Libelinha, destrambelhada, com um tasco que é seu, mas onde não está, mãe de duas estrelinhas e sempre com muito por fazer.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Um Abatanado faxavor!
Passava da meia noite.
Os ossos estavam regelados.
As pernas não respondiam às ordens emanadas pela cabecinha emocionada e quase em estado zen.
Julgo nunca ter tremido de frio como naquela noite de 12 de Outubro.
No caminho para o carro passamos por um café ainda aberto naquela avenida já quase deserta. dizia na porta snack bar.
- Vamos ali?
- Ah... Tens fome?
- foda-se! tenho, e tu não?
- ó pá olha a lingua!
- mas tens fome ou não?
- morfava qualquer coisita.
- olá boa noite! ainda dá para comer qualquer coisa? (já estavam a contar moedas)
- olhe assim comida comida, não! mas uma sandes (o que eu gosto de ouvir dizer: uma sandes! singular e plural assim misturado dá um toque de classe a qualquer merda)
- pode ser! quentinha por favor! muito obrigada!
- então e para beber o que vai ser?
- humm... pode ser um café numa chavena grande, daquelas de meia-de-leite.
- ah! um abatanado!
- como?!
- um abatanado!
- pois, um café numa chavena grande, isso!
Esperei para confirmar o nome do dito cujo quando viesse a conta: 2 sandes e 2 abatanado!
-Foda-se parece que estamos na china cara***. As merdas têm nomes tão distintos!
Arrotei ao abatanado toda a santa noite.
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Podem botar faladura à vontade (mas não à vontadinha ok?)