Libelinha, destrambelhada, com um tasco que é seu, mas onde não está, mãe de duas estrelinhas e sempre com muito por fazer.
sábado, 14 de maio de 2016
E a culpa é sempre do pobre do Gaspar
A filha mais nova quer pintar as unhas. É dada a estas paneleirices que me transcendem, não saindo à sua mãezinha, a cachopa
A filha mais nova é rezinga (quase 24horas por dia, adoro-a, mas fode-me a cabeça)
A filha mais nova iniciou este pedido na terça feira à noite apesar de saber que só à sexta o permito e tem obrigatoriamente que tirar aquela merdoncia ao domingo à noite pois a escola não é um desfile de Carnaval (deixasse eu, e era uma festa)
Melgou-me a alma todas as santas noites, porque ainda não era fim de semana e coiso e tal e choro e porque eu quero e porque sim que eu é que sei,
Hoje é sexta.
Hoje tive que ceder a pintar-lhe as unhas que a macaca não se esqueceu (era bom, mas memória é coisa que não lhe falta)
- Vá, vai lá buscar os vernizes e escolhe enquanto acabo de arrumar, vai.
Aparece com a panóplia de cores que alguém fez o favor de lhe oferecer (terá o retorno pois quis Deus que tivesse uma menina e eu vou vingar-me, se vou)
- Leva o conjunto para a sala enquanto eu acabo
- Anda! já acabei de arrumar, pintamos aqui.
Enquanto lhe pintava as unhas grunhi-lhe porque tinha a roupa com pelo de gato; ora andaste com o gato ao colo? tu não sabes que não te quero com o gato ao colo depois do banho tomado e com o pijama já vestido? tu não sabes? caralho do gato pá! qualquer dia abro-lhe a porta e empandeiro-o; pega lá nele outra vez depois do banho que eu digo-te!
Os pelos eram enormes, pensei logo que o caralho do gato poderia estar doente outra vez pois para largar assim tanto pelo só com um colo... mas não pensei muito, nunca penso muito, aliás.
Pintadas as ganchetas, basa para a sala enquanto a coisa seca que a miuda é pró nestas andanças.
Arrumada a tenda, chego à sala e colapso! Havia um rasto de verniz pelo chão fora. E pior, estes vernizes não são daqueles dos putos, que saem facilmente, não senhora, são vernizes normaizinhos que são fodidos de tirar e eu odeio o cheiro a acetona. Cú para o ar e toca a limpar o chão de algodão e acetona; pró que eu havia de estar guardada, foda-se!
- Cama! tudo para a cama que isto já é hora de quem foi para os copos! siga!
Quando entro na casa de banho, que tinha acabado de ser limpa, vejo num canto mais um monte de pelos do gato.
- G AS P A R!
- Ai que é desta que te espeto contra uma parede! quem abriu a porta ao gato? não sabem que não quero este ranhoso aqui? (tadinho do bicho, é giro e limpinho, mas eu sou louca)
A cachopa mais velha analisa o pelo e avisa: ó mãe! isto não é pelo! ai não é não!
- Oi? não é pelo? como não é pelo?
- É cabelo! Mãe isto são cabelos! Ó mana!
.........
Depois de ver a merda do verniz espalhado pelo chão, corri à casa de banho à procura da acetona.
Estas coisas tenho-as num local alto onde nenhuma das duas chegue.
Acontece que, no saco da acetona estão 2 tesouras de cabelo, super afiadas e bicudas, perigosas portanto.
Na loucura, a imaginar o caralho do verniz a colar para todo o sempre no chão, saquei a caixa dos proibidos e deixei-a na beira do lavatório.
A melga esgueira-se por todo o lado qual enguia e apanha tudo quanto pode para fazer merdinha.
- Que fizeste tu? cortaste o cabeço? tu és louca filha? tu sabes que estas tesouras não são para ti, que não podes mexer! não sabes? não sabes?
- Óóóó.... só cortei as pontas e as repas, que queres? então ia ficar de unhas pintadas e cabelo por arranjar? é fim de semana, tenho que ficar gira!
..............
Que lhe faço?
(Ah! e pelo na roupa enquanto lhe pintava as unhas? Não era pelo, eram cabelos dela!)
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Podem botar faladura à vontade (mas não à vontadinha ok?)