30 anos volvidos, tomas
conhecimento de algo que desde sempre soubeste mas nunca sequer mentalmente
verbalizaste. Educaste um chavalo que é um gringo!
Esfolaste os joelhos quando te atiraste
pró chão para o amparar, arranhaste os cotovelos quando te posicionaste à
peixeira e fizeste peito para o defender do mundo; puxaste-lhe as orelhas
quando entendeste que merecia (mesmo chorando em silencio) e não o deixaste
perder-se quando o obrigaste a alinhar contigo diariamente por mais de um ano
até ele atinar da chifralhada.
Por mais que queiramos manter a
devida distância emocional, sangue é sangue. E alguém falar-te mal menos
bem do teu caçula é algo que revolve as tripas e dá ganas de mandar alguém à
bordamerda. Mas, e quando é verdade verdadinha o que te dizem? E quando ficas
sem argumentos de defesa e pensas: pois é cara*** tens razão!
É. Engoles em seco e argumentas
que não tens resposta.
Não há resposta. Há tão-somente
uma enorme, colossal, descomunal e gigantesca vontade de lhe pregar dois
estalos nas trombas e perguntar com quem é que ele aprendeu esta merda de postura?
onde estão os princípios tão inabaláveis de vida que sempre ouviu, e com os quais sempre conviveu? Será que há
pessoas que, por mais que se faça, serão sempre diferentes de nós? Será que as
minhas filhas não estão a ser as esponjas que aparentam? Será que vão mudar
daqui a 10, 20 ou 30 anos?
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