segunda-feira, 13 de julho de 2015

Confissão#2


Confesso que sou destemida e tenho uma basófia daquelas que mata tudo e todos de uma assentada só, sem olhar para trás. Assim à primeira vista e faladura quem (só) me ouve entende (e bem) que sou a verdadeira cabra. Há quem diga que tenho uma treta do caralho, mas acho que são só bocas reacionárias majé!
Sou muito prática e resoluta. Sem rodeios e depois de reflectir de forma ponderada, tomo a atitude que entendo como certa e siga, logo se vê o que virá a seguir.
Sou assim com tudo na minha vida, tanto a nível pessoal como a nível profissional.
Escrevo estas linhas sem correcção, retificação de texto ou revisão sequencial de ideias. Escrevo porque neste exacto momento preciso de desabafar e como não há padres por perto e eu não sei a reza do perdão, segue por aqui mesmo.
Sou impetuosa e agradeço que o sejam comigo. Quem reage a quente mostra as entranhas logo ali. Consegue-se perceber o tipo de pessoa que temos pela frente, assim tipo os bêbados no auge da bebedeira que pela treta já em fase de decadência se vê se têm bom vinho ou não. 
Não consigo levar na bagageira merdas por digerir nem tão pouco tenho espaço livre para tal (como muito de noite e acordo de estômago cheio, qual orca após um longo período de hibernação - as orcas hibernam? não, pois não? safoda lá isso).
Dizia que sou resoluta. E sou. Sem rodeios. Detesto merdas, não só no sentido literal, que isso também detesto é um facto, mas naõ suporto merdices, conices, pessoas pouco resolvidas que ora dizem que sim que é branco, como mudando o interlocutor, já afirmam que afinal e visto de outra perspectiva é cinzento. Ou é, ou não é, cá nim's não me servem de merda nenhuma. Bato com a solução na mesa (pra não dizer que bato com eles, porque não os tenho), apresento alternativas e tomo decisões sem mais demoras. Quando é preciso limpar as sobras, pego na esfregona, enlaço as gadelhas e dou ao zarelho.
Quando alguém se atravessa no curso de uma decisão tomada em consciência e devidamente validada só para ficar bem na fotografia, dá-me náuseas e isto aplica-se à minha vida pessoal mas também à profissional, sendo que é este (enorme) fragmento do meu dia-a-dia que hoje me faz dar às teclas com vontade de esganar um galo. Não me calo, não consigo ficar indiferente e manter-me silenciosa no meu canto. Consigo surpreender os mais resistentes, os mais preparados para a guerra, consigo por vezes surpreender-me a mim própria com a minha falta de filtro. Será possível estas merdas estarem-nos no sangue? Ou será a idade a pesar? É que cada vez mais me vejo fodida para travar os pensamentos; saem em vómito a jacto pela bocarra fora e quando acordo da anestesia, já está! Está dito! Mas fico bem. Fico calma, limpa de caroços entalados no gargumilo que antes me impediam de respirar livremente. Assim tranquila é mais profícuo reflectir e aparar as pontas soltas das palavras que nos esbarram nas fuças.
Volto à guerra de peito feito mas por vezes caio (em silêncio e sozinha para que ninguém me conheça a falta de força, umas vezes mais que outras) e por vezes acho que me devia permitir cair mais, só porque sim. Assumir que caí, que me custa, que também me dói, apesar de ser “A Cabra”, mas daqui a nada isto já passa. Agora o que não passa é a incompreensão pela maleabilidade de quem assistindo a uma guerra sentado no seu belo sofá com o cú apoiado em almofadas fofinhas, venha cagar postas de pescada em casa alheia depois de todos andarem à batatada e com as feridas ainda a sangrar. Ser demagogo é fácil quando não se lida com a merda. Dizer que a sanita cheira mal e que é preciso limpar é fácil quando temos quem a esfregue por nós. Mandar é fácil sempre se ouviu dizer e é bem verdade. Nem sempre quem trabalha connosco é colega, e nem sempre os colegas valem merda alguma.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Ouvido por aí

Às vezes tenho tempo para ler certas coisas e quase sempre termino com a sensação de que aqueles minutos despendidos não foram em vão.

- A Cristina é um sexy simbel...

sempre a aprender pá

terça-feira, 7 de julho de 2015

Crenças

Não acredito em bruxas.
Não acredito que seja humanamente possível alguém com recursos terrenos fazer mal a outrem.
Não acredito na mistura de mezinhas e ervinhas e outras merdas terminadas em "inhas" pois o Merlin nunca existiu. Nem a Branca de Neve, nem a Bruxa Má.
Mas há algo em que acredito piamente. Que o sentido negado de posse de algo, a alguém desequilibrado possa afetar as vidas com que se cruza e das quais suga a única razão do seu viver.
Resumindo, o querer-se muito sentimentos que outros têm tolhe almas até ao tutano. Disto, tenho a certeza.

Confissão

Confesso que ainda me consegue surpreender quem, a saber da minha falta de filtro, me desafia para merdas importantes.


sexta-feira, 3 de julho de 2015

Da vergonha

Ela - eu vi o teu blog! Ó pá é tão a tua cara!
Eu - é.... é meu, sou eu que escrevinho por lá
Ela - estive quase a comentar mas sabes, as minhas colegas de trabalho são minhas amigas no facebook e eu sei que elas cuscam tudo o que eu faço; às vezes até me perguntam se experimentei mesmo aquela receita em que "pús" um like (um pú é uma força motriz que faz com que um gás desça até ao cagueiro, mas deixa a cachopa pensar que pôr é giro, tadinha)
Eu - pois... eu percebo
Ela - mas gosto muito, tás a ouvir? gosto mesmo muito!
Eu - está bem.... mas o que me queres afinal? Não foi para dizeres que és uma tótó que me ligaste, certo?

Esbarro em mais uma triste constatação de que alguns até para serem sinceros, precisam da aprovação dos demais tristes com quem socializam.

Poderá estar a mentir em relação a gostar do blogue, e aí está a desculpar-se perante mim, que não lhe perguntei merda nenhuma.

Poderá estar a dizer a verdade em relação ao blogue e assim sendo, a omitir uma opinião sua a fim de não ser criticada, sem estaleca portanto para cagar nos demais.

A falta de coerência e o efeito manada continuam a irritar-me profundamente. Pode ser que a partir dos "entas" a coisa abrande e passe a ser só um sentimento de indiferença. Até lá só me apetece mandá-los ....


Traduzindo

Estou numa sala de reuniões a preparar um julgamento.
Ela recebe uma chamada telefónica ruborizando no imediato e pede desculpa, mas informa que é imperativo atender. Afasta-se aos poucos do restante grupo, até abancar numa sala contígua à nossa.
Eis senão quando, a sua vozinha ora doce carinhosa impera sobre a conversa do restante grupo, dado sermos todos finos e falarmos baixo e essas merdas todas.
Vimo-nos literalmente fodidos para fazermos de conta que não estávamos a ouvi-la a discutir com o Senhor que lhe vendeu as plantas para o escritório onde nos encontrávamos.
Amei ouvir alguém a discutir sem utilizar calão, na certeza porém de que no fim, a merda é a mesma pois em lume, pediu-nos desculpa mas disse que lhe apetecia dar "nas fuças" ao gajo com quem tinha acabado de falar. Eu teria mandado o gajo comer um cagalhão e dito que me apetecia foder-lhe as trombas, o que seria exactamente a mesma coisa, mas em mau.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Simplória

Visto qualquer merda
Calço qualquer merda
Sou (demasiado) desleixada com o meu aspecto
Mas não como nem bebo qualquer merda
Nem tenho qualquer merda como amigo.


Em algumas merdas, as realmente importantes, são tão esquisita que até a mim me enojo às vezes...

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Tal e qual o anúncio da brasa (parece que é mas não é)

Aquele que começava assim: parece que é mas não é, que gosto que satisfação, pois eu parece que sou mas não sou.
Deixo-me propositadamente passar por tona em certas situações, mas não sou.
E adoro ver até onde vai a lata de quem se julga bué da sábio nestas merdas das relações inter-pessoais que é como quem diz, quem se acha esperto, quem acha que te está a usar e que és uma tona moldável, maleável e acima de tudo (e o que mais me delicia) influenciável.
Adoro. só me falta abanar o rabinho.

Sai receita para a diarreia (e afins)

Então é assim:
Falei com santa sogra e esta chegou à douta conclusão que foi um mau olhado que abriu a torneira fecal.
Para desarmar quem te olhou de ladeiro, reza a lenda que há que descascar 3 dentes de alho, raspar uma côdea de broa seca e em papel de prata, juntar osjálhos à broa, embrulhando tudo bem apertadinho e colocar no local do "azar" - casa, carro, trabalho. Ora, dado se tratar de um local inóspito para a côdea da broa, aconselha quem sabe que guardes a mistura (sempre em papel de prata e retém isto que faz toda a diferença) o mais perto possível... Poderás guardar no bolso das calças, saia ou calções, digo eu que não tenho formação nestas merdas dos olhares.

Parai quétos

Não me incomodam os vídeos dos gatos, das porradas e merdas afins. Não os vejo.
Incomoda-me profundamente o seu conteúdo que, pelo que leio será desumano e de bradar aos céus.
Não tenho estômago para lidar com estas merdas sem os mandar comer um cagalhão, como tal não vejo toda e qualquer merda deste tipo, recuso-me. E cansa-me quem partilha de forma indignada! Se vos incomoda (também) estainde quétos com as partilhas pá!! Só estais a difundir e a publicitar merda! Falai sobre isso, mas não obriguem os outros a levar com essas merdas nos olhos. Revoltai-vos junto de quem de direito. Parai de fazer queixinhas que não vão surtir qualquer tipo de consequência. Levantai o rabo da cadeira e ide apresentar queixas formais! Sabeis o que é isso? como se faz? não? então isso sim, perguntai na net que alguma alminha vos há-de esclarecer! Agora se não vos quereis cansar, olhai uma dica: não cansem os demais.
Desde que fui mãe não consigo lidar com determinadas situações mesmo que não envolvam crianças sem que as minhas tripas se revolvam e sem que a minha boca se abra para blasfemar efusivamente, daí não  permitir que a minha alma fique em estado de sítio. Estou a ficar velha, é isso.

Eu também fiz um teste de inteligência on-line

Eu também faço aqueles testes fofi-coisos de inteligência e aparência e merdas afins.
Não partilho os resultados porque os meus costumam dar merdas do tipo: és burra como a tua sogra, és feia como um camafeu com caganeira e na vida passada foste uma barata que assim que nasceu foi esmagada por uma pita histérica.
: (olha que caralho, este teclado não tem a barra ao alto para fazer uma cara séria, foda-se)
#soquenão

Cansaço, mas menos

Quando consigo relaxar no fim de semana, apesar de sentir agonias externas às minhas, a segunda-feira parece menos dolorosa e a semana, vista em perspectiva, cheira-me que será menos catastrófica a nível sentimental e profissional.
Digo eu, agora que a semana ainda está a começar.

do trabalho 3#

a puta da frase mais ouvida por estas bandas:
- okeiii, tá bom, tá bom....brigada, té logo

E sim! já lhes dei na tolinha vezes sem conta.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Pérolas automobilísticas familiares

A minha santa (sogra), uma perfeita tábua de passar a ferro ao volante, chega a casa depois de uma saída de cerca de meio quilómetro, pára a carroça em frente ao tasco e saca do pára-choques frontal da mala, qual saco de courgetes fresquinhas acabadinhas de colher.


A mancar e de pára-choques (guarda-lamas para os fofos) debaixo de braço, com cara de quem comeu e ficou a arrotar, tem a ideia fabulosa de tentar fazer-se de coitadinha (não fosse ela doutorada nesta área)
- Então que aconteceu ao carro mãe? pergunta o marido (meu) prestes a ter um ataquinho.
- Olha não sei, estacionei em frente ao banco e quando cheguei ao carro estava assim...
- Olha lá mas achas que ando a nanar?
- Foi filho, estava no chão, um senhor disse que outro senhor me deu uma pancada ao sair (tivesse sido na mona e estavas tu mais fina caralho) e prontuss (prontuss é uma expressão muito usada cá no fim do mundo, e é gira, bué de gira, tão gira que me dá vontade de rir até me mijar, que as pariu).
-Ai foi? Hum... então vamos lá ao banco que eles têm as imagens do multibanco e vão ter que me dizer qual foi o carro que fez esta cagada e se não disserem chamamos a policia (qual CSI em procura pelo criminoso do ano)
A santa, que é bastante limitada, cagou-se toda e lá confessou que ao estacionar deu um toquezinho (...) numa ambulância, mas estava vazia filho, não te preocupes!

Mas não há ninguém que te abafe?


Combinação perfeita para fritar o miolo

O que pode ser pior do que levar a cria mais velha às vacinas e ela ter um ataque de pânico lá do alto dos seus 50 quilos de músculo e metro e meio de altura só contornado com o belo do amarranço por 2 adultas bem potentes?

Ter de mamar com a Maya na sala de espera


E ainda por cima perceber que a Senhora vende merdas que protegem de tudo quanto é merda que há no mundo, e que deu às filhas e às netas e ao caralho pá!


Ninguém merece esta merda!

É lógico que se me frita a mioleira.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Das dores de perda

Estes dias têm sido difíceis...
A mais nova está a modos que tresloucada de novo.
Já passamos por aqui algumas vezes, e quando digo por aqui, digo a esbarrar na loucura.
Não somos pais de primeira viagem, nem pais inquietos ou inseguros. Somos pais calmos, não permissivos, mas muito pacientes.
Somos testados dia sim dia sim, hora sim, segundo sim pela cria mais recente.
Nasceu para nos lançar o maior desafio das nossas vidas, testar os nossos limites de salubridade mental.
Eu deveria ser fofinha e dizer que não há nada melhor do que ser mãe, que me completa, que pelo sorriso delas tudo vale a pena. Mas não agora, não neste momento, não hoje.
Hoje sou uma puta que está deitada ao lado das crias, com todos já a dormir neste momento e lamenta pela perda de sorrisos de que está a padecer.
Há dias em parece que não aguento mais, que cheguei ao meu limite, que receio pela hora seguinte, que lamento e lambo as feridas deixadas pela perda que vou sentindo e que me permito à dor.
Amanhã já não será nada digno de destaque nas linhas do meu sentir, mas hoje dói um bocadinho, hoje sinto que perdi.
Tenho perdido por um conjugar de factores a minha gargalhada, aquela que me caracterizava aqui há uns anos.
Fico confusa quando tento perceber onde estou a falhar como educadora da cria mais nova; não percebo; a permissividade não resultou; a conversa não resultou; a imposição está a deixar de resultar; e as minhas pernas estão a fraquejar....
Amanhã é outro dia e eu terei força de novo, mas hoje não.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

do trabalho#2

Conselho de uma tola:
Vestinde interiores monocromáticos, pois nunca se sabe quando ides ter que vos agachar de costas para aguém para apanhar uma merda de uma folha que tenha derrapado para debaixo da impressora...
(just saying)

quinta-feira, 18 de junho de 2015

do trabalho#1

O que mais me custa aqui no trabalho é ter que ir cagar. É que no decorrer deste acto tão natural quanto respirar, ouço as merdas que a minha rica cómoda diz ao telefone. Sim, as paredes são extra-finas.
Isto preocupa-me muito mais do que os sons que o meu belo rabo possa fazer durante o acto. Apetece-me cortar os pulsos - não os meus.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Sobre o post anterior e para que conste da sua absoluta veracidade

A minha santa mãezinha tirou a carta de condução muito tarde, já um 'cadito fora de prazo portanto, ela e a carta.
Passa-se que a santa Senhora nunca foi exímia condutora, nem mediana, a bem da verdade.
Assim sendo passo a relatar a conversa que tivemos via telefone, durante a qual tomei conhecimento de mais uma das suas proezas automobilísticas:
- Sim mãe, então? que contas?
- olha, contar não conto nada, mas acabou de me acontecer uma cena!!
- então já vais contar alguma coisinha, certo, ó tótó?
- É. Sabes, fui ao Via Catarina àquela loja que gosto muito, sabes? de roupa? àquela?
- Sei lá mãe ou o caralho qual é puta da loja de roupa, foda-se tu achas que eu sei?
- Uóó.... sabes sim! mas pronto agora não interessa. Cheguei ao parque de estacionamento e apanhei uma bicha por lá acima, fogo! nem te passa (sim, cá na terra diz-se bicha e não fila) mas pronto, lá fui atrás dos murcões que eram praí uns 10 à minha frente e passaram todos por um lugarzinho mesmo mesmo ali à maneira à nossa espera e pensei, burros pá, olha a passarem todos por esta vaga e nenhum a vê. E pimba, meti lá o carro - nesta fase comecei a recear pelo desenrolar da história, sendo que nunca pensei que santa mamã tal merda fizesse. Por acaso, só por acaso cheguei à loja e a menina que me tinha atendido não estava e a ancomenda ainda não tinha chegado e resolvi vir-me embora. Demorei p'raí uns 15 minutos.
- Sim mãe, e qual foi a cagada que fizeste? estacionaste à porta do elevador, não?
- Não! Espera! Saí do elevador e vi um montão de gente assim ao fundo. Não liguei muito porque estavam afastados do meu carro. Quando carreguei no comando para abrir as portas, saiu do meio daquela gente um segurança que se virou para mim e disse:
Seg.- Ó MINHA SINHORA!!!!
-Sim? Diga?
Seg- A Sinhora tem noção do que fez?
- IEUU??? O Quê?
Seg- Atão a Sinhora num bê que tem o carro mal estacionado?
- Mal estacionado porquê?
Seg- Atão a Sinhora num bê quésta merda é a saída do Parque? Quisto é a rampa de saída? Eu tenho prái 50 carros a dar a volta para saírem no piso de baixo porque a senhora bloqueou a saída! Ò MINHA SINHORA PLAMOR DA SANTA!
- Ó Mãe, foda-se! tu és um cromo! a sério! e que lhe disseste?
- Olha, eu disse-lhe: sabe, realmente eu estranhei que dos carros que iam à minha frente nenhum ter estacionado aqui, mas pensei que não tivessem visto a vaga...
Seg- Ó, ó minha sinhora, tire lá o carro ca policia está a caminho, ó, ó!

A acrescer a isto só mesmo o facto de durante as subidas em vez de reduzir, se abane para frente e para trás qual  cão vaidoso nas chapeleiras dos carros dos berdadeiros tones enquanto o carro perde força...
E mais não digo, é uma artista portuguesa ao bolante.

verídico

a minha mãe a estacionar, só que na saída de um shopping...



segunda-feira, 15 de junho de 2015

that didn't hurt

Estou na cozinha a arrumar a loiça depois do jantar
Lá dentro, na sala, fora do meu alcance visual, ouve-se constantemente algo a cair ao chão, comando de televisão ou telemóvel, quem sabe.
A cada queda ruidosa a cria mais nova responde com um: não foi nada mamã!
5 ou 6 vezes depois, só me vem à ideia isto:

ISTO

just thinking

domingo, 14 de junho de 2015

Pobre é pobre e isto é um post sobre festa de pobre

Este fim de semana foi diferente.
2 espectáculos de ballet... não eu! sim danço, mas mais tipo tábua de passar a ferro, logo ninguém me convidaria para actuar.
Sábado levamos connosco um casal com 2 crias macho. Espantar-vos-a dizer que ambos adormeceram? pois, calculo que não, um deles até a dormir bateu palmas com a restante plateia, qual zombie em demanda pelo doce final.
Hoje levamos os avozinhos.... o meu pai é o típico homem de trabalho que nunca acompanhou os filhos a merda nenhuma. Se bem que eu nunca fui talhada para nada além de andar à porrada e que no meu tempo festas de finalistas só existiam quando se era finalista na faculdade, diga-se que o senhor nunca teve em bom rigor merda nenhuma para acompanhar excepto as reuniões na escola (às quais deixou de ir cedo de mais). Ora lá chegaram os avozinhos todos felizes e contentes quando se me deu assim um flash sobre o estado em que ficou no ultimo espectáculo a sério - há cerca de 4 anos atrás. Burra que sou, assim de repente ocorreu-me o porquê de não o ter convidado para a última festa de natal da escola. Ahhhh pois! eles são umas pessoas muito fofas, nunca gostam de merda nenhuma e tudo tem defeitos; ou porque está muito calor e a escola é tão pobre que não consegue salas com AC em condições, ou porque o abafado lhe causa umas dores de cabeça terríveis que fica que não pode, qual Lili Canecas nos calores da menopausa, ou porque a directora fala tempo demais... enfim! uma panóplia de merda que me cansa a beleza e me faz mandá-lo comer um cagalhão assim que fervo (muitas vezes, portanto). Por estas merdas todas achei que o dinheiro dos bilhetes da festa de natal era mais bem empreguem em mim e assim foi.
Mas, destrambelhada e desligada como sou, desta feita esqueci-me desse pormenor e fodi-me assim redondamente. Ao intervalo já suava e na fumaça do cigarrito perguntei-lhe assim com cara de desafia soco a ver se ele me tinha respeito: então??? desta vez estás a gostar?
Asno gordo, estivesses tu caladinha que não te tinhas enervado - está um bocadinho melhor que no ano passado.
-Pai, não há espetaculo há 4 anos!
-Sim, isso
- Foda-se tu nunca gostas de nada caralho! atão as miudas não estão a dançar bem? foda-se!
- As miudas até estão, as pequeninas, agora as porfessora é que não percebo porque têm sempre que entrar - com o seu ar de doutorado em quebra nozes e lago dos cisnes e merdas similares, tipo como se estivesse a dizer uma graaannnde merda.
- professoras? onde é que viste as professoras? Só para que conste, a mais velha em palco irá este ano para a faculdade, isto demonstra cabalmente a acuidade visual do meu pai.
Iniciou a segunda parte a abranar-se freneticamente de programa em punho, qual jornal de ontem pronto para limpar uns vidrinhos.
Respirei fundo e pensei: fode-te. e tu Aranhiça, aprende a ser governada e não desperdiçar euros assim à toa.
Para terminar em beleza, emocionada que estava, no final decidi levantar-me para aplaudir efusivamente de lágrima no olho. Escusado será dizer que este belo elefante que vos escreve, ao sentar-se esqueceu-se que as  cadeiras são de alavanca e esbardalhou o seu belo cuzinho no chão, não sem antes e numa vã tentativa de se segurar ter posto a mão em local incerto de um desconhecido sentado a meu lado.
E prontess, pobre é assim.


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Mesmo aqui "à beira"

À hora do almoço levei um murro no estômago.
A cria mais velha deixou escapar um desabafo vindo do nada que me abananou...
Sabes? A Antonieta (chamemos-lhe assim) disse-me que o Pai bate na Mãe - assim de chofre, sem aviso prévio, sem sirene a avisar que o fumo iria trazer consigo o fogo...
Fiquei atónita, de boca aberta qual morcona da terrinha a mirar o mar ao vivo e a cores pela primeira vez.... não respondi, não consegui.
Ela respirou e continuou depois de olhar bem fundo os meus olhos: e às vezes também lhe bate a ela - falava num tom doce e baixo, muito baixo, quase que a pedir-me desculpa pelo que me estava a contar.
Durante uns cinco segundos que me pareceram uma hora fiquei muda. E agora? o que digo a esta criança quando nem eu sei o que pensar? tenho que lhe dizer alguma coisa caralho!
Inspira e vai: sabes filha, às vezes os crescidos fazem coisas parvas....
Não mãe, não sei nem consigo perceber; desculpa mas isto não tem perdão! como é possível? bater?  eu nunca o vi chateado com os filhos! parece que está tudo bem e agora é isto? - agora sim, a sua voz estava marcada pela revolta que lhe fazia doer o coração como me disse.
Pois.... nem sei muito bem o que te diga assim de repente, a não ser que... há coisas inexplicáveis que algumas pessoas fazem e que são isso mesmo, inexplicáveis.
Ficas a saber que se ela algum dia precisar eu lhe vou dizer para vir morar cá em casa! e não te adianta dizer que não queres a casa constantemente infestada de mijonas histéricas! Certo? Certo mãe??
Mesmo aqui "à beira", na casa de quem conhecemos, mas que afinal desconhecemos por completo, há um caso de violência.... que me revolta as tripas e que me faz equacionar muita merda num passado recente e num presente imperceptível aos meus olhos ora cegos.
Estou em regurgitação sobre esta merda e não consigo descansar a minha alma.



A reportagem da SIC sobre "O parto"

Não fiquei nada nervosa. Passados poucos minutos resolvi aceder a ver a violeta...
Como acho que não sou menos mãe e que para mim foi o melhor pois estava prestes a ir às trombas à médica, disse alto e bom som:
- Vão comer um cagalhão pá!


terça-feira, 9 de junho de 2015

QUIE'ISTO SINHORES???

este triste pardieiro sempre esteve praqui sugadinho desde o início...

agora tem visualizações :P

vêm quase todas de algo quadripolar... escrito por uma Ursa... será algum sinal da minha personalidade excessivamente agressiva e destrambelhada?

estou em pânico

não sei se escreva ou se fuja

Momento Uau...

Assim não brinco pá!


domingo, 31 de maio de 2015

Dos dias bons

Ontem foi um dia bom, diria quase que delicioso.

Conheci gente bonita - a meu sentir,  pessoas bonitas são pessoas de boas tripas, desempoeiradas, sem sorrisos amarelados.
Conheci gente que cheira-me vai ficar por cá, por esta casa tão esquisita que é a minha vidinha...

Dizem que ressonei esta noite - boato falso, a meu ver

Até já

Respira

Quem tem filhos, sabe do que falo
Quando se lhes prega o tau no plural é a puta da loucura...
Enquanto uma grita, outra berra (que é quase a mesma merda, muda o tom) porque a primeira está a chorar e não se ouve o que a segunda estava a pedir, inicialmente já em tom de voz elevado (sim, as minhas estrelinhas são assim pró surdo), agora de forma estridente porque a mana não me deixa falar e está a chorar e eu agora também choro e vou chorar sempre até ela se calar.... fffffff
respira, não não é inspira e expira... é mesmo RESPIRA (pra não te ires a elas)

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Do I?


Exaurida, é giro não é?

Nem sei se esta merda se escreve assim, mas também não vou ao dicionário que me cansa.
Andas a mil,
tens mil e uma merda em que pensar ao mesmo tempo,
tentas escrever este triste post umas milhentas vezes
não tens tempo parra arrear o calhau
passas à porta do café e encontras alguém que já lá está desde o inicio da tarde; sabes aquele inicio de tarde em que tu vais trabalhar? esse mesmo!
e recebes um oláá, tudo bem? ao que respondes com um seco sim, e contigo também?
ai estou exaurida!!!! acenas da forma menos amarela possível e pensas: vai comer um cagalhão pá!
agora até eu fiquei exaurida.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Dessem-me outro passado e não seria assim certamente #3 (em rascunho desde o natal passado)

À mesa, ao jantar:
- Já viste! antigamente éramos tantos (a propósito do natal)
- Pois éramos! mas acho que estamos bem melhor agora!
- Estar melhor estamos, mas com muita gente era diferente...
(minha resposta chocante) - pois acho que era uma valente merda! prefiro estar sozinha, a ter gente falsa à minha volta. Agradeço o facto de a vida nos ir colocando barreiras que para serem ultrapassadas nos obriguem a separar a merda do papel higiénico - sabes quando limpas o cu após uma valente diarreia e a merda se espalha pelo papel e pelos dedos? Pensa assim: limpaste o cú e a merda ficou no papel! dedos limpinhos Mãe! Limpinhos!

Estou viva

Confrontaram-me com a pergunta:
- qual é o teu blogue?
- foda-se! está morto pá.
- anda lá, deixa-te de paneleirices. Vá, foda-se diz lá parva!

Lembrei-me que este pardieiro ainda existe e prontes, voltei.
A ver se é desta que fico e que mudo aquela bonequinha pipi que está na capa pois estava bêbada quando a escolhi...

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Estou-me a grizar como uma louca!

Aqui no estaminé, está a decorrer uma formação com as "gaijas" do escritório...
Estão neste momento a fazer simulações de atendimento telefónico em diferentes contextos.
Opá, a sério!!! Quésta merda????
Estão a achar uma piada do caralho, mas deviam rir-se era das suas fragilidades - e são taaaannntas caralho!
Quando a formadora sair, vem pálida certamente; no intervalo já cá esteve a vomitar e não foi nada bom!
Esta avaliação de desempenho vai ser um must!!!

Eu não devia estar a achar piada nenhuma; Deveria estar preocupada, mas juntamente com a vergonha que estou a sentir neste preciso momento, sinto também uma vontade enorme de lhes dar um par de bofetadas nas trombas e desatar às gargalhadas de seguida...

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

nem consigo encontrar um titulo para esta merda

- Ah!! vendeste o carro?
- Sim.
- E agora, andas de quê?
- Olha, de burro!!
- Oh! A sério, diz lá
- Com o outro
- E vais comprar algum?
- Sim! Um vdgjslmf
- Não acredito!!!! Sério???
- Siiimmmm
- Se comprares também compro um....
...
...
...
- E se eu cagar e comer, tu também cagas e comes? vai-te foder pá!





e a merda do acordo ortografico continua


há memórias que são putas de apagar...

IPO Porto...

As vendas e os quês!!!

Tens à venda um carro por 10.000€
Recebes um email: olá aceita 6.000€?
Respondes, respirando fundo já com vontade de o mandar apanhar nele: como calcula, a diferença de preço que propõe é inaceitável! Obrigada pelo contacto mas não estou interessada.
Recebes resposta: qual o valor mínimo?
Respondes de novo já a bufar e a pensar se te fosses foder majé: valor minimo 9.500€
Recebes nova resposta: obrigada de qualquer forma. é muito mais do que posso dar.
Ouve lá ó lambão! e procurar anuncios até 6000€, não????
E a burra sou eu? Sou! Se não respondesse a estas merdas não me coçava desta forma! Cum caralho pá!

segunda-feira, 19 de maio de 2014

De lábios pintados...

Acaba de chegar uma consultora cá ao escritório por quem tinha (e ainda tenho um cadito, vá!) g'anda apreço profissional. Vem de lábios pintados! brilhantes que só eles, a refletirem esplendorosa cintilação das nossas maravilhosas lampadas chinesas... acabou de perder aquele glamour que lhe tinha atribuido de gaja de armas e sabedora de coisas fantásticas pá! 

quinta-feira, 27 de março de 2014

e vão 3!

3 finais de tarde seguidos a tralhar na passadeira; 2,5 km.
e não estou a pensar desistir!
qualquer dia corro.

terça-feira, 25 de março de 2014

Só não pareço uma baleia porque não como peixe!

O tempo voa!
Já não vinha aqui há mais de um mês!
Entretanto muitas "cousas" aconteceram. 
Estou em fase de mudanças; não de casa, mas de vida; não de marido; mas interior; não de órgãos ou coisa que o valha; mas de estilo de vida!
Estou a deixar de fumar, pois parecia a chaminé da Facor, e a começar a fazer exercício físico, pois pareço uma baleia; segundo informações de quem percebe da poda sou estilo oval (fodasse, dá-me a sensação, que é desta!)
A Mãe foi operada e a vida desnorteou-se por uns dias... longas esperas, puxão de orelhas ao maninho, visitas, noites seguidas com 2 horas de sono, uma culpa enorme por não estar com as pequenas 2 noites seguidas e workshops pelo meio. Tudo isto me fez perceber que estou inquestionavelmente gorda e que preciso mudar! Como? Quem fuma muito e dorme pouco, tem pouco tempo de repouso entre os 2 maços do dia anterior para os 2 do dia seguinte e quem arfa por correr 50 metros e por sentir o coração piquinito tá fodido claramente também!
Estou em fase de assimilação da ideia e sei que vou conseguir, até porque sou pior que uma mula; quando encorno, é difícil ser demovida.
Só há um senão nesta merda que obriga a exercício físico. Eu tenho que o fazer em casa! pois não posso atrelar as pequenas comigo nas idas ao ginásio ou às danças ou a outras merda parecidas, até porque ia ser difícil mexer-me com a mais nova agarrada as minhas ganchetas...



sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Estarei a ser egoísta?

Já aqui falei na puta da psoríase...
É uma merda de uma doença de pele não contagiosa  (por isso, tranquilo) mas que fode os cornos a uma gaja principalmente quando está em fase aguda.
Lidarmos com um corpo deformado por "feridas" incontroláveis é do caralho! 
Aquela sensação boa de sair a correr do banho sem tempo para creme corporal ou até enxaguar os obidios com cotonetes, com a roupa ainda meia colada ao corpo porque não nos secamos devidamente... esquece, nunca mais volta! Tive que deixar de tomar duche de manhã, pqp, porque com 2 crianças para tratar sozinha e sem tempo para esperar que os cremes besuntais sequem, a solução é mesmo tratar desta merda à noite.
E realmente é o menor efeito secundário desta merda, andarmos sempre besuntadas, com as pernas a colarem uma à outra, com os cotovelos colados à roupa e a canalha a teimar tocar sempre quando não deve.
A parte pior de assimilar é a deformação do nosso corpo. É o deteriorar do estereótipo de beleza que temos de nós próprias enquanto mulheres! É a decadência do nosso amor-próprio, da nossa fé que amanhã com este creme estarei melhor; quando acordar provavelmente já vou notar alguma melhoria… É manter em alta a esperança de que amanhã será diferente; é ansiar pelo verão mas ao mesmo tempo repudiá-lo pois não poderei usar calções nem mangas curtas nem decotes (e eu que adoro cabeados, sofro dos calores) e inevitavelmente, alguma das lesões vai saltar por alguma brecha na indumentária.
Enquanto penso nesta amálgama de sensações dou por mim muitas vezes (demasiadas) a sentir-me ingrata com a vida; outros há que têm doenças incuráveis e mortais; por isso nunca exteriorizo estas e outras reclamações, a não ser aqui que posso dizer que caralhos me apetece, porque por pior que me sinta, ainda não tenho à vista o meu prazo de validade como outros têm e que, mesmo assim encontram forças para viver cada dia que passa e não somente esperar que passe o dia… 
Será justo isto que sinto? Será legítimo este meu mal-estar? Ou não consigo ser indulgente o suficiente para passar por isto de ânimo leve como deveria?

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Inconsegui perceber um caralho!!!


????

Não? Nada?

Eu traduzo: Assunção Esteves e o inconseguimento duma Europa não conseguida
 




Dessem-me outro passado e não seria assim certamente#2

A sério que gosto de animais e assim; mas pessoal que diz que, chegado a casa depois de um difícil dia de trabalho, a única coisa que querem e que os anima é o miminho do kiko, da kika, do titi e da mimi... fodasse pá!!!
E os filhos? e o gajo?
Mais máscaras, fachadas lindas de morrer que desabam à mínima fricção de ar....

Quando o verniz estala

Quando o verniz estala (foda-se que uso gel) entre gajas fofas é uma emoção do caralhão pá!
Gosto de me recostar na cadeira ou encostar-me à parede, depende do local da bronca, e apreciar... saborear muito lentamente e com as papilas gostativas ao rubro (só não coço os tomates porque não os tenho), a galinhice.
E penso que afinal sou normalzinha, só não uso máscara!