As crias "celebram" o carnaval na escola...
Eu odeio o carnaval... mas amo as minhas crias.
A escola adopta como tema deste ano lectivo... a era medieval! e pede criatividade na "costura" das fatiotas...
Caralhos me fodam!
Libelinha, destrambelhada, com um tasco que é seu, mas onde não está, mãe de duas estrelinhas e sempre com muito por fazer.
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
segunda-feira, 22 de janeiro de 2018
eu, os cheiros e a sorte (ou falta dela)
eu e os cheiros SENHOR!
eu e os cheiros...
Um drama.
Explico:
Ontem fomos ver um carro com que temos sonhado para noites de verão, bem longe daqui da terrinha.
Chegamos e o "vendedor", senhor de cerca de 65 anos, de trato aprazível, pergunta se já tínhamos almoçado.
Não, ainda não.
Então almoçam primeiro e depois vêm o carro?
(Oi? Mas então vieste até aqui ter connosco, e agora sugeres que almocemos primeiro? Foda-se!)
Mas vemos primeiro o carro e depois almoçamos, não se preocupe, assim já fica despachado.
E restaurantes aqui por perto? recomenda algum?
A minha casa! Vêm almoçar a minha casa!
(ohhhh... que querido! mas não, obrigada que em sua casa não me posso dar ao direito de não gostar, né??)
Agradecemos, mas não. de forma alguma lhe poderíamos dar essa maçada!
Não! Não é maçada alguma! Tenho um restaurante!
(Ahhhhhhhhhhhh, ok então! Foda-se que isto é que é pensar no negócio!)
Ora então sim!
Confesso que fui a medo (e bem!)
o restaurante tinha um cheiro a fumado completamente atordoador! TUDO cheirava a fumado! JURO! (bem que perguntei se podíamos fugir dali, mas ninguém me deixou)
Velhinho, aparentemente limpito... mas fumado Senhores! Fumado!
Vim perfumada de perna de porco.... só eu! Em mais ninguém se entranham os cheiros, os fedores, as essências, como em mim! Mas porquê?
Acresce que, conduzindo o carro com senhor seu proprietário atrás de mim (colado ao meu ouvido, diga-se) o seu hálito era nauseabundo (poderá ele não ter culpa, por ter morfado pernil fumado assado - constava da ementa, ora pois que sim!)
Não consegui fazer o percurso... só queria fugir dali e dizer que não queria nada, só ir-me embora por amor da santa!
Uma hora e meia depois de caminho para casa, entrei esbaforida na casa de banho para me desinfectar... banho! Preciso de banho!
Todos se riem de mim, que sou paranóica com os cheiros, que tudo me cheira, que tenho a mania dos banhos e coisa e tal e o caralho que os foda!
Mandei-os, um a um, cheirar o meu cabelo, cheirar a minha pele: Cheirem aqui caralho! Cheirem o meu cabelo! Váááá! Digam lá que sou eu que sou avariada dos miolos! Oupa!
Uiiiiiiii, cheira mal sim...
eu e os cheiros...
Um drama.
Explico:
Ontem fomos ver um carro com que temos sonhado para noites de verão, bem longe daqui da terrinha.
Chegamos e o "vendedor", senhor de cerca de 65 anos, de trato aprazível, pergunta se já tínhamos almoçado.
Não, ainda não.
Então almoçam primeiro e depois vêm o carro?
(Oi? Mas então vieste até aqui ter connosco, e agora sugeres que almocemos primeiro? Foda-se!)
Mas vemos primeiro o carro e depois almoçamos, não se preocupe, assim já fica despachado.
E restaurantes aqui por perto? recomenda algum?
A minha casa! Vêm almoçar a minha casa!
(ohhhh... que querido! mas não, obrigada que em sua casa não me posso dar ao direito de não gostar, né??)
Agradecemos, mas não. de forma alguma lhe poderíamos dar essa maçada!
Não! Não é maçada alguma! Tenho um restaurante!
(Ahhhhhhhhhhhh, ok então! Foda-se que isto é que é pensar no negócio!)
Ora então sim!
Confesso que fui a medo (e bem!)
o restaurante tinha um cheiro a fumado completamente atordoador! TUDO cheirava a fumado! JURO! (bem que perguntei se podíamos fugir dali, mas ninguém me deixou)
Velhinho, aparentemente limpito... mas fumado Senhores! Fumado!
Vim perfumada de perna de porco.... só eu! Em mais ninguém se entranham os cheiros, os fedores, as essências, como em mim! Mas porquê?
Acresce que, conduzindo o carro com senhor seu proprietário atrás de mim (colado ao meu ouvido, diga-se) o seu hálito era nauseabundo (poderá ele não ter culpa, por ter morfado pernil fumado assado - constava da ementa, ora pois que sim!)
Não consegui fazer o percurso... só queria fugir dali e dizer que não queria nada, só ir-me embora por amor da santa!
Uma hora e meia depois de caminho para casa, entrei esbaforida na casa de banho para me desinfectar... banho! Preciso de banho!
Todos se riem de mim, que sou paranóica com os cheiros, que tudo me cheira, que tenho a mania dos banhos e coisa e tal e o caralho que os foda!
Mandei-os, um a um, cheirar o meu cabelo, cheirar a minha pele: Cheirem aqui caralho! Cheirem o meu cabelo! Váááá! Digam lá que sou eu que sou avariada dos miolos! Oupa!
Uiiiiiiii, cheira mal sim...
domingo, 21 de janeiro de 2018
Os Messias digitais
Ensinar aos chavalos que não se mastigam pastilhas de detergente
.....
Ensinar a carneirada a agir caso não se identifiquem com qualquer merda que esteja ou on-line ou em grelha televisiva
.....
Vinde a mim, que vos ensino a pensar e agir em conformidade.
Os Messias da era digital em acção, a proliferar pela redes sociais! Ah! Esses seres iluminados e que nos orientam em direcção à sabedoria suprema.
......
(Alguém tem que guiar a carneirada que não tem capacidade de pensar por si...)
Ide comer um cagalhão!
.....
Ensinar a carneirada a agir caso não se identifiquem com qualquer merda que esteja ou on-line ou em grelha televisiva
.....
Vinde a mim, que vos ensino a pensar e agir em conformidade.
Os Messias da era digital em acção, a proliferar pela redes sociais! Ah! Esses seres iluminados e que nos orientam em direcção à sabedoria suprema.
......
(Alguém tem que guiar a carneirada que não tem capacidade de pensar por si...)
Ide comer um cagalhão!
sábado, 20 de janeiro de 2018
Geração on-line
numa era em que tudo está on-line e que os jovens têm acesso a toda a informação possível e imaginária, ainda é preciso informar os meninos que não se devem comer cápsulas de detergente....
Estamos bem, sim!
(Pessoal do marketing do skip: faxabore de trabalhar no caralho dos rótulos, sim???)
Estamos bem, sim!
(Pessoal do marketing do skip: faxabore de trabalhar no caralho dos rótulos, sim???)
sexta-feira, 19 de janeiro de 2018
perdi-me pelo caminho
o tiro de misericórdia no endereço antigo foi dado porque, numa fase de pura estupidez e necessidade de elevar o ego, decidi por o blog on-line no facebbok. bad idea! really bad idea!
alguém chega lá sempre, ou quase sempre. e como o objectivo é ter um lugar onde possa debitar o que bem se me aprouver, caguei no facebook e na divulgação de algo que não é divulgável, de algo cujo objectivo é ser só meu e de quem por aqui possa, eventualmente, passar e se identifique (que os há, mas envergonhados) com esta faculdade de sentir...
perdi-me pelo caminho que tracei inicialmente, deixei-me "comprar" pela ansiedade de público, de aceitação. algo que nunca tive e pela qual nunca pautei os meus desígnios de escrita. mas encontrei-me de novo, caralhos me fodam se encontrei!
a minha casa é frequentada por quem eu quero, quando quero e SE o quiser! este espaço também. não preciso de público. nunca precisei. não preciso de aceitação, nem de palmadinhas nas costas!
Preciso de voltar à escrita, preciso de me reorganizar, de ter tempo para mim enquanto quarentona enxuta que o sou, de ter tempo para o gajo que me atura há 22 anos (é dose!)
preciso de mim, dos meus e de pouco mais.
afinal de contas já percorri mais de metade do meu caminho (sempre tive a certeza de que morreria nova, mas disso falarei numa outra altura) e agora há que gozar (com) a vida.
segunda-feira, 15 de janeiro de 2018
s/t
O problema das decisões sobre
mudança de vida e a idade…
Mudar de rumo quando nos apetece,
ou melhor, quando nos urge viver de forma não tão assoberbada pelos problemas e
aflições, nem sempre é pacífico. A tomada de decisão é fácil, libertadora,
permite sorrir sem ter preocupações a toldar-nos o redondo das bochechas. Difícil
é pensar no futuro, no de curto e no de longo prazo.
A idade é um posto, mas também um
imposto a pagar sempre que nos vemos obrigados a retornar a funções antigas
quando, após tentativas de mudar de vida, temos que comer e dar de comer às
crias. Da mesma forma que por aqui não se equaciona substituir-me, não se
equacionará substituir pessoas com cargos similares ao meu na maior parte das
empresas; são cargos de responsabilidade e que envolvem imensa confiança em que
os ocupa… não me estou a ver, nesta área, a executar outras tarefas que não as
minhas, e não me estou a ver, por falta de competências sociais para o fazer,
só!
Agrada-me a ideia libertadora de não ter compromissos asfixiantes, de ter tempo para sorrir mais (as putas das rugas de expressão estão vincadas e tenho que lhes dedicar tempo e cremes) de poder ser mais eu. A vida não tem sido fácil para mim, não madrasta, de todo, mas não me tem facilitado a tarefa de cá andar aos pulinhos e sorrisinhos.
Mudar o rumo a caminho dos 41, implica que a coisa tem que correr bem! que não há margem para erros! que não me posso dar ao luxo de falhar! a falha não me permitirá regressar como se nada se tivesse passado, ainda que a outra casa, eventualmente; porque encontrar emprego está uma valente bosta e há pessoal desempregado há anos e anos. Não que me assuste trabalhar em qualquer merda, mas tenho perfeita noção das minhas limitações e a falta de apetências sociais lever-me-ia ao desemprego num ápice.
De todo o lado se ouvem uns vai sem medo, se não tentares, nunca saberás, ficarás para sempre na dúvida do "e se..." mas o regresso tolda-me o ímpeto...
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
Da (des)educação
Eu fico chocada com comentários que leio. Juro!
Por dá cá aquela palha e só porque me apetece e não me identifico com alguém, vou lá aos status deles e cuspo-lhes nas fuças! Eh pá! Sou forte, ah? Tenho uma pila graaaande! Sou o maior da minha rua (deserta)
Costumo dizer aos condutores desenfreados e tresloucados com quem me cruzo, que o tesão lhes desceu ao dedo mindinho do pé - que é a saliência maior que têm no corpo; a estes, subiu-lhes o tesão ao mindinho da mão...
Ou temos isto, ou o extremo oposto, o efeito manada, que também e delicioso de se ler e digno de um postal da natal.
A má educação não se reduz ao caralho e ao foda-se, de todo!
terça-feira, 19 de setembro de 2017
Da incoerência
Faz-me imensa confusão, nojo até, pessoas que têm discursos incoerentes com
as suas atitudes.
É que não consigo, de todo, compreender, aceitar, entender, perceber nem merda nenhuma que o valha!
Ponto.
Não percebo e não sei lidar com estas merdas!
Não tenho essa capacidade, esse entendimento, não tenho a abertura de espírito necessária para tentar, sequer, perceber.
Analisa a tua vida, a tua forma de estar, os teus atos, as tuas atitudes, as linhas guias pelas quais apregoas que te guias e as que efetivamente percorres.
O amanhã está já aí e quando deres por ti, estás de tal forma embrulhada entre a realidade e o imaginário que te verás emaranhada numa teia, de tal forma complexa, que não conseguirás encontrar o ponto inicial.
É que não consigo, de todo, compreender, aceitar, entender, perceber nem merda nenhuma que o valha!
Ponto.
Não percebo e não sei lidar com estas merdas!
Não tenho essa capacidade, esse entendimento, não tenho a abertura de espírito necessária para tentar, sequer, perceber.
Analisa a tua vida, a tua forma de estar, os teus atos, as tuas atitudes, as linhas guias pelas quais apregoas que te guias e as que efetivamente percorres.
O amanhã está já aí e quando deres por ti, estás de tal forma embrulhada entre a realidade e o imaginário que te verás emaranhada numa teia, de tal forma complexa, que não conseguirás encontrar o ponto inicial.
Ou então não. Ou então serás sempre capaz de seguir estes trilhos
filhos da puta, deixando alertas no percurso que não te deixem esquecer
o que fizeste para chegar ao fim.
terça-feira, 12 de setembro de 2017
Mixed (fucking) minds
31 de agosto:
- as férias, o mar, os pézinhos (mais patas, mas deixem-nos sonhar) na areia, a canalha linda, bronzeada, com montes de colares e pulseiras e apetrechos similares (tal como sus'mamães e papais). os bronzes de meter inveja. os biquínis lindos de morrer que sobressaem ainda mais naquelas peles bronzeadas desde junho. elas e eles lindos e de férias e tudo de bem com a vida. férias planeadas desde o ano passado (no sítio do costume, que tem mais charme).
1 de setembro:
- ano novo, vida nova. acabou o verão. as roupas de repente não servem. os sapatos de repente não podem ser abertos (os que calçaram ontem, portanto). as mangas curtas de repente são impossíveis de vestir à cachopada (a temperatura desceu um grau). o valor dos livros e do material escolar é um escândalo e uma total surpresa. há toda uma panóplia de coisas a resolver, comprar e agendar que nos entraram pela vida dentro assim de rompante às 00:01h de 1 de setembro...
Rasi'parta o setembro que só nos baralha a vidinha!
- as férias, o mar, os pézinhos (mais patas, mas deixem-nos sonhar) na areia, a canalha linda, bronzeada, com montes de colares e pulseiras e apetrechos similares (tal como sus'mamães e papais). os bronzes de meter inveja. os biquínis lindos de morrer que sobressaem ainda mais naquelas peles bronzeadas desde junho. elas e eles lindos e de férias e tudo de bem com a vida. férias planeadas desde o ano passado (no sítio do costume, que tem mais charme).
1 de setembro:
- ano novo, vida nova. acabou o verão. as roupas de repente não servem. os sapatos de repente não podem ser abertos (os que calçaram ontem, portanto). as mangas curtas de repente são impossíveis de vestir à cachopada (a temperatura desceu um grau). o valor dos livros e do material escolar é um escândalo e uma total surpresa. há toda uma panóplia de coisas a resolver, comprar e agendar que nos entraram pela vida dentro assim de rompante às 00:01h de 1 de setembro...
Rasi'parta o setembro que só nos baralha a vidinha!
segunda-feira, 11 de setembro de 2017
De toda a merda, há sempre algo de bom a reter
Sábado foi dia de ir às mercolas com a pequenada.
Cuecas, soquetes e pijamas de meia estação. a canalha cresce a cada segundo, rais'parta!
Shoping acima, shoping abaixo, mau feitio controladíssimo, que sou uma lady, e eis que um café antes da saída me parece boa ideia que a próxima paragem era a Primark (aquela fantástica feira que não fosse pelos 7 pares de soquetes a 3,5€ nunca visitaria).
Na fila para pagar o café, um senhor de idade aparece todo lampeiro (ligeirinho, para quem não do norte) vindo de lá de trás e dá-me semelhante empurrão ao mesmo tempo que me rosna um" eu já paguei, é p'ra pedir", que até andei de lado, literalmente.
O (dito) senhor, de bengala em punho, cara de poucos amigos, chateado comigo por eu estar na sua trajectória de voo à caixa registadora, fica a mirar-me como se fosse eu que o tivesse empurrado, com tromba de quem me ia pregar uma lambada nas ventas só porque sim, só porque eu sou feia e a ele lhe apetecia, pronto...
Olhei, respirei, analisei o caso e pensei: ora bem, pelas fuças, vai-te responder se lhe diriges a palavra; vais ter que o mandar bardamerda ou pró caralhinho se ele se estica (e vai-se esticar, olh'ás trombas dele!); tens as miúdas contigo; não deves insultar; não podes armar a puta em frente às tuas filhas. Respirei fundo, sorri-lhe sarcasticamente, cerrei os dentes e calei-me. mas estava tão fodida! Quando virei a tromba para as miúdas, elas estavam de boca aberta, de olhos esbugalhados e pasmas pelas 2 situações: pela acção do velhote e pelo meu silêncio perante o que tinha acabado de acontecer. Ainda mais encaralhada fiquei. Então, e como de toda a merda há algo de pedagógico a reter, aproveitei para lhes ensinar, alto e bom som, algo de positivo: estão a ver meninas? é ISTO que não se deve fazer! São estas as atitudes que eu TANTO vos previno que NÃO SE PODEM TER COM NINGUÉM! É por causa de atitudes como a deste Senhor, que dizem que os adultos são mal dispostos! ISTO É SER MAL EDUCADO! ISTO é o que a Mãe não vos permite fazer ou dizer! Perceberam? Ouviram bem? Viram bem?
Eu tenho um tom de voz assim tipo megafone, voz de bagaço dizem. Falei alto e com a voz bem colocada para que o senhor ouvisse (não que fosse necessário que ele estava colado a mim). Eu sou mula. Eu fico entaladinha quando não posso deixar sair o que me vai na alma. Eu fico rosada e com as narinas bem abertas quando fico furiosa. Eu fico furiosa com relativa facilidade. Mas eu também fico orgulhosa do meu auto-controle de vez em quando.
Sem que ninguém lhe dirigisse nada para além de uns olhares fulminantes, o Senhor desculpou-se: Sabe minha senhora? é que eu já paguei, é só para pedir que estou ali sentado na mesa. ali atrás, vê? a senhora desculpe sim? desculpe que não foi por mal.
(Aht'a foder não?! Vai catar piolhos a macacos caralho!)
Sorri para as meninas. pisquei-lhes o olho. e continuei de costas voltadas para o mal-formado.
Sou uma lady caralho!
Cuecas, soquetes e pijamas de meia estação. a canalha cresce a cada segundo, rais'parta!
Shoping acima, shoping abaixo, mau feitio controladíssimo, que sou uma lady, e eis que um café antes da saída me parece boa ideia que a próxima paragem era a Primark (aquela fantástica feira que não fosse pelos 7 pares de soquetes a 3,5€ nunca visitaria).
Na fila para pagar o café, um senhor de idade aparece todo lampeiro (ligeirinho, para quem não do norte) vindo de lá de trás e dá-me semelhante empurrão ao mesmo tempo que me rosna um" eu já paguei, é p'ra pedir", que até andei de lado, literalmente.
O (dito) senhor, de bengala em punho, cara de poucos amigos, chateado comigo por eu estar na sua trajectória de voo à caixa registadora, fica a mirar-me como se fosse eu que o tivesse empurrado, com tromba de quem me ia pregar uma lambada nas ventas só porque sim, só porque eu sou feia e a ele lhe apetecia, pronto...
Olhei, respirei, analisei o caso e pensei: ora bem, pelas fuças, vai-te responder se lhe diriges a palavra; vais ter que o mandar bardamerda ou pró caralhinho se ele se estica (e vai-se esticar, olh'ás trombas dele!); tens as miúdas contigo; não deves insultar; não podes armar a puta em frente às tuas filhas. Respirei fundo, sorri-lhe sarcasticamente, cerrei os dentes e calei-me. mas estava tão fodida! Quando virei a tromba para as miúdas, elas estavam de boca aberta, de olhos esbugalhados e pasmas pelas 2 situações: pela acção do velhote e pelo meu silêncio perante o que tinha acabado de acontecer. Ainda mais encaralhada fiquei. Então, e como de toda a merda há algo de pedagógico a reter, aproveitei para lhes ensinar, alto e bom som, algo de positivo: estão a ver meninas? é ISTO que não se deve fazer! São estas as atitudes que eu TANTO vos previno que NÃO SE PODEM TER COM NINGUÉM! É por causa de atitudes como a deste Senhor, que dizem que os adultos são mal dispostos! ISTO É SER MAL EDUCADO! ISTO é o que a Mãe não vos permite fazer ou dizer! Perceberam? Ouviram bem? Viram bem?
Eu tenho um tom de voz assim tipo megafone, voz de bagaço dizem. Falei alto e com a voz bem colocada para que o senhor ouvisse (não que fosse necessário que ele estava colado a mim). Eu sou mula. Eu fico entaladinha quando não posso deixar sair o que me vai na alma. Eu fico rosada e com as narinas bem abertas quando fico furiosa. Eu fico furiosa com relativa facilidade. Mas eu também fico orgulhosa do meu auto-controle de vez em quando.
Sem que ninguém lhe dirigisse nada para além de uns olhares fulminantes, o Senhor desculpou-se: Sabe minha senhora? é que eu já paguei, é só para pedir que estou ali sentado na mesa. ali atrás, vê? a senhora desculpe sim? desculpe que não foi por mal.
(Aht'a foder não?! Vai catar piolhos a macacos caralho!)
Sorri para as meninas. pisquei-lhes o olho. e continuei de costas voltadas para o mal-formado.
Sou uma lady caralho!
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
um misto entre revolta e jardinagem
Eu gostava de abraçar o céu e a terra em certos momentos...
Ter a capacidade de abrir portas, fechar janelas, arejar casas, fazer sorrir corações doridos de tanta merda com que se cruzaram na vida...
Eu gostava de ter a capacidade de escrever e falar de forma tão entusiasmante que quem me ouvisse fosse capaz de despertar, de ser menos egoísta. Ter o dom da palavra, fazer com que as consciências se alertassem para o horror que as rodeia... para as vidas tão piores que as nossas e com as quais no cruzamos todos os santos dias sem nos apercebermos.
Eu preciso de arranjar maneira de alimentar este bicho que faz o mundo girar, que faz as crianças, velhos e novos, e caquetitos sorrir, a empatia!
Era tudo tão mais fácil se conseguíssemos todos ter empatia pelo próximo...
Trata-os como gostavas que te tratassem a ti.
Fala-lhes como gostas que te falem a ti.
Sorri-lhes, pelo menos isso... dá de ti de forma desinteressada, a alguém de quem não tenhas qualquer hipótese de retorno... experimenta que vais ver que recebes tão mais.
Eu gostava de ter o poder ou, pelo menos, a capacidade de fazer com que alguns sentissem o que sente quem está só e sem amparo. E eu tenho tanto medo de um dia me sentir assim... de um dia ficar assim e de ninguém me ver, de ninguém ver os meus...
Eu não sou santa atenção! Eu sou uma besta quadrada, eu blasfemo, digo mil e quinhentos palavrões ao mesmo tempo que penso milhões deles, discordo de tanta gente de forma tão drástica que às vezes até a mim me choco. Num dia sou capaz de amar, odiar, ficar indiferente, mandar à merda, dar um beijinho ou sacudir o pó, mas amorfa nunca fico. Não consigo ver alguém sofrer e ficar indiferente.
Esta entropia, este adormecimento da comunidade choca-me horrores.
Felizmente conheço e privo com muita gente que partilha desta forma de estar.
Jardineiros que plantam a todo o custo a semente da empatia por esses jardins, canteiros, vasos, vasinhos, entre paralelos, em cada pedaço de terra que encontram, por mais infimo que seja, e que regam estas sementes a cada dia que passa. Nem que saibam que amanhã vão chover canivetes e que toda a plantação provavelmente se irá foder toda!
Ter a capacidade de abrir portas, fechar janelas, arejar casas, fazer sorrir corações doridos de tanta merda com que se cruzaram na vida...
Eu gostava de ter a capacidade de escrever e falar de forma tão entusiasmante que quem me ouvisse fosse capaz de despertar, de ser menos egoísta. Ter o dom da palavra, fazer com que as consciências se alertassem para o horror que as rodeia... para as vidas tão piores que as nossas e com as quais no cruzamos todos os santos dias sem nos apercebermos.
Eu preciso de arranjar maneira de alimentar este bicho que faz o mundo girar, que faz as crianças, velhos e novos, e caquetitos sorrir, a empatia!
Era tudo tão mais fácil se conseguíssemos todos ter empatia pelo próximo...
Trata-os como gostavas que te tratassem a ti.
Fala-lhes como gostas que te falem a ti.
Sorri-lhes, pelo menos isso... dá de ti de forma desinteressada, a alguém de quem não tenhas qualquer hipótese de retorno... experimenta que vais ver que recebes tão mais.
Eu gostava de ter o poder ou, pelo menos, a capacidade de fazer com que alguns sentissem o que sente quem está só e sem amparo. E eu tenho tanto medo de um dia me sentir assim... de um dia ficar assim e de ninguém me ver, de ninguém ver os meus...
Eu não sou santa atenção! Eu sou uma besta quadrada, eu blasfemo, digo mil e quinhentos palavrões ao mesmo tempo que penso milhões deles, discordo de tanta gente de forma tão drástica que às vezes até a mim me choco. Num dia sou capaz de amar, odiar, ficar indiferente, mandar à merda, dar um beijinho ou sacudir o pó, mas amorfa nunca fico. Não consigo ver alguém sofrer e ficar indiferente.
Esta entropia, este adormecimento da comunidade choca-me horrores.
Felizmente conheço e privo com muita gente que partilha desta forma de estar.
Jardineiros que plantam a todo o custo a semente da empatia por esses jardins, canteiros, vasos, vasinhos, entre paralelos, em cada pedaço de terra que encontram, por mais infimo que seja, e que regam estas sementes a cada dia que passa. Nem que saibam que amanhã vão chover canivetes e que toda a plantação provavelmente se irá foder toda!
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
É agora! (ou não)
É desta!
A decisão foi tomada em meados de junho.
Na escola onde as estrelinhas me dão cabo da guita ao final do mês, há yoga. Aquela coisa que nos estica e faz estalar as ossadas, que isto de ir para velha não é coisa fácil.
O verão passou, a decisão ficou tomada e guardada a sete chaves, só sendo verbalizada no dia em que se iniciaram as actividades, onde questionei qual a mensalidade que me caberia arrotar durante o ano lectivo que agora se inicia.
Feitas as contas, aplicados os descontos de família e actualizado o grau que vai frequentar a mai'nova, o freepass da mai'velha, acrescido daquela coisa estala ossos aqui pr'á cota... não vai dar! suportar uma mensalidade de 180€ no orçamento familiar não é possível, infelizmente. Se retirarmos a modalidade estala-ossos a coisa fica menos dolorosa.... assim sendo: no yoga para já. Para já e para sempre, palpita-me. A cada ano que passa, as mensalidades sobem mediante o grau que elas frequentam e eu lá terei que esticar a "coisa" por elas.
(caso se dê alguma vaga nas latinhas da via-norte, poderei eventualmente equacionar a hipótese de esticar a ossada. até lá ou estico eu, ou estica o mando)
Caralhos ma'fodam que não casei com um velho rico e amorfo!
A decisão foi tomada em meados de junho.
Na escola onde as estrelinhas me dão cabo da guita ao final do mês, há yoga. Aquela coisa que nos estica e faz estalar as ossadas, que isto de ir para velha não é coisa fácil.
O verão passou, a decisão ficou tomada e guardada a sete chaves, só sendo verbalizada no dia em que se iniciaram as actividades, onde questionei qual a mensalidade que me caberia arrotar durante o ano lectivo que agora se inicia.
Feitas as contas, aplicados os descontos de família e actualizado o grau que vai frequentar a mai'nova, o freepass da mai'velha, acrescido daquela coisa estala ossos aqui pr'á cota... não vai dar! suportar uma mensalidade de 180€ no orçamento familiar não é possível, infelizmente. Se retirarmos a modalidade estala-ossos a coisa fica menos dolorosa.... assim sendo: no yoga para já. Para já e para sempre, palpita-me. A cada ano que passa, as mensalidades sobem mediante o grau que elas frequentam e eu lá terei que esticar a "coisa" por elas.
(caso se dê alguma vaga nas latinhas da via-norte, poderei eventualmente equacionar a hipótese de esticar a ossada. até lá ou estico eu, ou estica o mando)
Caralhos ma'fodam que não casei com um velho rico e amorfo!
terça-feira, 27 de junho de 2017
Filho és, Mãe (diferente) serás!
Quando te questionas onde foste buscar essa tua necessidade de estar sempre lá quando alguém precisa de ti, uma vez que a tua Mãe, desempregada desde (quase) sempre, do alto do seu egoísmo, diz às tuas filhas que não podem dormir em casa dela porque lhe doem os ossos (as meninas tinham passado lá a tarde e pediram para lá dormir, que no dia seguinte não queriam ficar em casa sozinhas).
Mas onde fui herdar esta forma de ser? onde está o exemplo que me tornou naquilo que sou hoje?
Quando a tua filha mais velha, do alto do inicio da sua adolescência lhe pergunta o que lhe doí mesmo, e ela responde: os ossos; e recebe em troca um, é a ti, não é à cama, pois não?
Quando a tua filha mais velha te diz: a tua mãe não faz por ti o que tu fazes por nós mãe! Eu gostava tanto dela e agora começo a ficar tão desiludida...
As meninas estão de férias, em casa, que não querem férias desportivas, nem praia, nem merda nenhuma que lhes ocupe o tempo livre. As meninas são crianças normais, nenhumas anormalidades. A minha mãe esqueceu-se há muito do que é ser mãe. Eu esforço-me todos os dias para que isso nunca me aconteça. Talvez seja a única coisa pela qual rezo. Talvez seja por se terem esquecido de mim, que me parto em dois, em três, em quatro, em mil caralhos que ma'fodam para que as minhas filhas nunca sintam este desapego, esta distância, este egoísmo. Talvez por isto erre tanto em relação a elas, às exigências que não lhes faço, às palmadas que não lhes dou, aos castigos que finjo esquecer.
talvez eu esteja destinada a dar o que não recebo pois só assim consigo compensar o que tanta falta me faz...
No que elas se tornarão, não posso garantir, mas que dou o meu melhor para que percebam a diferença, ai isso dou.
Mas onde fui herdar esta forma de ser? onde está o exemplo que me tornou naquilo que sou hoje?
Quando a tua filha mais velha, do alto do inicio da sua adolescência lhe pergunta o que lhe doí mesmo, e ela responde: os ossos; e recebe em troca um, é a ti, não é à cama, pois não?
Quando a tua filha mais velha te diz: a tua mãe não faz por ti o que tu fazes por nós mãe! Eu gostava tanto dela e agora começo a ficar tão desiludida...
As meninas estão de férias, em casa, que não querem férias desportivas, nem praia, nem merda nenhuma que lhes ocupe o tempo livre. As meninas são crianças normais, nenhumas anormalidades. A minha mãe esqueceu-se há muito do que é ser mãe. Eu esforço-me todos os dias para que isso nunca me aconteça. Talvez seja a única coisa pela qual rezo. Talvez seja por se terem esquecido de mim, que me parto em dois, em três, em quatro, em mil caralhos que ma'fodam para que as minhas filhas nunca sintam este desapego, esta distância, este egoísmo. Talvez por isto erre tanto em relação a elas, às exigências que não lhes faço, às palmadas que não lhes dou, aos castigos que finjo esquecer.
talvez eu esteja destinada a dar o que não recebo pois só assim consigo compensar o que tanta falta me faz...
No que elas se tornarão, não posso garantir, mas que dou o meu melhor para que percebam a diferença, ai isso dou.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
A vida traz travões incorporados
Eu tive (tenho) um sonho...
A minha profissão de sonho, a minha profissão de vida, aquela que me faz suspirar e pela qual julgo acordaria todos os dias com um sorriso rasgado e a ansiar pela hora de começar, não me é permitida, não lhe chego, não tenho competências para a executar.
Estive apaixonada, estive enamorada. Neste momento sei que amo algo a que não me posso racionalmente arriscar e a frustração instala-se aos poucos tornado o dia a dia assim pró insípido; tal como quando nos perdemos de amores por um artista de um filme e percebemos que ele nunca saberá de nós, mas continuamos a amá-lo desmesuradamente… assim é o meu sonho diário.
Aos 40 anos somos novos para a vida, mas velhos para desafios de vida. E eu sinto-me triste por não me ser permitido sonhar para além da minha realidade diária. Por não ter capacidade financeira de largar tudo e mudar de rumo, mudar de vida, escalar a muralha do meu sonho sem por em causa a vida das minhas filhas, dos créditos que tenho que pagar.
Sou velha para sonhar, sou velha para me aventurar no sonho de arriscar a que os pratos da balança se equilibrem por si só. Não que a minha profissão actual não tivesse sido a escolhida há muitos anos atrás, que o foi. Mas a idade leva-nos a apreciar outras lides, permite-nos gozar, em sentido literal, as descobertas que vamos fazendo pela vida fora, as novas paixões que se vão tornando nos novos amores das nossas vidas. Apesar da idade ser um posto, traz consigo obrigações das quais não nos podemos desresponsabilizar ou ilibar.
A vida traz travões incorporados. Mas esta noite sonhei sem travões e adorei! Depois acordei e a realidade fez-me sentir frio…
A minha profissão de sonho, a minha profissão de vida, aquela que me faz suspirar e pela qual julgo acordaria todos os dias com um sorriso rasgado e a ansiar pela hora de começar, não me é permitida, não lhe chego, não tenho competências para a executar.
Estive apaixonada, estive enamorada. Neste momento sei que amo algo a que não me posso racionalmente arriscar e a frustração instala-se aos poucos tornado o dia a dia assim pró insípido; tal como quando nos perdemos de amores por um artista de um filme e percebemos que ele nunca saberá de nós, mas continuamos a amá-lo desmesuradamente… assim é o meu sonho diário.
Aos 40 anos somos novos para a vida, mas velhos para desafios de vida. E eu sinto-me triste por não me ser permitido sonhar para além da minha realidade diária. Por não ter capacidade financeira de largar tudo e mudar de rumo, mudar de vida, escalar a muralha do meu sonho sem por em causa a vida das minhas filhas, dos créditos que tenho que pagar.
Sou velha para sonhar, sou velha para me aventurar no sonho de arriscar a que os pratos da balança se equilibrem por si só. Não que a minha profissão actual não tivesse sido a escolhida há muitos anos atrás, que o foi. Mas a idade leva-nos a apreciar outras lides, permite-nos gozar, em sentido literal, as descobertas que vamos fazendo pela vida fora, as novas paixões que se vão tornando nos novos amores das nossas vidas. Apesar da idade ser um posto, traz consigo obrigações das quais não nos podemos desresponsabilizar ou ilibar.
A vida traz travões incorporados. Mas esta noite sonhei sem travões e adorei! Depois acordei e a realidade fez-me sentir frio…
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