segunda-feira, 7 de outubro de 2013

e quando percebes que falaste pro cano?

30 anos volvidos, tomas conhecimento de algo que desde sempre soubeste mas nunca sequer mentalmente verbalizaste. Educaste um chavalo que é um gringo!

Esfolaste os joelhos quando te atiraste pró chão para o amparar, arranhaste os cotovelos quando te posicionaste à peixeira e fizeste peito para o defender do mundo; puxaste-lhe as orelhas quando entendeste que merecia (mesmo chorando em silencio) e não o deixaste perder-se quando o obrigaste a alinhar contigo diariamente por mais de um ano até ele atinar da chifralhada.
 
Por mais que queiramos manter a devida distância emocional, sangue é sangue. E alguém falar-te mal menos bem do teu caçula é algo que revolve as tripas e dá ganas de mandar alguém à bordamerda. Mas, e quando é verdade verdadinha o que te dizem? E quando ficas sem argumentos de defesa e pensas: pois é cara*** tens razão!

É. Engoles em seco e argumentas que não tens resposta.

Não há resposta. Há tão-somente uma enorme, colossal, descomunal e gigantesca vontade de lhe pregar dois estalos nas trombas e perguntar com quem é que ele aprendeu esta merda de postura? onde estão os princípios tão inabaláveis de vida que sempre ouviu,  e com os quais sempre conviveu? Será que há pessoas que, por mais que se faça, serão sempre diferentes de nós? Será que as minhas filhas não estão a ser as esponjas que aparentam? Será que vão mudar daqui a 10, 20 ou 30 anos?

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Podem botar faladura à vontade (mas não à vontadinha ok?)