sexta-feira, 29 de abril de 2016

Como só com um título se me embrulham as tripas


Mais de metade dos bebés nascidos "fora do casamento" em 2015 | Sic Notícias.

Por norma este canal de comunicação não me choca muito. Tem as suas merdas, que tem, como todos têm, até eu, que não sou canal nenhum tenho merdas, mas não costuma pecar excessivamente (aos meus olhos, claro está) pelo sensacionalismo ou títulos descabidos.

Confesso que não li, nem vou ler, a noticia.

Confesso que me choca (ainda) a ideia do casamento como estatuto permissivo para uma vida dita "normal" entre casais. Assim tipo, ter filhos, fazer amor, andar de mãos dadas. E mais me choca ainda, o facto de a ideia de casal estar intrinsecamente associada a um homem e uma mulher.

Não sou pró, nem contra merda nenhuma; sou somente a favor de relações saudáveis e apaixonadas, sejam elas entre homens e mulheres, mulheres e mulheres ou homens e homens. Só assim, os seus frutos serão "normais". A única coisa que me choca, como sempre me chocou são os exageros com que estas relações (de qualquer mistura, ) são exibidas ao mundo, propagandeadas à força toda. Daquela publicidade ranhosa e descabida que nos entra pelos olhinhos adentro sem a gente pedir e que é, de todo, dispensável e absolutamente inútil.

Assim, relacionar o casamento, enquanto estado civil, com o nascimento de crianças, choca-me. Entendo que casar não conceda a premissa de ter filhos. 
Entendo que a única coisa que nos concede a premissa de conceber seja fazê-lo com amor e na certeza de que o queremos. Só.
 

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