O Natal traz-me uma dualidade de sentimentos confusa comó caralho!
Se por um lado, é a altura do ano em que me apetece mais mimar os meus, por outro lado, fico mais sensível chegando mesmo a adiar o festejo, pois é altura do ano em que mais me dói perceber que estes festejos não são transversais a todas as pessoas, principalmente a todas as crianças.
Domingo andava às compras, ou numa tentativa de compras vá, quando me assolou um sentimento de impotência. Parei tudo, não trouxe merda nenhuma. Não preciso de nada, nenhum de nós precisa de merda nenhuma. Vamos embora. Seu'Aranhiço encolhe os ombros e dá-me espaço; sabe que preciso de espaço às vezes; sabe que quando estes repentes me tomam a alma, algo está mal; pergunta uma, pergunta duas, e depois deixa-me respirar em silêncio sabendo sempre que é a ele que retorno quando a maré acalma....
Normalmente só aceito o Natal lá mais para as vésperas. A ver se este ano a coisa vai ser igual, está ainda mais difícil.
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Podem botar faladura à vontade (mas não à vontadinha ok?)