Expludo com imensa facilidade. Qualquer coisita e lá vai ela: grita, abana-se toda, curva-se e pragueja a sete ventos como se não houvesse amanhã.
Mas estou a passar uma fase
bastante conturbada a nível profissional o que me rouba o discernimento para
separar o trigo do joio, ou seja, o trabalho da família.
Emotiva a 200%, quando estou
fodida, estou mesmo fodida, assim tipo: pra tudo! Bem tento, mas é um
sentimento que me transcende, uma capacidade que sinto cada vez mais longínqua de
conseguir alcançar. Quando reparo nos estragos instantâneos que estas minhas detonações
estão a causar em meu redor, bato com a cabeça na parede e penso: estúpida de
merda! Pára já! E paro. E reflito. E penso que sou uma merda, um verdadeiro
poio bem grande e mal cheiroso e que devia enfiar as fuças na cagadeira e
descarregar o autoclismo aí umas cem vezes seguidas. Depois de me autoflagelar
uns bons minutos, respiro fundo e rearmo o meu cérebro para a função normal,
desligo o complicómetro e retorno à minha normal anormalidade. Se bem que temporárias estas fases moem-me a alma.
Quando passo muitos dias à espera
que chegue a hora de fugir do trabalho é sinal que anda merda na costa. Na
maior parte das vezes, tanto na questão laboral como em tudo o resto na minha
vida, não consigo verbalizar nem tão pouco organizar as minhas ideias perante
certos sentimentos e revoltas que vão surgindo (como pintas de varicela, hoje
uma, amanhã duas, depois dez, depois mil e a seguir fode-se tudo) logo aos
primeiros sinais. Há pessoas que são tão assertivas no imediato quanto aos seus
sentimentos e sentidos que até me chocam. Eu não. Sou assim tipo caracol,
preciso de tempo para engolir, digerir, para ruminar e só depois, depois da
explusão final, paro e regurgito tudo; aí sim de forma ponderada e assertiva.
Depois? Depois é sair da frente que quando está tudo em ponto de rebuçado, sai
discurso de levar às lágrimas os visados. Está marcado.
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