No sábado, o dia começou muito mal.
Estive com um problema numa obra que começou às 8:00 horas
da manhã e só terminou às 20h…muitos (demasiados) telefonemas depois.
Tinha pessoal em obra há 36 horas consecutivas e estávamos de
rastos, eles e eu.
A par desta merda toda, tinha a festa de aniversário da
minha estrelinha para os amigos (14 dentro da porta, imagina-se a tenda) que
preparei o tempo todo de telemóvel pendurado na orelha…. Estava possuída,
portanto.
Como não há duas sem três, (e eu sou gaja de trabalhar para fazer jus aos ditados populares) enquanto preparava a festa, a minha santa sogra
resolveu vir atazanar-me a alma e, no preciso momento em que uma amiga me ligava, eu estava,
pela primeira vez em 20 anos, a discutir com ela…
Por norma falo muito e muito alto; sou atabalhoada e sem filtro, mas, também por norma, não gosto de discutir; confrontar, enfrentar e fazer-me respeitar, mas sem discutir, no sentido mais comum da palavra. Sendo que certo que discuti praticamente sozinha pois a minha interlocutora só chora e carpida, também é certo que entendo o meu quase monólogo como uma discussão. Discuti comigo por nunca lhe ter dito o que lhe disse neste fantástico sábado, acho que o tom de voz elevado me era dirigido quase em exclusivo.
E sim, era dia de festa. A santa teima em armar a puta em dias de festa. Só que desta vez o meu respeito pelos terceiros que ela compromete nesta sua ânsia pela procura de atenção exclusiva fodeu-se, escapou-se, fugiu-me pelos poros, bateu com os calcantes na cu, como se diz aqui no fim do mundo.
O Domingo trouxe continuação da lição anterior, excluindo a parte da cobra cuspideira que se recolheu ao ninho e espero que por lá se mantenha durante muito tempo. O caralho da loucura de pôr a roupa de 2 semanas em dia (sim, que lá por casa parece que se caga na roupa; uma ninhada de ratos não se reproduz tão rápido quanto a roupa lá em casa, foda-se!) a correr tipo tresloucada, não me deixa desligar e isso cansa-me, tanto!
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Podem botar faladura à vontade (mas não à vontadinha ok?)