Eu tive (tenho) um sonho...
A minha profissão de sonho, a minha profissão de vida, aquela que me faz
suspirar e pela qual julgo acordaria todos os dias com um sorriso rasgado e a
ansiar pela hora de começar, não me é permitida, não lhe chego, não tenho
competências para a executar.
Estive apaixonada, estive enamorada. Neste momento sei que amo algo a que
não me posso racionalmente arriscar e a frustração instala-se aos poucos
tornado o dia a dia assim pró insípido; tal como quando nos perdemos de amores
por um artista de um filme e percebemos que ele nunca saberá de nós, mas
continuamos a amá-lo desmesuradamente… assim é o meu sonho diário.
Aos 40 anos somos novos para a vida, mas velhos para desafios de vida. E eu sinto-me triste por não me ser permitido sonhar para além da
minha realidade diária. Por não ter capacidade financeira de largar tudo e
mudar de rumo, mudar de vida, escalar a muralha do meu sonho sem por em causa a
vida das minhas filhas, dos créditos que tenho que pagar.
Sou velha para
sonhar, sou velha para me aventurar no sonho de arriscar a que os pratos da balança
se equilibrem por si só. Não que a minha profissão actual não tivesse sido a
escolhida há muitos anos atrás, que o foi. Mas a idade leva-nos a apreciar
outras lides, permite-nos gozar, em sentido literal, as descobertas que vamos
fazendo pela vida fora, as novas paixões que se vão tornando nos novos amores
das nossas vidas. Apesar da idade ser um posto, traz consigo obrigações das
quais não nos podemos desresponsabilizar ou ilibar.
A vida traz travões incorporados. Mas esta noite sonhei sem travões e
adorei! Depois acordei e a realidade fez-me sentir frio…
Libelinha, destrambelhada, com um tasco que é seu, mas onde não está, mãe de duas estrelinhas e sempre com muito por fazer.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Trilhos e metas bem definidos na (casa de) partida
- Ai os gays e as putas e as fufas deviam ser todos banidos da face da terra. Era queimá-los vivos! São uma aberração da natureza! Isso é normal por acaso? Não me digas que isso não é contra-natura?
- Pois claro que sim. Dizes bem! Tu que fodes o corpo à tua mulher, que achas que a ajudas imenso, que desprezas e enfardas os teus filhos como se não houvesse amanhã; tu que és uma fonte de ódio, que nunca foste ver os teus pais ao hospital, mas foste chorar para o seu funeral; tu que és um mau colega, um mau amigo, uma má pessoa, tens, de facto, toda a legitimidade para estar aí de dedo em riste. Só te falta ir à missa ao Domingo bater com a mão no peito. Olha, as putas se calhar chegam aliviadinhas a casa e têm paciência para os filhos. São prioridades meu caro; prioridades!
(e depois eu é que tenho mau feitio ao mandar o pessoal comer um cagalhão)
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
Quando os nossos sofrem, só sossegamos quando os aconchegamos em nós!
É isto! tão isto!
Há amigos e há conhecidos. E eu (nós) temos poucos amigos. Mas aqueles que nos são carne, que nos fazem o coração latejar de cada vez que alguém os magoa, esses podem descansar que estaremos sempre aqui para eles. Senti-los tristes, injustiçados, magoados sem motivo, só porque sim, só porque existem (de facto) pessoas más, isso faz-nos lamentar não lhes podermos valer no imediato. Sim! Porque o sentimento por um amigo verdadeiro é similar à impotência que experienciamos quando um filho se magoa e não lhes podemos valer, só dar um beijinho, afagar a ferida e a alma, na expectativa que a dor se apresse a ir embora.
Quando o problema serena, queremos tê-los em nós, no nosso colinho. Queremos abraçá-los forte, fazê-los esquecer a dor, tal como fazemos palhaçadas aos nossos filhos para que se esqueçam do dói-dói.
Tranquilizados ao ânimos, chegamos à fase da puta da farra. O extravasar tudo quanto nos embargou as vozes nos inúmeros telefonemas diários. Os amigos são a família que escolhemos. Sempre. Esta certeza ninguém ma tira. Eu escolhi muito bem. E serei eternamente grata à vida, ao karma, ao destino (ou qualquer outra merda que lhe queiram chamar) por me ter permitido cruzar no trilho da minha família escolhida e dar (e ter) a oportunidade que uma porta se abrisse e desse lugar a esta amizade tão bonita, tão real e verdadeiramente desinteressada. Somos bafejados pela fortuna de termos uma família coesa, forte e límpida.
Gratos à vida! Sempre!
(escrevi esta lenga-lenga toda de sorriso parvo estampado nos beiços, deve significar que é verdadeiramente sentido, digo eu, que não sou dada a psicologias nem merdas do género)
Há amigos e há conhecidos. E eu (nós) temos poucos amigos. Mas aqueles que nos são carne, que nos fazem o coração latejar de cada vez que alguém os magoa, esses podem descansar que estaremos sempre aqui para eles. Senti-los tristes, injustiçados, magoados sem motivo, só porque sim, só porque existem (de facto) pessoas más, isso faz-nos lamentar não lhes podermos valer no imediato. Sim! Porque o sentimento por um amigo verdadeiro é similar à impotência que experienciamos quando um filho se magoa e não lhes podemos valer, só dar um beijinho, afagar a ferida e a alma, na expectativa que a dor se apresse a ir embora.
Quando o problema serena, queremos tê-los em nós, no nosso colinho. Queremos abraçá-los forte, fazê-los esquecer a dor, tal como fazemos palhaçadas aos nossos filhos para que se esqueçam do dói-dói.
Tranquilizados ao ânimos, chegamos à fase da puta da farra. O extravasar tudo quanto nos embargou as vozes nos inúmeros telefonemas diários. Os amigos são a família que escolhemos. Sempre. Esta certeza ninguém ma tira. Eu escolhi muito bem. E serei eternamente grata à vida, ao karma, ao destino (ou qualquer outra merda que lhe queiram chamar) por me ter permitido cruzar no trilho da minha família escolhida e dar (e ter) a oportunidade que uma porta se abrisse e desse lugar a esta amizade tão bonita, tão real e verdadeiramente desinteressada. Somos bafejados pela fortuna de termos uma família coesa, forte e límpida.
Gratos à vida! Sempre!
(escrevi esta lenga-lenga toda de sorriso parvo estampado nos beiços, deve significar que é verdadeiramente sentido, digo eu, que não sou dada a psicologias nem merdas do género)
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