Tenho uma visão muito minimalista da vida, do amor, da amizade, de quase
tudo, confesso.
Não sou de rodeios nem de floreados. Não sou ponderada a bem da opinião
alheia, a bem dos sentimentos alheios sim, nada mais para além disso.
Calo-me
(e bem) muitas vezes, tendo sempre presente a velha máxima: não tens nenhuma
mais valia a acrescentar ao assunto, cala a puta da matraca.
Estes dias questionaram-me o seguinte: mas porque falas assim? Porque escreves
assim?
Ora, eu falo assim, e escrevo tal como falo, porque de facto eu sou assim.
Ohhh. É triste, não é? Pois, acredito que sim; acredito que seja uma
desilusão. Que fosse espectável eu estar a tentar ser engraçada, rude,
elefante, só para ser giro, só porque sim, para ter piada e para ter palco, mas que em privado fosse "morninha*". Ser assim é muito pobre, muito básico, muito intuitivo. Olha a gaja fala assim e é mesmo assim. Fraquinha, tadita.
E para piorar um bocadinho mais o cenário (sim, eu escrevo bocadinho porque
digo bocadinho; sei sinónimos e o Google também, mas não sou escritora): eu
vivo assim. Eu educo assim.
E só escrevo esta merda que aqui vai, não porque me espante a pergunta ou a indignação, antes sim, porque tenho a certeza de que não sou diferente de (quase) toda a gente que conheço. Não sou a ultima borbulha na garrafa da coca-cola, não sou nem mais nem menos, do que os polidos de profissão. Simplesmente deixo sair o que a eles lhes mói na alma e lhes corroí a dentadura.
Só não tenho vergonha de ser simplória, só não procuro mostrar mais do que o que vai cá dentro, só não floreio o amor e o ódio, esses sentimentos transversais aos fofos e aos broncos, mas que contidos e feitos render, são tão mais aprazíveis.
*Uma "morninha" é uma pessoa que vive em lume brando, que nunca aquece, que nunca arrefece, simplesmente, está.
E gostar de ti, e ter-te na minha vida, é do caraças. <3
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