Estes dias têm sido difíceis...
A mais nova está a modos que tresloucada de novo.
Já passamos por aqui algumas vezes, e quando digo por aqui, digo a esbarrar na loucura.
Não somos pais de primeira viagem, nem pais inquietos ou inseguros. Somos pais calmos, não permissivos, mas muito pacientes.
Somos testados dia sim dia sim, hora sim, segundo sim pela cria mais recente.
Nasceu para nos lançar o maior desafio das nossas vidas, testar os nossos limites de salubridade mental.
Eu deveria ser fofinha e dizer que não há nada melhor do que ser mãe, que me completa, que pelo sorriso delas tudo vale a pena. Mas não agora, não neste momento, não hoje.
Hoje sou uma puta que está deitada ao lado das crias, com todos já a dormir neste momento e lamenta pela perda de sorrisos de que está a padecer.
Há dias em parece que não aguento mais, que cheguei ao meu limite, que receio pela hora seguinte, que lamento e lambo as feridas deixadas pela perda que vou sentindo e que me permito à dor.
Amanhã já não será nada digno de destaque nas linhas do meu sentir, mas hoje dói um bocadinho, hoje sinto que perdi.
Tenho perdido por um conjugar de factores a minha gargalhada, aquela que me caracterizava aqui há uns anos.
Fico confusa quando tento perceber onde estou a falhar como educadora da cria mais nova; não percebo; a permissividade não resultou; a conversa não resultou; a imposição está a deixar de resultar; e as minhas pernas estão a fraquejar....
Amanhã é outro dia e eu terei força de novo, mas hoje não.
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Podem botar faladura à vontade (mas não à vontadinha ok?)