quarta-feira, 22 de julho de 2015

Cerca de 2 litros/dia

Sim, acedo várias vezes ao dia ao facebook.
Sim, desde que não esteja ao pé das minhas filhas carrego o tlm comigo para TODO o lado.
Sim, levo o tlm cada vez que vou ao Wc.
Sim, sentada na retrete ou ligo à minha mãe, ao meu marido ou acedo ao Facebook (taras)
Sim, mijo imensas vezes ao dia porque bebo muito.
Sim, trabalho (mas também bebo e mijo muito).
Tantas coisas que consigo fazer ao mesmo tempo, hã?
(caralho de gaja com tanto tempo pra mijar pá!)

terça-feira, 21 de julho de 2015

Assim vai a vida

Estou no Algarve.
Está um calor do caralho.
Vim de SOS acudir a uma obra terminada em 2012 que (supostamente) NUNCA funcionou.
Os velhos e os novos estariam (supostamente) desde a entrega da puta da obra a morrerrrr de calor (têm capela de facto, mas...).
Ameaçaram meter-nos o dedo no cu que é um mimo.
Dormi 2 horas.
Não cheguei à hora marcada porque adormeci.
Conduzi 4 horas e meia.
Bati todos os limites de velocidade.
Não como há 16 horas.
já fumei um maço de tabaco.
Já mandei um engenheirinho de merda comer um cagalhão.
Já me babei com estas crianças tão pequeninas e tão fofinhas.
Já me arrepiei quando algumas delas se esbardalharam no chão porque as "senhoras" estão a fazer recortes para a festa.
Estou sentada na puta da esplanada da terceira idade a fumar uma cigarrada com os "utentes" (o que eu gosto desta palavra caralho! juro, quando for velha se alguém me chamar utente, enfio-lhe um cigarro acesso no buraquinho).
Os técnicos andam pela cobertura, mas eu fiquei-me pelo andar de baixo, que sou destemida mas cago-me toda para subir um telhado.

Apetece-me dormir, comer e dar beijinhos às minhas estrelinhas pá!

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Confissão#2


Confesso que sou destemida e tenho uma basófia daquelas que mata tudo e todos de uma assentada só, sem olhar para trás. Assim à primeira vista e faladura quem (só) me ouve entende (e bem) que sou a verdadeira cabra. Há quem diga que tenho uma treta do caralho, mas acho que são só bocas reacionárias majé!
Sou muito prática e resoluta. Sem rodeios e depois de reflectir de forma ponderada, tomo a atitude que entendo como certa e siga, logo se vê o que virá a seguir.
Sou assim com tudo na minha vida, tanto a nível pessoal como a nível profissional.
Escrevo estas linhas sem correcção, retificação de texto ou revisão sequencial de ideias. Escrevo porque neste exacto momento preciso de desabafar e como não há padres por perto e eu não sei a reza do perdão, segue por aqui mesmo.
Sou impetuosa e agradeço que o sejam comigo. Quem reage a quente mostra as entranhas logo ali. Consegue-se perceber o tipo de pessoa que temos pela frente, assim tipo os bêbados no auge da bebedeira que pela treta já em fase de decadência se vê se têm bom vinho ou não. 
Não consigo levar na bagageira merdas por digerir nem tão pouco tenho espaço livre para tal (como muito de noite e acordo de estômago cheio, qual orca após um longo período de hibernação - as orcas hibernam? não, pois não? safoda lá isso).
Dizia que sou resoluta. E sou. Sem rodeios. Detesto merdas, não só no sentido literal, que isso também detesto é um facto, mas naõ suporto merdices, conices, pessoas pouco resolvidas que ora dizem que sim que é branco, como mudando o interlocutor, já afirmam que afinal e visto de outra perspectiva é cinzento. Ou é, ou não é, cá nim's não me servem de merda nenhuma. Bato com a solução na mesa (pra não dizer que bato com eles, porque não os tenho), apresento alternativas e tomo decisões sem mais demoras. Quando é preciso limpar as sobras, pego na esfregona, enlaço as gadelhas e dou ao zarelho.
Quando alguém se atravessa no curso de uma decisão tomada em consciência e devidamente validada só para ficar bem na fotografia, dá-me náuseas e isto aplica-se à minha vida pessoal mas também à profissional, sendo que é este (enorme) fragmento do meu dia-a-dia que hoje me faz dar às teclas com vontade de esganar um galo. Não me calo, não consigo ficar indiferente e manter-me silenciosa no meu canto. Consigo surpreender os mais resistentes, os mais preparados para a guerra, consigo por vezes surpreender-me a mim própria com a minha falta de filtro. Será possível estas merdas estarem-nos no sangue? Ou será a idade a pesar? É que cada vez mais me vejo fodida para travar os pensamentos; saem em vómito a jacto pela bocarra fora e quando acordo da anestesia, já está! Está dito! Mas fico bem. Fico calma, limpa de caroços entalados no gargumilo que antes me impediam de respirar livremente. Assim tranquila é mais profícuo reflectir e aparar as pontas soltas das palavras que nos esbarram nas fuças.
Volto à guerra de peito feito mas por vezes caio (em silêncio e sozinha para que ninguém me conheça a falta de força, umas vezes mais que outras) e por vezes acho que me devia permitir cair mais, só porque sim. Assumir que caí, que me custa, que também me dói, apesar de ser “A Cabra”, mas daqui a nada isto já passa. Agora o que não passa é a incompreensão pela maleabilidade de quem assistindo a uma guerra sentado no seu belo sofá com o cú apoiado em almofadas fofinhas, venha cagar postas de pescada em casa alheia depois de todos andarem à batatada e com as feridas ainda a sangrar. Ser demagogo é fácil quando não se lida com a merda. Dizer que a sanita cheira mal e que é preciso limpar é fácil quando temos quem a esfregue por nós. Mandar é fácil sempre se ouviu dizer e é bem verdade. Nem sempre quem trabalha connosco é colega, e nem sempre os colegas valem merda alguma.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Ouvido por aí

Às vezes tenho tempo para ler certas coisas e quase sempre termino com a sensação de que aqueles minutos despendidos não foram em vão.

- A Cristina é um sexy simbel...

sempre a aprender pá

terça-feira, 7 de julho de 2015

Crenças

Não acredito em bruxas.
Não acredito que seja humanamente possível alguém com recursos terrenos fazer mal a outrem.
Não acredito na mistura de mezinhas e ervinhas e outras merdas terminadas em "inhas" pois o Merlin nunca existiu. Nem a Branca de Neve, nem a Bruxa Má.
Mas há algo em que acredito piamente. Que o sentido negado de posse de algo, a alguém desequilibrado possa afetar as vidas com que se cruza e das quais suga a única razão do seu viver.
Resumindo, o querer-se muito sentimentos que outros têm tolhe almas até ao tutano. Disto, tenho a certeza.

Confissão

Confesso que ainda me consegue surpreender quem, a saber da minha falta de filtro, me desafia para merdas importantes.


sexta-feira, 3 de julho de 2015

Da vergonha

Ela - eu vi o teu blog! Ó pá é tão a tua cara!
Eu - é.... é meu, sou eu que escrevinho por lá
Ela - estive quase a comentar mas sabes, as minhas colegas de trabalho são minhas amigas no facebook e eu sei que elas cuscam tudo o que eu faço; às vezes até me perguntam se experimentei mesmo aquela receita em que "pús" um like (um pú é uma força motriz que faz com que um gás desça até ao cagueiro, mas deixa a cachopa pensar que pôr é giro, tadinha)
Eu - pois... eu percebo
Ela - mas gosto muito, tás a ouvir? gosto mesmo muito!
Eu - está bem.... mas o que me queres afinal? Não foi para dizeres que és uma tótó que me ligaste, certo?

Esbarro em mais uma triste constatação de que alguns até para serem sinceros, precisam da aprovação dos demais tristes com quem socializam.

Poderá estar a mentir em relação a gostar do blogue, e aí está a desculpar-se perante mim, que não lhe perguntei merda nenhuma.

Poderá estar a dizer a verdade em relação ao blogue e assim sendo, a omitir uma opinião sua a fim de não ser criticada, sem estaleca portanto para cagar nos demais.

A falta de coerência e o efeito manada continuam a irritar-me profundamente. Pode ser que a partir dos "entas" a coisa abrande e passe a ser só um sentimento de indiferença. Até lá só me apetece mandá-los ....


Traduzindo

Estou numa sala de reuniões a preparar um julgamento.
Ela recebe uma chamada telefónica ruborizando no imediato e pede desculpa, mas informa que é imperativo atender. Afasta-se aos poucos do restante grupo, até abancar numa sala contígua à nossa.
Eis senão quando, a sua vozinha ora doce carinhosa impera sobre a conversa do restante grupo, dado sermos todos finos e falarmos baixo e essas merdas todas.
Vimo-nos literalmente fodidos para fazermos de conta que não estávamos a ouvi-la a discutir com o Senhor que lhe vendeu as plantas para o escritório onde nos encontrávamos.
Amei ouvir alguém a discutir sem utilizar calão, na certeza porém de que no fim, a merda é a mesma pois em lume, pediu-nos desculpa mas disse que lhe apetecia dar "nas fuças" ao gajo com quem tinha acabado de falar. Eu teria mandado o gajo comer um cagalhão e dito que me apetecia foder-lhe as trombas, o que seria exactamente a mesma coisa, mas em mau.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Simplória

Visto qualquer merda
Calço qualquer merda
Sou (demasiado) desleixada com o meu aspecto
Mas não como nem bebo qualquer merda
Nem tenho qualquer merda como amigo.


Em algumas merdas, as realmente importantes, são tão esquisita que até a mim me enojo às vezes...

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Tal e qual o anúncio da brasa (parece que é mas não é)

Aquele que começava assim: parece que é mas não é, que gosto que satisfação, pois eu parece que sou mas não sou.
Deixo-me propositadamente passar por tona em certas situações, mas não sou.
E adoro ver até onde vai a lata de quem se julga bué da sábio nestas merdas das relações inter-pessoais que é como quem diz, quem se acha esperto, quem acha que te está a usar e que és uma tona moldável, maleável e acima de tudo (e o que mais me delicia) influenciável.
Adoro. só me falta abanar o rabinho.

Sai receita para a diarreia (e afins)

Então é assim:
Falei com santa sogra e esta chegou à douta conclusão que foi um mau olhado que abriu a torneira fecal.
Para desarmar quem te olhou de ladeiro, reza a lenda que há que descascar 3 dentes de alho, raspar uma côdea de broa seca e em papel de prata, juntar osjálhos à broa, embrulhando tudo bem apertadinho e colocar no local do "azar" - casa, carro, trabalho. Ora, dado se tratar de um local inóspito para a côdea da broa, aconselha quem sabe que guardes a mistura (sempre em papel de prata e retém isto que faz toda a diferença) o mais perto possível... Poderás guardar no bolso das calças, saia ou calções, digo eu que não tenho formação nestas merdas dos olhares.

Parai quétos

Não me incomodam os vídeos dos gatos, das porradas e merdas afins. Não os vejo.
Incomoda-me profundamente o seu conteúdo que, pelo que leio será desumano e de bradar aos céus.
Não tenho estômago para lidar com estas merdas sem os mandar comer um cagalhão, como tal não vejo toda e qualquer merda deste tipo, recuso-me. E cansa-me quem partilha de forma indignada! Se vos incomoda (também) estainde quétos com as partilhas pá!! Só estais a difundir e a publicitar merda! Falai sobre isso, mas não obriguem os outros a levar com essas merdas nos olhos. Revoltai-vos junto de quem de direito. Parai de fazer queixinhas que não vão surtir qualquer tipo de consequência. Levantai o rabo da cadeira e ide apresentar queixas formais! Sabeis o que é isso? como se faz? não? então isso sim, perguntai na net que alguma alminha vos há-de esclarecer! Agora se não vos quereis cansar, olhai uma dica: não cansem os demais.
Desde que fui mãe não consigo lidar com determinadas situações mesmo que não envolvam crianças sem que as minhas tripas se revolvam e sem que a minha boca se abra para blasfemar efusivamente, daí não  permitir que a minha alma fique em estado de sítio. Estou a ficar velha, é isso.

Eu também fiz um teste de inteligência on-line

Eu também faço aqueles testes fofi-coisos de inteligência e aparência e merdas afins.
Não partilho os resultados porque os meus costumam dar merdas do tipo: és burra como a tua sogra, és feia como um camafeu com caganeira e na vida passada foste uma barata que assim que nasceu foi esmagada por uma pita histérica.
: (olha que caralho, este teclado não tem a barra ao alto para fazer uma cara séria, foda-se)
#soquenão

Cansaço, mas menos

Quando consigo relaxar no fim de semana, apesar de sentir agonias externas às minhas, a segunda-feira parece menos dolorosa e a semana, vista em perspectiva, cheira-me que será menos catastrófica a nível sentimental e profissional.
Digo eu, agora que a semana ainda está a começar.

do trabalho 3#

a puta da frase mais ouvida por estas bandas:
- okeiii, tá bom, tá bom....brigada, té logo

E sim! já lhes dei na tolinha vezes sem conta.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Pérolas automobilísticas familiares

A minha santa (sogra), uma perfeita tábua de passar a ferro ao volante, chega a casa depois de uma saída de cerca de meio quilómetro, pára a carroça em frente ao tasco e saca do pára-choques frontal da mala, qual saco de courgetes fresquinhas acabadinhas de colher.


A mancar e de pára-choques (guarda-lamas para os fofos) debaixo de braço, com cara de quem comeu e ficou a arrotar, tem a ideia fabulosa de tentar fazer-se de coitadinha (não fosse ela doutorada nesta área)
- Então que aconteceu ao carro mãe? pergunta o marido (meu) prestes a ter um ataquinho.
- Olha não sei, estacionei em frente ao banco e quando cheguei ao carro estava assim...
- Olha lá mas achas que ando a nanar?
- Foi filho, estava no chão, um senhor disse que outro senhor me deu uma pancada ao sair (tivesse sido na mona e estavas tu mais fina caralho) e prontuss (prontuss é uma expressão muito usada cá no fim do mundo, e é gira, bué de gira, tão gira que me dá vontade de rir até me mijar, que as pariu).
-Ai foi? Hum... então vamos lá ao banco que eles têm as imagens do multibanco e vão ter que me dizer qual foi o carro que fez esta cagada e se não disserem chamamos a policia (qual CSI em procura pelo criminoso do ano)
A santa, que é bastante limitada, cagou-se toda e lá confessou que ao estacionar deu um toquezinho (...) numa ambulância, mas estava vazia filho, não te preocupes!

Mas não há ninguém que te abafe?


Combinação perfeita para fritar o miolo

O que pode ser pior do que levar a cria mais velha às vacinas e ela ter um ataque de pânico lá do alto dos seus 50 quilos de músculo e metro e meio de altura só contornado com o belo do amarranço por 2 adultas bem potentes?

Ter de mamar com a Maya na sala de espera


E ainda por cima perceber que a Senhora vende merdas que protegem de tudo quanto é merda que há no mundo, e que deu às filhas e às netas e ao caralho pá!


Ninguém merece esta merda!

É lógico que se me frita a mioleira.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Das dores de perda

Estes dias têm sido difíceis...
A mais nova está a modos que tresloucada de novo.
Já passamos por aqui algumas vezes, e quando digo por aqui, digo a esbarrar na loucura.
Não somos pais de primeira viagem, nem pais inquietos ou inseguros. Somos pais calmos, não permissivos, mas muito pacientes.
Somos testados dia sim dia sim, hora sim, segundo sim pela cria mais recente.
Nasceu para nos lançar o maior desafio das nossas vidas, testar os nossos limites de salubridade mental.
Eu deveria ser fofinha e dizer que não há nada melhor do que ser mãe, que me completa, que pelo sorriso delas tudo vale a pena. Mas não agora, não neste momento, não hoje.
Hoje sou uma puta que está deitada ao lado das crias, com todos já a dormir neste momento e lamenta pela perda de sorrisos de que está a padecer.
Há dias em parece que não aguento mais, que cheguei ao meu limite, que receio pela hora seguinte, que lamento e lambo as feridas deixadas pela perda que vou sentindo e que me permito à dor.
Amanhã já não será nada digno de destaque nas linhas do meu sentir, mas hoje dói um bocadinho, hoje sinto que perdi.
Tenho perdido por um conjugar de factores a minha gargalhada, aquela que me caracterizava aqui há uns anos.
Fico confusa quando tento perceber onde estou a falhar como educadora da cria mais nova; não percebo; a permissividade não resultou; a conversa não resultou; a imposição está a deixar de resultar; e as minhas pernas estão a fraquejar....
Amanhã é outro dia e eu terei força de novo, mas hoje não.