E coiso e tal, tipo: faço minhas todas a frases fantásticas que circulam hoje.
...........
Ai espera!
Ele não sabe que escrevo de forma regular, muito menos num blog, nem sabe o que é esta merda dos "belogues"
...........
Ai espera!
Vou estar com ele daqui a pouco.
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Ai espera outra vez!
Não falo contigo há 15 dias.
(Mas hoje é dia do pai, quessafoda)
..............
Pareço os outros a mandar mensagens pelo Facebook aos velhotes que já quinaram (deve haver net lá no além, afinal, têm que se entreter com alguma merda, a eternidade deve demorar de caralho a passar) outros há, que não sabem sequer ligar um computador ou o que é a Internet, mas quessafoda!
É dia do pai...
quarta-feira, 16 de março de 2016
Em vós
É por eles que inspiro e acalmo a mordacidade que se apodera de mim.
É por eles que blasfemo, é por eles que, a cada dia que passa, a cada experiência que vivencio, faço questão de me fazer escutar, de não me deixar levar na manada, de fazer valer, e acima de tudo, de cumprir o meu plano de vida, calcorreando dentro das linhas mestras pelas quais pauto a minha vida e pelas quais faço questão que a minha descendência se guie. Independentemente de tudo o resto.
Podeis ser o que desejardes, só não podeis ser vazias, só não podeis ser más ou mal-formadas. Podeis ser, só. Para mim basta que sejais felizes e que nunca vos escondeis, nunca. Deveis ao mundo a vossa frontalidade, a vossa sinceridade, sensata é certo, mas autêntica e sem floreados. Não ides agradar a muitos, provavelmente poucos serão os que convosco vão partilhar caminhos e metas, preparai-vos. Mas ides agradar aos que importam, aos que se identificarem convosco e aos que partilharem da vossa visão. Isto não significa que a vossa perspectiva seja a ideal ou não apresente fragilidades. Não sois, nem ninguém é, a última bolacha do pacote. Não há formas de estar ou pensar corretas, isso é uma utopia, é um devaneio, não existe simplesmente. Mas, pesados os pratos da balança, recordai-vos sempre disto: não é o mundo que precisa de nós, ele gira e girará independentemente de cá estarmos ou não, independentemente de sermos boas ou más pessoas; antes sim, somos nós, se quisermos ser dignos de ser apelidados de pessoas, que precisamos do mundo; sem ele, a lado algum chegaremos, tarefa alguma terminaremos.