É isto! tão isto!
Há amigos e há conhecidos. E eu (nós) temos poucos amigos. Mas aqueles que
nos são carne, que nos fazem o coração latejar de cada vez que alguém os magoa,
esses podem descansar que estaremos sempre aqui para eles. Senti-los tristes,
injustiçados, magoados sem motivo, só porque sim, só porque existem (de facto)
pessoas más, isso faz-nos lamentar não lhes podermos valer no imediato. Sim! Porque
o sentimento por um amigo verdadeiro é similar à impotência que experienciamos
quando um filho se magoa e não lhes podemos valer, só dar um beijinho, afagar
a ferida e a alma, na expectativa que a dor se apresse a ir embora.
Quando o problema serena, queremos tê-los em nós, no nosso colinho. Queremos
abraçá-los forte, fazê-los esquecer a dor, tal como fazemos palhaçadas aos nossos
filhos para que se esqueçam do dói-dói.
Tranquilizados
ao ânimos, chegamos à fase da puta da farra. O extravasar tudo quanto nos embargou as vozes nos inúmeros telefonemas diários. Os amigos são a família que escolhemos.
Sempre. Esta certeza ninguém ma tira. Eu escolhi muito bem. E serei eternamente
grata à vida, ao karma, ao destino (ou qualquer outra merda que lhe queiram
chamar) por me ter permitido cruzar no trilho da minha família escolhida e dar (e
ter) a oportunidade que uma porta se abrisse e desse lugar a esta amizade tão
bonita, tão real e verdadeiramente desinteressada. Somos bafejados pela fortuna
de termos uma família coesa, forte e límpida.
Gratos à vida! Sempre!
(escrevi esta lenga-lenga toda de sorriso parvo estampado nos beiços, deve
significar que é verdadeiramente sentido, digo eu, que não sou dada a psicologias
nem merdas do género)
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