quarta-feira, 3 de outubro de 2018

emoções no tasco

As minhas horas do almoço são uma emoção... (sqn)
Fui servir 25 francesinhas para o tasco à bocadinho...
25 utentes do lar lá do fundo da rua foram "almoçar fora"
O cenário não é assim tão dramático quanto estais já a pensar suas mulas! Apenas um se babava, um andava de cadeira de rodas e outro de muletas tá?!
Um deles chamava-me constantemente e perguntava-me se eu imaginava o que lhe apetecia... de início ainda atirei umas bojardas a tentar ser simpática: Uma fresquinha??? Um gelado??? Um bagacinho??? mas à medida que ele me ia dizendo que não a cada uma das hipóteses, juntamente com um sexy revirar dojólhos à medida que eu lhe apresentava alternativas, decidi calar-me, pois estava a ouvi-lo dizer que lhe apetecia saltar-me em cima, juro! 
Os mancos, tadinhos, nem dei por eles.
A que se babava comeu um corneto... imaginai o cenário...
Mas a pérola das pérolas foi uma que não se calava com a bebida. Pediram Ice-tea para todos (da organização da coisa) e a Senhora não se calava a reclamar que não ia beber daquela coisa com a francesinha... Eu quero um Pinoché, UM PINOCHÉ!
Outra ia-se esbardalhando em plena sala por cima das mesas, mas seguraram-na tá?
 
E não me apeteceu bater em ninguém!!! YEAHHH 😁

Assim vai a vida da gaja do tasco.

a propósito disto:




terça-feira, 2 de outubro de 2018

o poder de um sonoro 'Safoda!

É absolutamente libertador mandar um 'safoda aqui e ali, por este ou aquele motivo, ou até mesmo por motivo algum. 

Só porque sim, só porque me apetece (tive um grupo no facebook com este nome, era maravilhoso, mas morreu).

É libertador ir ao meu instagram e eliminar seguidores! 'safodam, que vão cuscar para o raio que os parta!

É libertador ter um perfil de facebook onde mando bojardas sem sentido, só porque sim, porque acho graça e que algumas pessoas percebem, mas que não me apetece partilhar com qualquer um ou qualquer uma.

Porquê que parece mal não aceitarmos pedidos de amizade de gente que vimos uma vez na vida e com a qual, provavelmente, não voltaremos a ter contacto? Estas intromissões não são nada mais nada menos que simples voyeurismo! Não me fodam!
Em julho, depois do espectáculo de ballet das chavalas, o pai de uma das miúdas da escola mandou-me um pedido de amizade. Oi?! Desculpa?! Brincamos? Mas que merda é esta?! por alma de quem é que eu devia aceitar? só porque sim?! o gajo vê-me no dia (e só porque fazia parte da organização, vulgo pretos que alombam todo o dia, que é o que a gentes lá de casa sabem fazer melhor) e acha-se no direito de vir cuscar ao meu facebook?! Não aceito e... 'tafoder pá! (Ainda por cima o gajo é pastor de uma igreja qualquer - imagino-o a tentar converter-me...)

É libertador, quando alguém nos magoa ou nos usa, simplesmente deixar de falar com essa pessoa. Assumir a mágoa, o corte. Cagar no que vão dizer sobre nós - eu cago - a merda é como o azeite, mais tarde ou mais cedo, vem à tona)! E claro mandar uns 'safoda pelo meio.

Eu devia ser mais polidinha e socialmente correcta, mas... 'SAFODA!



As refeições escolares

Recordo-me de quando almoçava na escola ter uma enorme sensação de liberdade.
Talvez por serem raras as vezes que o fazia, dado que a minha mãe estava em casa e tratava dessa tarefa diariamente.
Recordo-me que a comida não era má, sendo que de deliciosa também pouco tinha. No entanto, ninguém se vomitava só de olhar para o prato. Apenas uma coisa me fazia algum nojo... a sopa... era demasiado "em'aguada" como lhe chamávamos na altura. Mas nada de dramático, mesmo assim.
Hoje em dia, mãe que sou e sem tempo para preparar o almoço às minhas filhas, a mais velha "tem que" almoçar na escola uma vez por semana.

As queixas são diárias, gerais e ininterruptas desde há um ano a esta parte.
A escola nada pode fazer senão registar as queixas.
As ordens são do ministério da educação.
Alunos, professores e pais nada podem fazer, ninguém nos ouve.
 
O que eu gostava MESMO MESMO de saber é o porquê que as escolas deixaram de ter A COZINHEIRA e passaram a ter a empresa que leva as refeições já confeccionadas para escola e "obrigam" a canalha a comer merdas insípidas e inodoras como se de um manjar se tratasse, a bem das regras do HCCP que imperam e proliferam qual peste por este país fora.

A Cozinheira da escola escolhia os ingredientes, fazia a ementa mediante o que os miúdos comiam mais ou comiam menos, fomentava o negócio local, os produtores locais (e ainda mandava vir com eles caso as hortaliças viessem chocas ou com bicho). Mimava alguns miúdos com um: "raista'parta que nunca comes nada de jeito, repete lá ao menos a sopa pá, antes que fiques tísico". Conhecia a canalha, acrescentava massa ou arroz a gosto da Maria ou do Joaquim que conhecia desde o berçário.
Se bem que podia de vez quando lavar menos bem a penca ou não desinfectar a bancada a cada 10 minutos, não se ouvia falar de intoxicações alimentares, nem de caganeiras desenfreadas nos putos. Os próprios professores e funcionários das escolas almoçavam na cantina, por isso não me fodam que o tacho não eram não tão mau quanto isso!

Os filhos dos mandantes do ministério da educação almoçam nos colégios, a minha filha mais nova também, mas BOM BOM era eles irem alapar o lombo nas cantinas das escolas e serem obrigados a mamar aquela merda de comida que dão aos putos. Isso e ainda pagarem por não terem capacidade financeira para  almoçar no café ao lado da escola que fica muito mais dispendioso.

Pimenta no cú dos outros é marmelada! E ninguém será melhor líder do que aquele que calcou cada degrau da escada do poder - cada um deles.. devagarinho... de pé descalço... até estar lá cima a orientar... com conhecimento de causa. 

terça-feira, 25 de setembro de 2018

relativisa gaja, relativisa!

Quando perdes a motivação para o teu trabalho fazes o quê?
Mudas?
Adaptas-te?
Tiras férias?
E quando tens uma alternativa na qual te revês e ao mesmo tempo não te revês? sabes que não tens o perfil 100% adequado, mas que tens quem te compense nessa falta percentual da qual tens plena consciência.
Fuck decisions.
Era tudo tão mais fácil quando era miúda...

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Odeio espelhos

Eu não durmo uma noite seguida há anos!
A N O S!
Não, não é mentira. não, não é brincadeira e sim, é humanamente possível! ó eu aqui a teclar vivinha da silva, hã?
Ontem, depois do jantar e a caminho do banho, cruzo-me com um FDP de um espelho, olho-o de soslaio e assusto-me! mas assusto-me mesmo!
Qué'sta merda?!
A minha cara! Socorro!
Estava com umas olheiras dantescas, e eu não sou gaja fácil de assustar, juro.
O negro rasgava-me a cara desde os olhos até meio das bochechas. Um horror.
Quando perguntei ao pessoal lá de casa se ninguém tinha reparado em nada de diferente em mim, só me disseram que estava mais gorda, mas pouco! (era quem os fodesse)

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Faria tudo exactamente da mesma forma

Vivo de, e para as minhas filhas.
Não se deve, não nos devemos descurar, nem de nós, nem do nosso companheiro, que afinal será o que nos vai restar quando as nossas lagartas ganharem asas.
Certo. Muito certo.
Mas eu não vivo "by the book", aliás não faço merda nenhuma by the book. Fumo, bebo socialmente mais quando me apetece, tenho uma vida sedentária (entendendo-se como sedentário, não fazer exercício físico), tenho picos absurdos de adrenalina, passo meses sem dormir uma noite seguida, praguejo imenso e uso 5 palavrões a cada frase de 2 palavras, refugio-me em mim vezes sem conta, vivo a 90% para as minhas filhas e toda uma panóplia de outras merdas erradas.
Cada uma das minhas banhas na pança representa quantas vezes me esqueci de mim, quantas vezes anulei a depilação, a caminhada, o arranjar das unhas, o pintar do cabelo, a vontade de fazer amor com o meu marido mais à noitinha.
A genética não foi uma merda assim tão fodida comigo, não me posso queixar muito, mas tento olhar as minhas imperfeições de uma forma transversal, como se fosse um psicólogo a analisar-me, a tentar fazer-me ter mais orgulho em mim... isto não significa que vá pavonear as banhas para a praia, ou mesmo até lá no tanque de casa, antes sim, que ao vestir o fato de banho não sinta vergonha de me esconder atrás do pano; aqui jaz a minha falta de tempo para cuidar de mim, mas cabe todo o tempo para cuidar dos meus.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

56 dias depois, a confirmação de que a destrambelhada tem (quase sempre) razão

56 dias depois de ter trocado abruptamente a estrelinha mais nova de escola, o meu coração, que já sossegava, voltou a disparar.

Na tentativa de a adormecer, tal como faço todos os dias, ela estava agitada, o que não é novidade, dado que quase sempre estamos naquele braço de ferro do: vá, agora é MESMO para dormir, fecha os olhos, anda.
Aquela agitação de ontem era, contudo, uma agitação diferente... estava de sorriso no rosto, a puxar para o gozão (achava eu).
Vira práqui, vira práli...e um: ó mãe!!! posso-te dizer uma coisa ao ouvido?
- Podes sim, claro!
- Não sei com hei-de dizer... assim de uma forma... (e sorriso bem rasgado)
- Diz como quiseres, eu vou entender digas de que forma disseres.
- o-b-r-i-g-a-d-a  por e-s-t-a  o-p-o-r-t-u-n-i-d-a-d-e que me estás a dar (assim! tal e qual! a soletrar e saborear cada letra, cada palavra, a frase mais sentida de sempre e que irei sentir para sempre!)
- de que falas? da escola?
- sim mãe! obrigada! amo-te muito.
Um enorme beijo e um abraço bem demorado e bem apertadinho e adormeceu agarrada em mim, não a mim, mas EM MIM... e o meu coração dispara qual touro largado na arena depois de horas a ser espicaçado...

Nunca, mas nunca devemos duvidar das nossas "sensações de mãe" e eu recalquei as minhas... e garanto que nunca mais o farei!


sexta-feira, 11 de maio de 2018

dá para reprogramar a mente?

Há coisas que dependem exclusivamente de nós.
A vontade de experimentar um cigarro, tal como a vontade de os deixar de experienciar.

O pior de lidar é a ansiedade de saber que não se pode fumar.
Podemos é (tentar) transformar esta ansiedade de não podermos, na convicção de que não queremos.


(Segur'ainde-me que me vou espumar toda até às entranhas)

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Post-it às minhas estrelinhas (em actualização)

Não te leves demasiado a sério, eu não me levo...
Não te tenhas em demasiado em conta, não valemos merda nenhuma sozinhos...
Não sejas tão sério, hás-de ter algum recanto nessa imensidão de pele em que as cócegas te peguem...
Não sejas casmurro só porque sim, só os burros é que não mudam...
Não sejas quadradão, que o que hoje é amarelo, amanhã torna-se branco, ficamos daltónicos muito frequentemente...
Não vivas só o hoje, deixa tudo preparado para o dia seguinte, atenção que amanhã podes não acordar...
Planta valores ao teu redor, não queiras flores em jarras, essa merda só embeleza temporariamente, acabam por apodrecer e cheirar mal...
Cuida das gentes da tua vida, lembra-te das férias que não fizemos porque tínhamos que alimentar os alevinos (os nossos avelinos)...
Diz o que te vai na alma, mas com cuidado que nem todos estão preparados para te escutar...
Sê gentil, Sempre!





sexta-feira, 13 de abril de 2018

Erros de cálculo | os castigos


Os castigos

A primeira consulta com a psicóloga clínica assinalou a abertura do tapulho da garrafa dos sentimentos. Desde essa altura, foi-lhe muito mais fácil partilhar os sentimentos, as amarguras, as rotinas, o bom e o mau que se passava na escola. Não que eu não tentasse sempre, que tentei, mas por algum motivo, o partilhar desta situação com “uma estranha” tornou todo o processo comunicativo muito mais espontâneo, mais natural, mais normal… a partir deste momento abriu-se a comporta e as palavras começaram a fluir quais galões à espera de ter ordem de soltura...
No final da consulta ela própria me contou tudo quanto tinha falado com a psicóloga… os medos, a professora, a sala de aula, o pensar na vida, os castigos. Pareceu-me que, ao verbalizar, ela própria conseguiu ter clareza de espírito para perceber o que a incomodava.
A principal referência foi sempre em torno dos os castigos. Todos eram constantemente ameaçados, de forma severa, que iam ficar de castigo. Porque não se despachavam a fazer o abecedário e as tabuadas todas aprendidas até ao dia anterior, à primeira hora da manhã (era assim tipo o pequeno almoço da pequenada enquanto a professora despachava papeis), porque vinha "Um senhor à sala e tinham que se portar bem, porque iam a uma visita de estudo e quem não se portasse bem, não ia (houve 1 criança que ficou efectivamente de castigo e foi proibida de ir a uma visita de estudo!), porque amanhã têm biblioteca e quem não se portar bem, não vai, porque quero silencio absoluto e quem incomodar vai "ter o nome no quadro", porque sim, porque eu mando.
Os medos eram típicos de quem está assoberbado pelo ambiente tenso em que está inserido. Um ambiente de pressão constante em que se misturavam uns valentes cachaços em quantidade igual às sílabas da frase que a Senhora entendesse dizer à criança.  
Eram postos fora da sala de aula, a pensar na vida (mas que caralho é pensar na vida?! mas quem caralhos põe uma criança a pensar na vida?!).
Foi "celebrado um contrato de silêncio" em sala de aula entre professora e alunos; quem não cumprisse, tinha o nome numa folha de registos de incumprimentos e ao fim de 3 registos, a informação passava para a direcção da escola, que os chamaria e que os suspenderia das aulas ficando esta informação para sempre nos seus registos escolares...
O castigo mais recorrente era ficarem sem intervalo... falamos de putos com idades compreendidas entre os 7 e os 8 anos. O que poderiam fazer de tão errado que fosse motivo justificativo o suficiente para ficarem confinados a uma sala de aula 6 horas seguidas de castigo? (iam almoçar vá, não é tudo mau).
Há uma auxiliar que grunhe toma conta dos meninos nos intervalos de apito em riste. Sim, de assobio colado às beiças e persistentemente em uso. Eu tenho pena, muita pena de só ter sabido desta habilidade no último dia de aulas porque, a saber antes, tinha-a chamado e perguntado se queria que lhe enfiasse o apito no olho do cú! A Senhora é estrábica (nada contra os estrábicos que os meujólhinhos não são lá muito certos também, e isto acompanhado de uma penca torta dá cá um cenário de merda), mas eu cá acho que lhe endireitava as vistas…
Na minha filha nunca nenhuma tocou fisicamente, mas todas lhe tocaram a ponto de a por doente e isso, nunca lhes perdoarei. 

(...)