quarta-feira, 29 de junho de 2016

Report day2 (#Falsamagra)

De sexta, passou para sábado, em seguida para domingo. Na 2ªf fiquei encravada no transito e tive (obrigatoriamente) que adiar.
Terça feira foi o dia.
Foi doloroso perceber o meu corpo a tremelicar e sem força para merda nenhuma.
Fisicamente foi fácil. O restante custou caralhos!
Desde que fui mãe, nunca mais este corpinho se exercitou a não ser nas lides diárias e naquela parte coiso e tal da intimidade;e foi este o cenário dantesco que esbocei à PT (coitada, quase enfartava). Ora, assim sendo, ela estudou tudo com muito cuidado e traçou um plano light, basicamente para reumáticos fumadores, que me assentou como uma luva, confesso.
Entre dores musculares e uma vontade enorme de me atirar para o meio do chão, equaciono agora tentar depuralina extra forte e esquecer a actividade física que me cansa imenso (e sim, só lá vão 2 treinos).
A bem da verdade, para já, vejo uma única vantagem nesta aventura: vou certamente enriquecer o meu já extenso léxico de vernáculos cabeludos.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Tá quase... respira!

Começa hoje um novo projecto a par de um outro importantíssimo que entra na recta final esta semana...
A PT diz que sou uma falsa magra (a puta) e vai-me estrafagar os ossos naquelas putas daquelas máquinas horrorosas que mais parecem máquinas de tortura com tanto ferro e cordas e o caralho.
No próximo fim de semana, caso ainda respire e ainda tenha bracinhos para escrever para a posteridade (ou para quando me apetecer desistir), escreverei o que senti em cada uma destas aventuras que se aproximam a cavalgar.
Ainda ontem começamos e dia 2 e 3 estão à porta. E desta vez, até houve tempo para respirar antes da investida final. Parece mentira e assusta, assusta muito a normalidade e o cumprimento de prazos (nota-se muito que estou habituada a andar sempre a mil e com o menino nos braços a cagar entre o milho?)

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Foda-se! Mas é que nunca se satisfazem com merdinha nehuma

A internet tem sido palco de linchamentos públicos de atitudes, algumas condenáveis, a meu ver, mas que pelas quais raramente me pronuncio em publico.
Entendo que, se nada de proveitoso vou trazer a qualquer discussão, me devo remeter ao silencio. E acredito plenamente que todos os deveríamos fazer, evitando-se assim embates e trocas de galhardetes completamente estéreis, cobertos de bolor e a tresandar a mofo. Temos o direito a opinar mas não nos assiste o direito de ofender. Temos o dever de denunciar, mas não de remeter qualquer julgamento vinculativo à praça publica, pois aqui não se decide absolutamente nada, a não ser linchamentos aparatosos e festivaleiros sem a isenção e distanciamento necessários.
Hoje li que o Cristiano Ronaldo (tadinho do moçoilo) doou 600 MIL EUROS a uma instituição qualquer (não memorizei o nome, confesso). Ora, da mesma forma que se condena a taróloga, o José Cid, o Markl, os deputados e todo o chorrilho interminável de anormais que vomitam alarvidades em esguicho há séculos, dever-se-ia aplaudir o moçoilo pela atitude que teve. Mas não. Lê-se de tudo. E eu, que não sou gaja de me espantar com quase nada dado o avanço da idade, fico boquiaberta, fico estarrecida a ler merdas do tipo, não fez mais que a sua obrigação, devia era dar à associação x ou à y.
A sério que este pessoal está assim tão de mal com a vida que nunca tem nada de proveitoso a dizer? Não há um: boa! caralho pá, és o maior! parabéns pela atitude ó morcão!
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Foda-se! Mas é que nunca se satisfazem com merdinha nehuma.
(e a maluca sou eu, certo?)

terça-feira, 24 de maio de 2016

em troca, uma delas ofereceu-nos biscoitos de chocolate mãe!

A mais velha teve furo a uma disciplina qualque hoje de manhã.
Como não tinha nada para fazer, ela e uma colega fizeram a ronda pelas funcionarias da escola que varriam e aspiravam a saber se alguma delas precisava de ajuda.
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E eu convenço-me a cada dia que passa que até nem me estou a sair mal nesta tarefa maior a que me prupus.
Foda-se!
Estou feliz.

domingo, 15 de maio de 2016

Love you too (são rosas senhor, são rosas)

Recebes um email da tua Mãe com o seguinte título:

Guarda esta fotografia, com carinho!

E pensas: ohh... tadinha anda a ver fotos minhas e encontrou uma gira (ar meloso, é difícil imaginar isso em mim, mas bora lá tentar)

Abres o email!

E tens isto: 



Foda-se!
A minha mãe tirou uma fotografia à televisão dela e mandou-me. Uau!
E mais, mandou com carinho.
E ainda! mandou um email!
Mas ainda não terminou! Anexou um ficheiro!

E ainda dizem que a Nossa Senhora não faz milagres?

Fodeindebus, não crentes.

sábado, 14 de maio de 2016

E a culpa é sempre do pobre do Gaspar



A filha mais nova quer pintar as unhas. É dada a estas paneleirices que me transcendem, não saindo à sua mãezinha, a cachopa
A filha mais nova é rezinga (quase 24horas por dia, adoro-a, mas fode-me a cabeça)
A filha mais nova iniciou este pedido na terça feira à noite apesar de saber que só à sexta o permito e tem obrigatoriamente que tirar aquela merdoncia ao domingo à noite pois a escola não é um desfile de Carnaval (deixasse eu, e era uma festa)
Melgou-me a alma todas as santas noites, porque ainda não era fim de semana e coiso e tal e choro e porque eu quero e porque sim que eu é que sei,
Hoje é sexta.
Hoje tive que ceder a pintar-lhe as unhas que a macaca não se esqueceu (era bom, mas memória é coisa que não lhe falta)
- Vá, vai lá buscar os vernizes e escolhe enquanto acabo de arrumar, vai.
Aparece com a panóplia de cores que alguém fez o favor de lhe oferecer (terá o retorno pois quis Deus que tivesse uma menina e eu vou vingar-me, se vou)
- Leva o conjunto para a sala enquanto eu acabo
- Anda! já acabei de arrumar, pintamos aqui.
Enquanto lhe pintava as unhas grunhi-lhe porque tinha a roupa com pelo de gato; ora andaste com o gato ao colo? tu não sabes que não te quero com o gato ao colo depois do banho tomado e com o pijama já vestido? tu não sabes? caralho do gato pá! qualquer dia abro-lhe a porta e empandeiro-o; pega lá nele outra vez depois do banho que eu digo-te!
Os pelos eram enormes, pensei logo que o caralho do gato poderia estar doente outra vez pois para largar assim tanto pelo só com um colo... mas não pensei muito, nunca penso muito, aliás.
Pintadas as ganchetas, basa para a sala enquanto a coisa seca que a miuda é pró nestas andanças.
Arrumada a tenda, chego à sala e colapso! Havia um rasto de verniz pelo chão fora. E pior, estes vernizes não são daqueles dos putos, que saem facilmente, não senhora, são vernizes normaizinhos que são fodidos de tirar e eu odeio o cheiro a acetona. Cú para o ar e toca a limpar o chão de algodão e acetona; pró que eu havia de estar guardada, foda-se!
- Cama! tudo para a cama que isto já é hora de quem foi para os copos! siga!
Quando entro na casa de banho, que tinha acabado de ser limpa, vejo num canto mais um monte de pelos do gato.
- G AS P A R!
- Ai que é desta que te espeto contra uma parede! quem abriu a porta ao gato? não sabem que não quero este ranhoso aqui? (tadinho do bicho, é giro e limpinho, mas eu sou louca)
A cachopa mais velha analisa o pelo e avisa: ó mãe! isto não é pelo! ai não é não!
- Oi? não é pelo? como não é pelo?
- É cabelo! Mãe isto são cabelos! Ó mana!
.........
Depois de ver a merda do verniz espalhado pelo chão, corri à casa de banho à procura da acetona.
Estas coisas tenho-as num local alto onde nenhuma das duas chegue.
Acontece que, no saco da acetona estão 2 tesouras de cabelo, super afiadas e bicudas, perigosas portanto.
Na loucura, a imaginar o caralho do verniz a colar para todo o sempre no chão, saquei a caixa dos proibidos e deixei-a na beira do lavatório.
A melga esgueira-se por todo o lado qual enguia e apanha tudo quanto pode para fazer merdinha.
- Que fizeste tu? cortaste o cabeço? tu és louca filha? tu sabes que estas tesouras não são para ti, que não podes mexer! não sabes? não sabes?
- Óóóó.... só cortei as pontas e as repas, que queres? então ia ficar de unhas pintadas e cabelo por arranjar? é fim de semana, tenho que ficar gira!
..............
Que lhe faço?
(Ah! e pelo na roupa enquanto lhe pintava as unhas? Não era pelo, eram cabelos dela!)

sexta-feira, 6 de maio de 2016

para já é só

Estou:
cansada
desgastada

emocionada
ansiosa
apreensiva
expectante

Hoje já chorei, já ri, já fiquei com o coração apertado pela minha família de coração, já desabrochou, já me injectaram, já vomitei, já fui às flores, às compras
E ainda faltam tantas horas para sentir a minha cama.



E para já, é só isto.
Só cá vim desanuviar.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Uma plantação de nabos é um quê? um nabal?

40 anos, quase 40 de vivência inútil e desprovida de conhecimentos religiosos
Euzinha que já dei catequese (só 2 anos, não vos escandalizais, que mandei as beatas comer um cagalhão)
40 anos volvidos e ouço falar no caralho do dia da espiga pela primeira vez.
Eu que não sou de ligar um caralho ao dia disto ou dia daquilo, fui ler o se me esbarrou nos olhinhos durante o dia sobre o dia da espiga.
Nunca tinha ouvido ou lido nada sobre esta merda em 40 anos de existência.
Acontece que, ou estive em serviço externo todos os 40º's dias após a Páscoa, ou sou destrambelhada ao ponto de não me lembrar do que aconteceu há cerca de 1 ano.
Em qualquer um dos cenários, chego à conclusão que sou uma nabiça no que ao catolicismo diz respeito.

Feliz dia da Mãe

Tens a tua maezinha no teu facebook.
Tens o teu irmão também.
Tu fazes posts sérios com merdas sérias.
Ele faz posts com fotografias da bicicleta dele a descansar na cama ao lado da dele (não vale gozar, está completo, eu já gozei tudo)
Onde faz ela um "like", um adoro, um amo aos pulinhos, onde, onde?
Nos posts dele... (tadinho do meu menino com 34 anos pá)
‪#‎ecomerumcagalhaonão‬?

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Elephant is my middle name

Estabalhoada
Elefante
Despistada
.....
Amiga pede-me o contacto do senhorio do armazém da empresa
Aranhiça encaminha em formato VCF (sem pensar, que essa merda cansa muito)
Amiga telefona ao Senhor
Consta-se que foi assim:
- Sr. M.?
- Sim.
- Boa tarde, é a J, esposa do H. está a ver quem é?.
-Sim, sim menina, diga se faz favor
- Olhe, tenho comigo os papeis e preciso de falar consigo pois é preciso reconhecer umas assinaturas e umas cópias de CC's
- Hum... mas quais documentos?
- Os do carro, da carrinha grande. Posso ir ter consigo? passar aí em sua casa?
- Poder pode, mas não deve ser comigo que quer falar, sobre carros, pelo menos acho que não!
-Ai não?
- Não menina. Está a ligar para o Sr. M. da funerária

(O Sr. M é o cangalheiro da família. Não preciso dizer o que a minha amiga pensou de mim, pois não?)

os 40 são os novos 30

o caralhinho é que são.
40 são 30 + 10, ou 20 + 20, ou qualquer outra conta que dê 40 (esforçaindebus que não sou boa de contas)
posto isto, que se fodam os ditados populares

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Como só com um título se me embrulham as tripas


Mais de metade dos bebés nascidos "fora do casamento" em 2015 | Sic Notícias.

Por norma este canal de comunicação não me choca muito. Tem as suas merdas, que tem, como todos têm, até eu, que não sou canal nenhum tenho merdas, mas não costuma pecar excessivamente (aos meus olhos, claro está) pelo sensacionalismo ou títulos descabidos.

Confesso que não li, nem vou ler, a noticia.

Confesso que me choca (ainda) a ideia do casamento como estatuto permissivo para uma vida dita "normal" entre casais. Assim tipo, ter filhos, fazer amor, andar de mãos dadas. E mais me choca ainda, o facto de a ideia de casal estar intrinsecamente associada a um homem e uma mulher.

Não sou pró, nem contra merda nenhuma; sou somente a favor de relações saudáveis e apaixonadas, sejam elas entre homens e mulheres, mulheres e mulheres ou homens e homens. Só assim, os seus frutos serão "normais". A única coisa que me choca, como sempre me chocou são os exageros com que estas relações (de qualquer mistura, vá) são exibidas ao mundo, propagandeadas à força toda. Daquela publicidade ranhosa e descabida que nos entra pelos olhinhos adentro sem a gente pedir e que é, de todo, dispensável e absolutamente inútil.

Assim, relacionar o casamento, enquanto estado civil, com o nascimento de crianças, choca-me. Entendo que casar não conceda a premissa de ter filhos. 
Entendo que a única coisa que nos concede a premissa de conceber seja fazê-lo com amor e na certeza de que o queremos. Só.
 

quarta-feira, 27 de abril de 2016

E se fosses CUC M. Rosa?

Eu arranjo sempre sarna para me coçar, é que já tenho pouco e resolvo acrescentar sempre mais qualquer merdinha à "sopa".
Nem no caralho dos fins de semana prolongados sento o cu no sofá.
Ora é a roupa que está quase quase em dia e.... só mais 2 máquinas e fica.
Ou é as janelas que estão a meter nojo aos cães e vai daí, lavam-se que assim já ficam.
Ou são as putas das almofadas que já cheiram a mofo e como há tempo vão para lavar que ficam frescas.
Ou é o caralhinho que me foda que arranjo sempre merdas para fazer.
A solução, diz-se, é sair de casa que assim não há cá merdas para inventar e tenho que parar por força de não ter nada para fazer.
Dizem que esta merda são bichos carpinteiros; eu digo que é o hábito de não parar quieta...


terça-feira, 12 de abril de 2016

ai o fim de semana, esses dias de doce descanso e desfrute das maravilhas que a vida tem para nos ofertar #sqn



No sábado, o dia começou muito mal.
Estive com um problema numa obra que começou às 8:00 horas da manhã e só terminou às 20h…muitos (demasiados) telefonemas depois.
Tinha pessoal em obra há 36 horas consecutivas e estávamos de rastos, eles e eu.
A par desta merda toda, tinha a festa de aniversário da minha estrelinha para os amigos (14 dentro da porta, imagina-se a tenda) que preparei o tempo todo de telemóvel pendurado na orelha…. Estava possuída, portanto.
Como não há duas sem três, (e eu sou gaja de trabalhar para fazer jus aos ditados populares) enquanto preparava a festa, a minha santa sogra resolveu vir atazanar-me a alma e, no preciso momento em que uma amiga me ligava, eu estava, pela primeira vez em 20 anos, a discutir com ela… 
Por norma falo muito e muito alto; sou atabalhoada e sem filtro, mas, também por norma, não gosto de discutir; confrontar, enfrentar e fazer-me respeitar, mas sem discutir, no sentido mais comum da palavra. Sendo que certo que discuti praticamente sozinha pois a minha interlocutora só chora e carpida, também é certo que entendo o meu quase monólogo como uma discussão. Discuti comigo por nunca lhe ter dito o que lhe disse neste fantástico sábado, acho que o tom de voz elevado me era dirigido quase em exclusivo.
E sim, era dia de festa. A santa teima em armar a puta em dias de festa. Só que desta vez o meu respeito pelos terceiros que ela compromete nesta sua ânsia pela procura de atenção exclusiva fodeu-se, escapou-se, fugiu-me pelos poros, bateu com os calcantes na cu, como se diz aqui no fim do mundo.
O Domingo trouxe continuação da lição anterior, excluindo a parte da cobra cuspideira que se recolheu ao ninho e espero que por lá se mantenha durante muito tempo. O caralho da loucura de pôr a roupa de 2 semanas em dia (sim, que lá por casa parece que se caga na roupa; uma ninhada de ratos não se reproduz tão rápido quanto a roupa lá em casa, foda-se!) a correr tipo tresloucada, não me deixa desligar e isso cansa-me, tanto!

Dizia eu, que no sábado o dia começou muito mal... pois sim! Mas terminou de forma doce, tão doce que só uma Mãe ou Pai perceberá. Ver a alegria e o sincero obrigada a brotar dos olhos de um filho é o expoente máximo de felicidade, de realização pessoal e isso, isso por si só, ultrapassa tudo o resto que nos atazana a alma.