A minha santa (sogra), uma perfeita tábua de passar a ferro ao volante, chega a casa depois de uma saída de cerca de meio quilómetro, pára a carroça em frente ao tasco e saca do pára-choques frontal da mala, qual saco de courgetes fresquinhas acabadinhas de colher.
A mancar e de pára-choques (guarda-lamas para os fofos) debaixo de braço, com cara de quem comeu e ficou a arrotar, tem a ideia fabulosa de tentar fazer-se de coitadinha (não fosse ela doutorada nesta área)
- Então que aconteceu ao carro mãe? pergunta o marido (meu) prestes a ter um ataquinho.
- Olha não sei, estacionei em frente ao banco e quando cheguei ao carro estava assim...
- Olha lá mas achas que ando a nanar?
- Foi filho, estava no chão, um senhor disse que outro senhor me deu uma pancada ao sair (tivesse sido na mona e estavas tu mais fina caralho) e prontuss (prontuss é uma expressão muito usada cá no fim do mundo, e é gira, bué de gira, tão gira que me dá vontade de rir até me mijar, que as pariu).
-Ai foi? Hum... então vamos lá ao banco que eles têm as imagens do multibanco e vão ter que me dizer qual foi o carro que fez esta cagada e se não disserem chamamos a policia (qual CSI em procura pelo criminoso do ano)
A santa, que é bastante limitada, cagou-se toda e lá confessou que ao estacionar deu um toquezinho (...) numa ambulância, mas estava vazia filho, não te preocupes!
Mas não há ninguém que te abafe?

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