terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Eu e os bichos

Eu odeio ratos.
Tenho pavor, terror, receio, medo, aversão, horror, fobia (e todo outro qualquer sinónimo que possam conhecer destas merdas todas) a ratos.
Tenho um nojo gigantesco, descomunal, imensurável por este caralho deste animalzinho de merda.
Panico quando penso na hipótese de um destes seres nojentos me aparecer pela frente.
E depois vejo estas putas destas informações.
E questiono esta hipótese dentro das minhas 4 paredes.
E panico de novo.
Se já havia escândalo lá em casa pelas tampas das retretes por fechar, agora tenho um pau à porta de cada casa-de-banho....
Fiscalizo incessantemente cada mijadela ou cagadela alheia.
O pior? bem o pior é mesmo conseguir estar sentada a aliviar-me sem esta puta desta imagem me assolar o pensamento a cada.... 1 segundo!

Odeio ratos, já disse?

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Romantic shit

Eu, atrasada para não variar, numa fila de transito.
Atrás de mim um carro com um casal jovem em que ele estava à descarada a tentar dar a volta à miúda. Assim tipo engatatão gaiteiro a avisar: vou-te comeeer...
Ela, envergonhadita como manda o protocolo, a fazer-se difícil… olhar cabisbaixo e sem muitas palavras.
Eu a deliciar-me com tal cenário e a pensar: ‘safôda chegar atrasada, é tão delicioso reviver estes cenários jurássicos (não que seja velha, mas este é o ano dos 20 anos de namoro sem facadita), só por isto já valeu a pena estar aqui presa por causa destes camelos todos que demoram uma eternidade a arrancar com as putas das carroças – sorriso meloso….
Eis senão quando, ele saca do banco de trás de um presente para a miúda… tão fofo pá! Ó pá, ca’giro! (mais um sorriso meloso).
Ansiosamente aguardava pela abertura da prenda e pelo beijo final de agradecimento…. Tão giro ver os catraios a namorar… óóóó….
Converseta… olhar pinante do miúdo… e … zás! Sem abrir o caralho do saco, ela devolve-lho com umas trombas gigantescas!
Ele, desolado, arruma o saco novamente no banco de trás.
……………
Eu, desolada, apitei aos camelos que teimavam em não arrancar ao sinal verde pois tínhamos o primeiro dia de sol em 2 semanas e andava tudo a pastar a toura em horário laboral!!! Puta que pariu o Amor! Mexei-vos pá!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Flores no cemitério

Ele ainda estava quente quando ela começou a falar no dinheiro e a mostrar grande consternação por si própria e pela solidão.

Ele ainda estava quente e já ela pedia encarecidamente que lhe segurassem as poupanças e coiso e coiso.

Ele ainda estava quente e a cabeça dela andava a mil, pensando e resolvendo o mais ínfimo pormenor que a nós nos passava quilómetros ao lado. 

Ele ainda estava morno e já tudo estava tratado com a celeridade que a dor do momento impunha...

Ele sofreu e ela não o ajudou, não o amparou, não o mimou, não o visitou no último dia a tempo de lhe falar pela última vez.

Ele sofreu por ele, por ela e com ela. Teve um belo de um cagalhão em troca.

Ela agora leva-lhe flores. Pomposas, encaixadas nos mais simétricos dos fetos ou lá que merda são aqueles verdes em que se envolvem as flores.

Preferia enfiar os dois pés num balde de merda a ter a consciência assim pesada, a ter que viver com aquele remorso, a ter que, a cada fim de semana que passa, tentar minimizar a minha falha oferecendo flores extemporaneamente.

Eu torço-me toda e mando-a comer um cagalhão (loud and clear).

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Eu (who else?)

Mas quem é que confunde um termoacumulador com um termoventilador????
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Eu!
(foda-se, preciso de dormir! ou de levar com um martelo na moleirinha)

Ontem, por volta das 19 horas



Eu.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Diálogos aranhiços

- Tu chocas-me
- É uma pergunta?
- Não... é a verdade!
- Não é não, estás equivocada. Lamento, mas já choquei duas e tu não foste uma delas.
- Vês???
- Sim, mas sem lentes fico assim a modos que pró pitosga.
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(quiééé?)

Ah coisa boa

Conhecer (melhor) pessoas boas é dos melhores presentes que as nossas loucuras nos podem trazer.
Arranquei a ferros um projecto e num projecto de solidariedade há cerca de um ano.
Conheci gente boa, de coração grande, gente de merda que se cola à publicidade e que não faz merda nenhuma.
Aprendi a digerir a falsidade alheia.
Aprendi a engolir certas merdas de forma a não defraudar quem pretendemos ajudar.
Reaprendi a falar no plural.
Pena que o ritmo alucinado do dia-a-dia não nos permita ficar à conversa como quando éramos putos e a noite era sempre uma criança.

Sorrisos alimentam a alma.
E conviver com adultos assim?
Do melhor!


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

dúvidas que me assolam a alma em dias de chuva

As ambulâncias têm "ambulância" escrito ao contrário de propósito?
É para os passageiros saberem onde estão a ser transportados "just in case"?
Ou grande parte delas vai ao mesmo publicitário da esquina?
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Então porque caralho é que algumas têm a palavra escrita de forma perceptível aos demais?
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