sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Estarei a ser egoísta?

Já aqui falei na puta da psoríase...
É uma merda de uma doença de pele não contagiosa  (por isso, tranquilo) mas que fode os cornos a uma gaja principalmente quando está em fase aguda.
Lidarmos com um corpo deformado por "feridas" incontroláveis é do caralho! 
Aquela sensação boa de sair a correr do banho sem tempo para creme corporal ou até enxaguar os obidios com cotonetes, com a roupa ainda meia colada ao corpo porque não nos secamos devidamente... esquece, nunca mais volta! Tive que deixar de tomar duche de manhã, pqp, porque com 2 crianças para tratar sozinha e sem tempo para esperar que os cremes besuntais sequem, a solução é mesmo tratar desta merda à noite.
E realmente é o menor efeito secundário desta merda, andarmos sempre besuntadas, com as pernas a colarem uma à outra, com os cotovelos colados à roupa e a canalha a teimar tocar sempre quando não deve.
A parte pior de assimilar é a deformação do nosso corpo. É o deteriorar do estereótipo de beleza que temos de nós próprias enquanto mulheres! É a decadência do nosso amor-próprio, da nossa fé que amanhã com este creme estarei melhor; quando acordar provavelmente já vou notar alguma melhoria… É manter em alta a esperança de que amanhã será diferente; é ansiar pelo verão mas ao mesmo tempo repudiá-lo pois não poderei usar calções nem mangas curtas nem decotes (e eu que adoro cabeados, sofro dos calores) e inevitavelmente, alguma das lesões vai saltar por alguma brecha na indumentária.
Enquanto penso nesta amálgama de sensações dou por mim muitas vezes (demasiadas) a sentir-me ingrata com a vida; outros há que têm doenças incuráveis e mortais; por isso nunca exteriorizo estas e outras reclamações, a não ser aqui que posso dizer que caralhos me apetece, porque por pior que me sinta, ainda não tenho à vista o meu prazo de validade como outros têm e que, mesmo assim encontram forças para viver cada dia que passa e não somente esperar que passe o dia… 
Será justo isto que sinto? Será legítimo este meu mal-estar? Ou não consigo ser indulgente o suficiente para passar por isto de ânimo leve como deveria?

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Inconsegui perceber um caralho!!!


????

Não? Nada?

Eu traduzo: Assunção Esteves e o inconseguimento duma Europa não conseguida
 




Dessem-me outro passado e não seria assim certamente#2

A sério que gosto de animais e assim; mas pessoal que diz que, chegado a casa depois de um difícil dia de trabalho, a única coisa que querem e que os anima é o miminho do kiko, da kika, do titi e da mimi... fodasse pá!!!
E os filhos? e o gajo?
Mais máscaras, fachadas lindas de morrer que desabam à mínima fricção de ar....

Quando o verniz estala

Quando o verniz estala (foda-se que uso gel) entre gajas fofas é uma emoção do caralhão pá!
Gosto de me recostar na cadeira ou encostar-me à parede, depende do local da bronca, e apreciar... saborear muito lentamente e com as papilas gostativas ao rubro (só não coço os tomates porque não os tenho), a galinhice.
E penso que afinal sou normalzinha, só não uso máscara!


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Como correu?

A propósito deste post marquei reunião para um sábado à tarde (sim!!! eu não tenho puta de merda nehuma que fazer em casa ao fim de semana e gosto, adoro, sou louca louquinha, por vir à merda do estaminé ao sábado!) mas como contava assim com uma grande cena, entendi que esta não deveria ter direito a espetadores.
Comecei de forma direta, espetando bem forte o dedo nas feridas principais assim de xofre, de peito feito à espera de alguma reacção. Que o pariu! Ah, pois e tal, e és mesmo importante e percebeste tudo mal e eu tenho problemas, sou assim disparatado às vezes, mas tenho bom coração... e chorou (lacrimejou, vá) e o caralho!
Ó pá! a sério? Mas quais são os teus problemas? escolher o tasco onde vais parar hoje, ou ter que correr muito porque estás atrasado para o torneio de sueca?? vai cagar meu! eu também tenho bom coração, só não choro porque sou uma puta sem sentimentos como todos julgam. e depois? depois merda para ti! para as tuas palavras, para as tuas arreliações, quero que te fodas. não vergas a mola, ok. és patrão e eu aceito e cago de alto nisso, agora teres a mania que és "superior" isso é que não! ser malcriado, mal educado isso nunca. Eu bazo, sem problemas, passa a carta. Vá! Passa caralho! 
Resultado? Sumo? Decisões? Sensações? Merda nenhuma! 
A bola ficou do lado de lá: pensem, falem os dois e depois digam-me alguma coisa...
Eu estou devidamente sentada para não cansar o meu real cagueiro porque de pé faço força nas bochechas do cú!
Eles têm até ao final detsa semana. a ver vamos.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Dessem-me outro passado e não seria assim certamente


Expludo com imensa facilidade. Qualquer coisita e lá vai ela: grita, abana-se toda, curva-se e pragueja a sete ventos como se não houvesse amanhã.
Mas estou a passar uma fase bastante conturbada a nível profissional o que me rouba o discernimento para separar o trigo do joio, ou seja, o trabalho da família.
Emotiva a 200%, quando estou fodida, estou mesmo fodida, assim tipo: pra tudo! Bem tento, mas é um sentimento que me transcende, uma capacidade que sinto cada vez mais longínqua de conseguir alcançar. Quando reparo nos estragos instantâneos que estas minhas detonações estão a causar em meu redor, bato com a cabeça na parede e penso: estúpida de merda! Pára já! E paro. E reflito. E penso que sou uma merda, um verdadeiro poio bem grande e mal cheiroso e que devia enfiar as fuças na cagadeira e descarregar o autoclismo aí umas cem vezes seguidas. Depois de me autoflagelar uns bons minutos, respiro fundo e rearmo o meu cérebro para a função normal, desligo o complicómetro e retorno à minha normal anormalidade. Se bem que temporárias estas fases moem-me a alma.
Quando passo muitos dias à espera que chegue a hora de fugir do trabalho é sinal que anda merda na costa. Na maior parte das vezes, tanto na questão laboral como em tudo o resto na minha vida, não consigo verbalizar nem tão pouco organizar as minhas ideias perante certos sentimentos e revoltas que vão surgindo (como pintas de varicela, hoje uma, amanhã duas, depois dez, depois mil e a seguir fode-se tudo) logo aos primeiros sinais. Há pessoas que são tão assertivas no imediato quanto aos seus sentimentos e sentidos que até me chocam. Eu não. Sou assim tipo caracol, preciso de tempo para engolir, digerir, para ruminar e só depois, depois da explusão final, paro e regurgito tudo; aí sim de forma ponderada e assertiva. Depois? Depois é sair da frente que quando está tudo em ponto de rebuçado, sai discurso de levar às lágrimas os visados. Está marcado. 

Vai sair merda...

Estou aqui a equacionar seriamente a hipótese de me dedicar durante 1 ano de novo ao estudo.
Sempre quis tirar um mestrado na FEP.
E palpita-me que está a chegar a hora.

sábado, 23 de novembro de 2013

cadastrai as.vossas gaitas!

Intenção de cadastrar os fumadores... fodei-vos maje i inde bergar a mola. Essa merda é fruto de muito tempo livre caralho!!!!

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Recebi um email com esta sugestão

A sério?!
Se eu tivesse tempo para fazer estes fofilanchinhos para as minhas cachopas...
Era uma gaja realizada!

Um Abatanado faxavor!

 

Passava da meia noite.
Os ossos estavam regelados.
As pernas não respondiam às ordens emanadas pela cabecinha emocionada e quase em estado zen.
Julgo nunca ter tremido de frio como naquela noite de 12 de Outubro.
No caminho para o carro passamos por um café ainda aberto naquela avenida já quase deserta. dizia na porta snack bar.


- Vamos ali?
- Ah... Tens fome?
- foda-se! tenho, e tu não?
- ó pá olha a lingua! 
- mas tens fome ou não?
- morfava qualquer coisita.
- olá boa noite! ainda dá para comer qualquer coisa? (já estavam a contar moedas)
- olhe assim comida comida, não! mas uma sandes (o que eu gosto de ouvir dizer: uma sandes! singular e plural assim misturado dá um toque de classe a qualquer merda)
- pode ser! quentinha por favor! muito obrigada!
- então e para beber o que vai ser?
- humm... pode ser um café numa chavena grande, daquelas de meia-de-leite.
- ah! um abatanado!
- como?!
- um abatanado!
- pois, um café numa chavena grande, isso!
Esperei para confirmar o nome do dito cujo quando viesse a conta: 2 sandes e 2 abatanado!
-Foda-se parece que estamos na china cara***. As merdas têm nomes tão distintos!
Arrotei ao abatanado toda a santa noite.




quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Parabéns Querida!

Hoje é o aniversário de uma amiga!
Já a felicitei.
Mas hoje dói-me a alma, seja lá o que isso for!
Tenho um aperto no peito, não paro de pensar nela, sei que ela está mal, que sofre. E eu sofro com ela!
Não costumo verbalizar as minhas emoções, principalmente as boas. mas escrevi uma carta para acompanhar o ramo de flores que lhe vou oferecer.
No entanto e apesar de ter escrito o que me vai na alma (quase sem palavrões à mistura), sinto-me reticente em entregar-lha.
Não estou habituada a dizer gosto de ti...

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Ó pá! fogo!

Por incrível que pareça não saiu palavrão! Antes sim, um "ó pá! fogo!"
Falei ao meu gajo que um dia gostava de estar presente numa procissão das velas em Fátima.
Hoje, avançou com gente para assegurar as francesinhas na noite de sábado e com a sogra para dar guarida por uma noite às suas ricas netas... e conseguiu! Tudo!
Algo me diz que ele também quer muito ir...
Mas seja como for, foi uma atitude querida e espontânea. 

a minha cachola devia ter uma ficha usb com escrita inteligente

Tenho tanta merda na cabeça que me sai com tamanha velocidade que não consigo reter quase nada para o dia seguinte.
Devo ter autoclismo incorporado em vez de um chip de memória.


e quando percebes que falaste pro cano?

30 anos volvidos, tomas conhecimento de algo que desde sempre soubeste mas nunca sequer mentalmente verbalizaste. Educaste um chavalo que é um gringo!

Esfolaste os joelhos quando te atiraste pró chão para o amparar, arranhaste os cotovelos quando te posicionaste à peixeira e fizeste peito para o defender do mundo; puxaste-lhe as orelhas quando entendeste que merecia (mesmo chorando em silencio) e não o deixaste perder-se quando o obrigaste a alinhar contigo diariamente por mais de um ano até ele atinar da chifralhada.
 
Por mais que queiramos manter a devida distância emocional, sangue é sangue. E alguém falar-te mal menos bem do teu caçula é algo que revolve as tripas e dá ganas de mandar alguém à bordamerda. Mas, e quando é verdade verdadinha o que te dizem? E quando ficas sem argumentos de defesa e pensas: pois é cara*** tens razão!

É. Engoles em seco e argumentas que não tens resposta.

Não há resposta. Há tão-somente uma enorme, colossal, descomunal e gigantesca vontade de lhe pregar dois estalos nas trombas e perguntar com quem é que ele aprendeu esta merda de postura? onde estão os princípios tão inabaláveis de vida que sempre ouviu,  e com os quais sempre conviveu? Será que há pessoas que, por mais que se faça, serão sempre diferentes de nós? Será que as minhas filhas não estão a ser as esponjas que aparentam? Será que vão mudar daqui a 10, 20 ou 30 anos?

Somos tão poucochinhas...

Têm sempre assuntos super interessantes sobre que falar horas a fio (e tempo para o fazer!)
Têm sempre agendas preenchidissimas com visitas e convites e embentos sociales
Cagam moda como o meu gajo caga o assado 2 horas depois de o comer... extraordinário!
Não têm dias maus com umas olheiras daqui até à lua, o mau feitio lá bem no alto e paciência para as criancinhas é coisa que não falta nas suas ricas casas. 
A maquilhajjjee é imperativa, nem que as crianças vão com o lampião aceso e as calças tão badalhocas que até reluzem. 
Rugas e palidez é algo com que o seu código genético não as bafejou, sorte sortinha!
Mas a cereja mo topo do bolo é que têm sempre o melhor marido do mundo! 
Familias perfeitas é o que é!
Como diria uma grande amiga: gosto muito da normal anormalidade da minha família!