Todas as pessoas são como são porque têm um passado e vivem um presente escrito por uma série de condicionantes.
Eu sou como sou, louca e destrambelhada, porque tenho um passado e vivo um presente cravado por laivos de amizade de outros loucos destrambelhados que se apresentam à porta de minha casa com um gato!
Um gato? mas que caralho tem um gato de tão importante ou marcante que mereça um apontamento escrito?
Eu explico: tenho fobia a gatos... Tinha fobia a gatos. Frequento a casa de uns amigos que têm um gato que mais parece uma lontra de tão gordo que é. Desde sempre aquele ser (fofinho, confesso) se roçou nas minhas pernas e sempre lhe fugi (literalmente) de forma não muito aparatosa para não parecer muito mal, deixando escapar uns: sai daqui Tomé, põe-te no caralhinho Tomé, vai-te roçar na tua dona pá, foda-se põe-te a andar ligeirinho; sem nunca lhe conseguir tocar, encostar-lhe um dedo que fosse.
As minhas piquenas há muito que me imploram por um gato.... há muito que tentava digerir a ideia de ter um gato dentro de casa. Um animal a largar pêlo, a foder-me tudo e a cagar e a mijar para eu limpar (mais um, portanto). Tentei por diversas vezes tocar em gatos, fomos ver vários e tentei pegar-lhes variadíssimas vezes mas todas as tentativas se mostram infrutíferas, sempre!
Esta (vaga) hipótese marinava lá por casa até que uma louca de uma amiga se apresenta à porta com um gato; para mim; para ficar em minha casa; para eu tratar; para eu tocar. Confesso que o pânico se instalou em mim, que fiquei em êxtase porque lhe toquei, porque lhe peguei, porque não fugi a sete pés e porque as minhas filhas ficaram tão, mas tão felizes (dizem que estava corada, tipo rosa borrachona, mas como não vi, acho que são bocas reaccionárias).
Já lá vão 4 dias e as miúdas ainda o estrafegam de mimos e de colo e ainda limpam os cocós. E eu... bem, eu ainda lhe pego e ainda lhe faço festinhas sem panicar, sem enfartar com a ideia de ter um gato em casa.
Ainda estou a habituar-me ao novo habitante, ainda salto de susto e blasfemo quando a criatura me aparece de noite na hora da merenda da madrugada, quando se enrosca nas minhas pernas na hora de fazer o jantar e de separar a roupa para lavar, mas começo a habituar-me a ele..... devagarinho.
Quando uma amiga percebe que estás preparada para ultrapassar um obstáculo antes de ti, isto significa que estás bem entregue, que podes escorregar à vontade que alguém estará lá para ti, no matter what!
Estou aqui tão longe e juro que fiquei inquieta de te saber perto desse bicho e nem sabia que eras como eu a esse respeito. Muita sorte é o que te desejo e muita coragem tens tu. E muita sorte, em ter amigos assim, como os descreves. Euzinha, se tivesse um amigo que me aparecesse com um gato à frente, rifava-os. Ao gato e ao amigo! ;)
ResponderEliminarRifavas agora!
EliminarDizia o mesmo há 1 semana atrás.
Rifava mesmo! Uma das minhas melhores amigas tem um gato em casa ( cabrão do gato do demo ) e sempre que vou a casa dela preciso de me encher de coragem para lá entrar. Está a correr bem?
EliminarEstá a correr lindamente. É um paneleiro o raio do gato, só quer colo e mimos. Quando cá vieres vou-to apresentar! E se o meu fosse cabrão, as paredes lá de casa ganhavam uma cor nova! (ai os defensores da bicharada que enfartam....)
EliminarFdx, também tu????!????!
ResponderEliminarEu ainda não os consigo nem ver....
Sempre que vou a casa da minha cunhada, o gato tem que ficar preso... Mas se algo passa perto de mim eu pareço uma tolinha a pensar que é o gato....
Só figuras portanto...
Gatos não.....