quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

o maravilhoso mundo da maternidade...

As crias "celebram" o carnaval na escola...
Eu odeio o carnaval... mas amo as minhas crias.
A escola adopta como tema deste ano lectivo... a era medieval! e pede criatividade na "costura" das fatiotas...
Caralhos me fodam!

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Balha'me Santa Ingrácia

será vendável?

eu, os cheiros e a sorte (ou falta dela)

eu e os cheiros SENHOR!
eu e os cheiros...
Um drama.
Explico:
Ontem fomos ver um carro com que temos sonhado para noites de verão, bem longe daqui da terrinha.
Chegamos e o "vendedor", senhor de cerca de 65 anos, de trato aprazível, pergunta se já tínhamos almoçado.
Não, ainda não.
Então almoçam primeiro e depois vêm o carro?
(Oi? Mas então vieste até aqui ter connosco, e agora sugeres que almocemos primeiro? Foda-se!)

Mas vemos primeiro o carro e depois almoçamos, não se preocupe, assim já fica despachado.
E restaurantes aqui por perto? recomenda algum?
A minha casa! Vêm almoçar a minha casa!
(ohhhh... que querido! mas não, obrigada que em sua casa não me posso dar ao direito de não gostar, né??)
Agradecemos, mas não. de forma alguma lhe poderíamos dar essa maçada!
Não! Não é maçada alguma! Tenho um restaurante!
(Ahhhhhhhhhhhh, ok então! Foda-se que isto é que é pensar no negócio!)
Ora então sim!
Confesso que fui a medo (e bem!)
o restaurante tinha um cheiro a fumado completamente atordoador! TUDO cheirava a fumado! JURO! (bem que perguntei se podíamos fugir dali, mas ninguém me deixou)
Velhinho, aparentemente limpito... mas fumado Senhores! Fumado!
Vim perfumada de perna de porco.... só eu! Em mais ninguém se entranham os cheiros, os fedores, as essências, como em mim! Mas porquê?
Acresce que, conduzindo o carro com senhor seu proprietário atrás de mim (colado ao meu ouvido, diga-se) o seu hálito era nauseabundo (poderá ele não ter culpa, por ter morfado pernil fumado assado - constava da ementa, ora pois que sim!)
Não consegui fazer o percurso... só queria fugir dali e dizer que não queria nada, só ir-me embora por amor da santa!
Uma hora e meia depois de caminho para casa, entrei esbaforida na casa de banho para me desinfectar... banho! Preciso de banho!
Todos se riem de mim, que sou paranóica com os cheiros, que tudo me cheira, que tenho a mania dos banhos e coisa e tal e o caralho que os foda!
Mandei-os, um a um, cheirar o meu cabelo, cheirar a minha pele: Cheirem aqui caralho! Cheirem o meu cabelo! Váááá! Digam lá que sou eu que sou avariada dos miolos! Oupa!
Uiiiiiiii, cheira mal sim...


domingo, 21 de janeiro de 2018

Os Messias digitais

Ensinar aos chavalos que não se mastigam pastilhas de detergente

.....
Ensinar a carneirada a agir caso não se identifiquem com qualquer merda que esteja ou on-line ou em grelha televisiva
.....
Vinde a mim, que vos ensino a pensar e agir em conformidade.

Os Messias da era digital em acção, a proliferar pela redes sociais! Ah! Esses seres iluminados e que nos orientam em direcção à sabedoria suprema.
......
(Alguém tem que guiar a carneirada que não tem capacidade de pensar por si...)

Ide comer um cagalhão!

sábado, 20 de janeiro de 2018

Geração on-line

numa era em que tudo está on-line e que os jovens têm acesso a toda a informação possível e imaginária, ainda é preciso informar os meninos que não se devem comer cápsulas de detergente....
Estamos bem, sim!
(Pessoal do marketing do skip: faxabore de trabalhar no caralho dos rótulos, sim???)

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

perdi-me pelo caminho


o tiro de misericórdia no endereço antigo foi dado porque, numa fase de pura estupidez e necessidade de elevar o ego, decidi por o blog on-line no facebbok. bad idea! really bad idea!
alguém chega lá sempre, ou quase sempre. e como o objectivo é ter um lugar onde possa debitar o que bem se me aprouver, caguei no facebook e na divulgação de algo que não é divulgável, de algo cujo objectivo é ser só meu e de quem por aqui possa, eventualmente, passar e se identifique (que os há, mas envergonhados) com esta faculdade de sentir...
perdi-me pelo caminho que tracei inicialmente, deixei-me "comprar" pela ansiedade de público, de aceitação. algo que nunca tive e pela qual nunca pautei os meus desígnios de escrita. mas encontrei-me de novo, caralhos me fodam se encontrei!
a minha casa é frequentada por quem eu quero, quando quero e SE o quiser! este espaço também. não preciso de público. nunca precisei. não preciso de aceitação, nem de palmadinhas nas costas!
Preciso de voltar à escrita, preciso de me reorganizar, de ter tempo para mim enquanto quarentona enxuta que o sou, de ter tempo para o gajo que me atura há 22 anos  (é dose!)
preciso de mim, dos meus e de pouco mais.
afinal de contas já percorri mais de metade do meu caminho (sempre tive a certeza de que morreria nova, mas disso falarei numa outra altura) e agora há que gozar (com) a vida.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

s/t



O problema das decisões sobre mudança de vida e a idade…
Mudar de rumo quando nos apetece, ou melhor, quando nos urge viver de forma não tão assoberbada pelos problemas e aflições, nem sempre é pacífico. A tomada de decisão é fácil, libertadora, permite sorrir sem ter preocupações a toldar-nos o redondo das bochechas. Difícil é pensar no futuro, no de curto e no de longo prazo.
A idade é um posto, mas também um imposto a pagar sempre que nos vemos obrigados a retornar a funções antigas quando, após tentativas de mudar de vida, temos que comer e dar de comer às crias. Da mesma forma que por aqui não se equaciona substituir-me, não se equacionará substituir pessoas com cargos similares ao meu na maior parte das empresas; são cargos de responsabilidade e que envolvem imensa confiança em que os ocupa… não me estou a ver, nesta área, a executar outras tarefas que não as minhas, e não me estou a ver, por falta de competências sociais para o fazer, só!
Agrada-me a ideia libertadora de não ter compromissos asfixiantes, de ter tempo para sorrir mais (as putas das rugas de expressão estão vincadas e tenho que lhes dedicar tempo e cremes) de poder ser mais eu. A vida não tem sido fácil para mim, não madrasta, de todo, mas não me tem facilitado a tarefa de cá andar aos pulinhos e sorrisinhos. 
Mudar o rumo a caminho dos 41, implica que a coisa tem que correr bem! que não há margem para erros! que não me posso dar ao luxo de falhar! a falha não me permitirá regressar como se nada se tivesse passado, ainda que a outra casa, eventualmente; porque encontrar emprego está uma valente bosta e há pessoal desempregado há anos e anos. Não que me assuste trabalhar em qualquer merda, mas tenho perfeita noção das minhas limitações e a falta de apetências sociais lever-me-ia ao desemprego num ápice.  
De todo o lado se ouvem uns vai sem medo, se não tentares, nunca saberás, ficarás para sempre na dúvida do "e se..." mas o regresso tolda-me o ímpeto...