segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

s/t



O problema das decisões sobre mudança de vida e a idade…
Mudar de rumo quando nos apetece, ou melhor, quando nos urge viver de forma não tão assoberbada pelos problemas e aflições, nem sempre é pacífico. A tomada de decisão é fácil, libertadora, permite sorrir sem ter preocupações a toldar-nos o redondo das bochechas. Difícil é pensar no futuro, no de curto e no de longo prazo.
A idade é um posto, mas também um imposto a pagar sempre que nos vemos obrigados a retornar a funções antigas quando, após tentativas de mudar de vida, temos que comer e dar de comer às crias. Da mesma forma que por aqui não se equaciona substituir-me, não se equacionará substituir pessoas com cargos similares ao meu na maior parte das empresas; são cargos de responsabilidade e que envolvem imensa confiança em que os ocupa… não me estou a ver, nesta área, a executar outras tarefas que não as minhas, e não me estou a ver, por falta de competências sociais para o fazer, só!
Agrada-me a ideia libertadora de não ter compromissos asfixiantes, de ter tempo para sorrir mais (as putas das rugas de expressão estão vincadas e tenho que lhes dedicar tempo e cremes) de poder ser mais eu. A vida não tem sido fácil para mim, não madrasta, de todo, mas não me tem facilitado a tarefa de cá andar aos pulinhos e sorrisinhos. 
Mudar o rumo a caminho dos 41, implica que a coisa tem que correr bem! que não há margem para erros! que não me posso dar ao luxo de falhar! a falha não me permitirá regressar como se nada se tivesse passado, ainda que a outra casa, eventualmente; porque encontrar emprego está uma valente bosta e há pessoal desempregado há anos e anos. Não que me assuste trabalhar em qualquer merda, mas tenho perfeita noção das minhas limitações e a falta de apetências sociais lever-me-ia ao desemprego num ápice.  
De todo o lado se ouvem uns vai sem medo, se não tentares, nunca saberás, ficarás para sempre na dúvida do "e se..." mas o regresso tolda-me o ímpeto...

Sem comentários:

Enviar um comentário

Podem botar faladura à vontade (mas não à vontadinha ok?)