Todas as pessoas que têm acesso às redes sociais, têm acesso, nem que seja por "terem um gosto" na página da revista maria - secção de perguntas e repostas mais desconcertantes do mundo e arredores - ou na página da fofoquices do correio da manhã, às informações sobre atentados. Não é a nossa partilha que lhes vai acrescentar conhecimento de causa, que os vai informar.
Não partilhem merdas destas; não dêem publicidade a estes cabrões; parem a publicidade gratuita que eles tanto querem, pela qual eles tanto se esforçam; insultem-nos; roguem-lhes pragas; fodam-nos se algum se cruzarem com eles; mas por favor parem de lhes dar palco.
O silêncio não implica que não tenhamos medo, que não nos revoltemos, que não nos preocupemos com esta barbaridade nem com as consequências que daqui advêm, ou que não tentemos escamotear as possíveis causas para este desagregar à vida com que estes cabrões nos presenteiam, antes sim, que nos opomos a dar-lhes colo, a dar-lhes nome.
Mas isto sou eu, que somente escrevinho merdas avulso neste diário on-line e não sou uma escritora, senão escreveria um livro.
As lágrimas choradas em (para o) público não têm mais valor dos que as choramos no silencio das nossas casas, nos peito das nossas famílias.
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Podem botar faladura à vontade (mas não à vontadinha ok?)