Invejo (é feio, mas é verdade) as gajas que conseguem andar todo o dia cheirosas que nem uma rosa.
Eu vou a casa à hora do almoço e regresso sempre com um de dois aromas entranhado em mim: comida ou detergente da roupa.
Libelinha, destrambelhada, com um tasco que é seu, mas onde não está, mãe de duas estrelinhas e sempre com muito por fazer.
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
CHINA??
Mas quem caralhos me lê da China?
O lerem-me já é estranho por si só; Agora da China?
(vinha aqui escrever uma coisa sobre cheiros e até me engasguei)
O lerem-me já é estranho por si só; Agora da China?
(vinha aqui escrever uma coisa sobre cheiros e até me engasguei)
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
Queres ser minha amiga?
Desde Julho que ando a ressacar.
A reemergir de um misto de euforia e profunda tristeza.
Se, por um lado, ajudar nos estimula
(e que ninguém diga que não se sente melhor por isso, e para isso o faz; pelos outros,
mas também por si, este é o mote para a solidariedade), por outro lado, faz
doer muito. O confronto com realidades recônditas, escabrosas, perversas,
faz-nos (me) reequacionar tanta coisa, tantas premissas que temos como certas
no nosso dia a dia cor-de-rosa. Tantas certezas inabaláveis, tantos caminhos
traçados como os únicos possíveis, tanto discurso, arrogante por vezes, suportado
por factos rigorosos e… de repente tudo cai por terra, todas estas convicções e
certezas se desvanecem qual D. Sebastião (se é que o gajo sequer sabia andar a
cavalo).
Verbalizar é a única forma que
tenho de ultrapassar obstáculos emocionais com que me vou deparando. Coisas
há que me acontecem que não me permitem reagir no imediato. Eu! a cabra explosiva,
afinal para algumas vezes e fica qual vaca no pasto, depois de encher o bandulho, a ruminar. Tempos em
silêncio. À espera que a digestão se comece a dar. Deitada à sombra do pinheiro
mais escondido, no alto da serra mais desconhecida. Preciso de oxigénio, de pensar, se bem que se trata de um esforço improfícuo. Preciso
de ter muito que fazer, de tal ordem que o tempo seja escasso, que o cansaço me
impeça de sentir, de equacionar os “e se’s” da minha (nossa) vida(s).
Eu sou uma gaja de ciências.
Matemáticas, factos puros e duros, nada de empírico, nem cá de subjectividades,
nem pontos de vista nem o caralhinho. É preto, é preto, é branco, é branco;
ponto. Dar por mim a meio da ponte, naquele vai e não vai típico dos indecisos,
deixa-me furiosa, fodida, vá! Deixa-me tonta, e não gosto de me sentir assim;
não estou habituada a não conseguir perceber os meus sentimentos de forma
assertiva, clara e racional.
Equilibrada a balança e postos os prós e os contras em cada um dos seus pratos, dúvidas não existem. Mas apesar
do resultado desta equação estar bem em frente aos meus olhos, estão em causa
sentimentos de seres doridos e magoados em demasia pela vida, e o meu receio de
falhar é maior que a racionalidade deste resultado matemático que se me esbarra
nas vistas.
quarta-feira, 14 de setembro de 2016
O colo de quem nos quer bem
Sou grossa, rude e não preciso de mimo.
.....
Estou doente.
Peço "encosto" ao meu gajo, pois o calor alivia-me as dores nas costas.
Tenho colo, o encosto que preciso.
.....
Já não sou tão grossa, tão rude e o mimo faz-me bem.
.....
Estou doente.
Peço "encosto" ao meu gajo, pois o calor alivia-me as dores nas costas.
Tenho colo, o encosto que preciso.
.....
Já não sou tão grossa, tão rude e o mimo faz-me bem.
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
O Padre da Pa(i)róquia
Eis que tenho que me dirigir ao padre da paróquia desta santa terrinha que
me acolhe há cerca de 7 anos. Terrinha esta, onde ainda se usa a fotografia dos
marados exposta em cada tasca e mercearia da esquina, só para vos dar um
cheirinho da parvalheira em que me vim meter.
Tive o privilégio de o ouvir a debitar alarvidades por aquela bocarra fora em casamentos, batizados e funerais. Em quase todos blasfemei não só em pensamento, mas verbalizando também, se bem que em tom contido, mas verbalizando; cheguei mesmo a retirar-me de uma destas cerimónias nas quais tive o desprazer de o ouvir a desrespeitar todos os presentes.
É uma pessoa execrável, de um mau gosto refinado, de uma maldade e sentido de oportunidade para magoar requintado, possuidor de um dom para fazer sobressair em cada pessoa com que priva, a raiva e a repulsa ao mais alto nível. É um verme, portanto. Julga-se dono da verdade e o melhor servo de Deus. Todos os outros são uma merda, diz ele. Não comungamos, não vamos à missa, não participamos na celebração da fé cristã. Não prestamos.
Disse-me tanta merda que tive que manter o foco nos meus 2 afilhados, de forma a não o mandar para a real puta que o pariu e dizer-lhe que ele é uma bosta daquelas que nem às colheradas pequeninas conseguiria nunca, de forma alguma, deglutir.
Não ouvi metade do que me disse; não podia; a determinada altura só lhe perguntei: então não pode passar as declarações, pois não Sr. Padre? (traduzindo, senti algo parecido com isto: ó meu grande boi, não vais passar essa merda, pois não? acho que o demonstrei também). Esta pergunta foi o suficiente para que descolasse da cadeira, não parando o sermão, mas descolando da cadeira para escrevinhar qualquer merda em papel timbrado. Nesta altura estava a passar-me e o meu sangue fervia de tal forma que ruborizei e senti um aperto nas veias jugulares a ponto de pensar que iam rasgar. Apetecia-me dar-lhe uma paulada naquela cabeça com tal força, que fizesse com que os neurónios dele descessem à terra e perdessem a mania que são os melhores da galáxia, neste misto de narcisismo e egocentrismo que se apoderaram deste ser-menor.
Passou as declarações, mas em boa verdade vos digo: foram os papeis mais difíceis de obter em toda a minha vida. Nem quando tive que aceder a que minha sogra fosse ao meu casamento me custou tanto quanto ontem. Cum caralho…
Sobre este chega p’ra lá destes pseudopadres escreverei em tempo oportuno (ou não).
Tive o privilégio de o ouvir a debitar alarvidades por aquela bocarra fora em casamentos, batizados e funerais. Em quase todos blasfemei não só em pensamento, mas verbalizando também, se bem que em tom contido, mas verbalizando; cheguei mesmo a retirar-me de uma destas cerimónias nas quais tive o desprazer de o ouvir a desrespeitar todos os presentes.
É uma pessoa execrável, de um mau gosto refinado, de uma maldade e sentido de oportunidade para magoar requintado, possuidor de um dom para fazer sobressair em cada pessoa com que priva, a raiva e a repulsa ao mais alto nível. É um verme, portanto. Julga-se dono da verdade e o melhor servo de Deus. Todos os outros são uma merda, diz ele. Não comungamos, não vamos à missa, não participamos na celebração da fé cristã. Não prestamos.
Disse-me tanta merda que tive que manter o foco nos meus 2 afilhados, de forma a não o mandar para a real puta que o pariu e dizer-lhe que ele é uma bosta daquelas que nem às colheradas pequeninas conseguiria nunca, de forma alguma, deglutir.
Não ouvi metade do que me disse; não podia; a determinada altura só lhe perguntei: então não pode passar as declarações, pois não Sr. Padre? (traduzindo, senti algo parecido com isto: ó meu grande boi, não vais passar essa merda, pois não? acho que o demonstrei também). Esta pergunta foi o suficiente para que descolasse da cadeira, não parando o sermão, mas descolando da cadeira para escrevinhar qualquer merda em papel timbrado. Nesta altura estava a passar-me e o meu sangue fervia de tal forma que ruborizei e senti um aperto nas veias jugulares a ponto de pensar que iam rasgar. Apetecia-me dar-lhe uma paulada naquela cabeça com tal força, que fizesse com que os neurónios dele descessem à terra e perdessem a mania que são os melhores da galáxia, neste misto de narcisismo e egocentrismo que se apoderaram deste ser-menor.
Passou as declarações, mas em boa verdade vos digo: foram os papeis mais difíceis de obter em toda a minha vida. Nem quando tive que aceder a que minha sogra fosse ao meu casamento me custou tanto quanto ontem. Cum caralho…
Sobre este chega p’ra lá destes pseudopadres escreverei em tempo oportuno (ou não).
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