quarta-feira, 9 de março de 2016

Hoje foi um dia doloroso

O dia começou lentamente.
Assim como quem quer arrancar e está hesitante em engatar a primeira, tipo vou, não vou, apetecia-me mandar às favas esta merda toda mas lá terá que ser...
A noite tinha sido dificil, a puta da dor no peito voltou mais dolorosa e demorada do que anteriormente. Custou a passar. Doeu muito. Assustou-me a sério desta vez.
A manhã foi acelerada para não variar.
Ao almoço engoli uma sande e arranquei em minutos de volta ao escritório para fazer uns contactos pessoais (se assim lhes posso chamar) que estavam pendentes desde sábado.
Levei um banho de realidade num dos contactos.
Há uma pessoa a quem me dirijo nestas situações. Amiga de curta data mas que me percebe e me aceita assim destrambelhada e bruta como sou.
Há merdas que me põe de rastos. Situaçoes que nao controlo e com as quais ainda não estou acostumada a lidar, pois sou uma gaja de ciências exactas e vivencio experiências sociais de forma visceral e quase sempre exacerbada. Tudo a mil como diz o meu gajo. Contigo ou é tudo, mas mesmo tudo e arrancas paralelos, ou então nem ouves, rasas o zero.
Fiquei doente e de repente tudo parou. Os meus sentimentos misturaram-se de tal forma que me apetecia gritar!
Em minutos, alguém através da leitura de meia dúzia de palavras, me percebe e sai em apoio do meu objectivo imediato: resolver!
O mundo é filho da puta.
Mas os meus vizinhos e amigos sao grandes.
Eu estou feliz!
Quem ajudou está feliz
Quem conhece esta realidade está feliz.
Mas ha quem vá ficar ainda mais feliz e mais aconchegado no frio que é a sua actual experiência de vida.
Dou-me por realizada com aquilo tenho e peço que esta lucidez nunca se esvaia, que esta clareza de espírito nunca me abandone e que esta força me acompanhe nesta viagem que só agora começou.


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