quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Atordoada

Tenho o meu tempo sempre muito controlado, de tal forma que a minha agenda corre mundo comigo.
Tenho, obrigatoriamente que anotar tudo senão sai merda pela certa.
Reunião marcada para 4ªfeira às 19h com duas pessoas que queria muito que se conhecessem.
Acelerei durante o dia para poder sair a horas para apanhar alguém na estação e estar à hora marcada na dita da reunião. Comboio chega 20 minutos antes da hora marcada. Transito cabrão, mas chego a tempo, quer à estação, quer ao local da reunião.
A outra parte enganou-se a agendar a bendita. Não pode. Tinha pensado em ligar durante o dia a confirmar, mas a acrescer à falta de tempo para cagar, não queria ser maçadora, uma vez que tinha falado com a Senhora há uns dias atrás e não podia parecer desesperada.
Não há reunião. Pessoal aflito, não se consegue entrar em contacto e a bendita não se dá.
Safoda, o que não tem remédio, remediado está.
Remarca-se para o dia seguinte pela hora do almoço.
Euzinha, que sou bué de atordoada e não consultei a puta da agenda, tinha marcado para hoje merdas inadiáveis e que dependiam de mim para se darem.
Não sei bem como, mas deram-se, a mil, de fugida, mas deram-se. E correu bem, hã?
Ponderei não ir à reunião, paniquei de manhã (durante a noite, mais precisamente, vá), mas respirei fundo e pensei: calma caralho, tenta e esgadanha a ver se dá. E deu.
Ainda à hora do almoço tinha prometido à estrelinha mais nova ir busca-la para almoçar connosco (pela primeira vez em 5 anos, só para se perceber a importância da coisa) e ela estava absolutamente delirante desde o início da semana a perguntar quando era o dia do “vegetariano”, tadinha…
Não consegui ir busca-la, mas ainda a lambi durante o almoço.
De modos que a minha vida é uma animação e eu adoro, fico atordoada mas adoro! No entanto fico sempre com a sensção que não disse tudo, que não falei de tudo, que me dispersei, mas acho que esta sensação já me é intrínseca e que “no matter what” me vai perseguir sempre.


Deve ser uma característica das pessoas atordoadas, digo eu que sou gaja de números.

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