quarta-feira, 7 de setembro de 2016

O Padre da Pa(i)róquia

Eis que tenho que me dirigir ao padre da paróquia desta santa terrinha que me acolhe há cerca de 7 anos. Terrinha esta, onde ainda se usa a fotografia dos marados exposta em cada tasca e mercearia da esquina, só para vos dar um cheirinho da parvalheira em que me vim meter.
Tive o privilégio de o ouvir a debitar alarvidades por aquela bocarra fora em casamentos, batizados e funerais. Em quase todos blasfemei não só em pensamento, mas verbalizando também, se bem que em tom contido, mas verbalizando; cheguei mesmo a retirar-me de uma destas cerimónias nas quais tive o desprazer de o ouvir a desrespeitar todos os presentes.
É uma pessoa execrável, de um mau gosto refinado, de uma maldade e sentido de oportunidade para magoar requintado, possuidor de um dom para fazer sobressair em cada pessoa com que priva, a raiva e a repulsa ao mais alto nível. É um verme, portanto. Julga-se dono da verdade e o melhor servo de Deus. Todos os outros são uma merda, diz ele. Não comungamos, não vamos à missa, não participamos na celebração da fé cristã. Não prestamos.
Disse-me tanta merda que tive que manter o foco nos meus 2 afilhados, de forma a não o mandar para a real puta que o pariu e dizer-lhe que ele é uma bosta daquelas que nem às colheradas pequeninas conseguiria nunca, de forma alguma, deglutir.  
Não ouvi metade do que me disse; não podia; a determinada altura só lhe perguntei: então não pode passar as declarações, pois não Sr. Padre? (traduzindo, senti algo parecido com isto: ó meu grande boi, não vais passar essa merda, pois não? acho que o demonstrei também). Esta pergunta foi o suficiente para que descolasse da cadeira, não parando o sermão, mas descolando da cadeira para escrevinhar qualquer merda em papel timbrado. Nesta altura estava a passar-me e o meu sangue fervia de tal forma que ruborizei e senti um aperto nas veias jugulares a ponto de pensar que iam rasgar. Apetecia-me dar-lhe uma paulada naquela cabeça com tal força, que fizesse com que os neurónios dele descessem à terra e perdessem a mania que são os melhores da galáxia, neste misto de narcisismo e egocentrismo que se apoderaram deste ser-menor.
Passou as declarações, mas em boa verdade vos digo: foram os papeis mais difíceis de obter em toda a minha vida.  Nem quando tive que aceder a que minha sogra fosse ao meu casamento me custou tanto quanto ontem. Cum caralho…
Sobre este chega p’ra lá destes pseudopadres escreverei em tempo oportuno (ou não).

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