terça-feira, 19 de setembro de 2017

Da incoerência

Faz-me imensa confusão, nojo até, pessoas que têm discursos incoerentes com as suas atitudes.
É que não consigo, de todo, compreender, aceitar, entender, perceber nem merda nenhuma que o valha!
Ponto.
Não percebo e não sei lidar com estas merdas!
Não tenho essa capacidade, esse entendimento, não tenho a abertura de espírito necessária para tentar, sequer, perceber.
Analisa a tua vida, a tua forma de estar, os teus atos, as tuas atitudes, as linhas guias pelas quais apregoas que te guias e as que efetivamente percorres.
O amanhã está já aí e quando deres por ti, estás de tal forma embrulhada entre a realidade e o imaginário que te verás emaranhada numa teia, de tal forma complexa, que não conseguirás encontrar o ponto inicial.
Ou então não. Ou então serás sempre capaz de seguir estes trilhos filhos da puta, deixando alertas no percurso que não te deixem esquecer o que fizeste para chegar ao fim.
Só espero que o caralho da Alzheimer nunca te bata à bata à porta, senão estás fodido.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Mixed (fucking) minds

31 de agosto:
- as férias, o mar, os pézinhos (mais patas, mas deixem-nos sonhar) na areia, a canalha linda, bronzeada, com montes de colares e pulseiras e apetrechos similares (tal como sus'mamães e papais). os bronzes de meter inveja. os biquínis lindos de morrer que sobressaem ainda mais naquelas peles bronzeadas desde junho. elas e eles lindos e de férias e tudo de bem com a vida. férias planeadas desde o ano passado (no sítio do costume, que tem mais charme).
1 de setembro:
- ano novo, vida nova. acabou o verão. as roupas de repente não servem. os sapatos de repente não podem ser abertos (os que calçaram ontem, portanto). as mangas curtas de repente são impossíveis de vestir à cachopada (a temperatura desceu um grau). o valor dos livros e do material escolar é um escândalo e uma total surpresa. há toda uma panóplia de coisas a resolver, comprar e agendar que nos entraram pela vida dentro assim de rompante às 00:01h de 1 de setembro...
Rasi'parta o setembro que só nos baralha a vidinha!

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

De toda a merda, há sempre algo de bom a reter

Sábado foi dia de ir às mercolas com a pequenada.
Cuecas, soquetes e pijamas de meia estação. a canalha cresce a cada segundo, rais'parta!
Shoping acima, shoping abaixo, mau feitio controladíssimo, que sou uma lady, e eis que um café antes da saída me parece boa ideia que a próxima paragem era a Primark (aquela fantástica feira que não fosse pelos 7 pares de soquetes a 3,5€ nunca visitaria).
Na fila para pagar o café, um senhor de idade aparece todo lampeiro (ligeirinho, para quem não do norte) vindo de lá de trás e dá-me semelhante empurrão ao mesmo tempo que me rosna um" eu já paguei, é  p'ra pedir", que até andei de lado, literalmente.
O (dito) senhor, de bengala em punho, cara de poucos amigos, chateado comigo por eu estar na sua trajectória de voo à caixa registadora, fica a mirar-me como se fosse eu que o tivesse empurrado, com tromba de quem me ia pregar uma lambada nas ventas só porque sim, só porque eu sou feia e a ele lhe apetecia, pronto...
Olhei, respirei, analisei o caso e pensei: ora bem, pelas fuças, vai-te responder se lhe diriges a palavra; vais ter que o mandar bardamerda ou pró caralhinho se ele se estica (e vai-se esticar, olh'ás trombas dele!); tens as miúdas contigo; não deves insultar; não podes armar a puta em frente às tuas filhas. Respirei fundo, sorri-lhe sarcasticamente, cerrei os dentes e calei-me. mas estava tão fodida! Quando virei a tromba para as miúdas, elas estavam de boca aberta, de olhos esbugalhados e pasmas pelas 2 situações: pela acção do velhote e pelo meu silêncio perante o que tinha acabado de acontecer. Ainda mais encaralhada fiquei. Então, e como de toda a merda há algo de pedagógico a reter, aproveitei para lhes ensinar, alto e bom som, algo de positivo: estão a ver meninas? é ISTO que não se deve fazer! São estas as atitudes que eu TANTO vos previno que NÃO SE PODEM TER COM NINGUÉM! É por causa de atitudes como a deste Senhor, que dizem que os adultos são mal dispostos! ISTO É SER MAL EDUCADO! ISTO é o que a Mãe não vos permite fazer ou dizer! Perceberam? Ouviram bem? Viram bem?
Eu tenho um tom de voz assim tipo megafone, voz de bagaço dizem. Falei alto e com a voz bem colocada para que o senhor ouvisse (não que fosse necessário que ele estava colado a mim). Eu sou mula. Eu fico entaladinha quando não posso deixar sair o que me vai na alma. Eu fico rosada e com as narinas bem abertas quando fico furiosa. Eu fico furiosa com relativa facilidade. Mas eu também fico orgulhosa do meu auto-controle de vez em quando.
Sem que ninguém lhe dirigisse nada para além de uns olhares fulminantes, o Senhor desculpou-se: Sabe minha senhora? é que eu já paguei, é só para pedir que estou ali sentado na mesa. ali atrás, vê? a senhora desculpe sim? desculpe que não foi por mal.
(Aht'a foder não?! Vai catar piolhos a macacos caralho!)
Sorri para as meninas. pisquei-lhes o olho. e continuei de costas voltadas para o mal-formado.
Sou uma lady caralho!

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

um misto entre revolta e jardinagem

Eu gostava de abraçar o céu e a terra em certos momentos...
Ter a capacidade de abrir portas, fechar janelas, arejar casas, fazer sorrir corações doridos de tanta merda com que se cruzaram na vida...
Eu gostava de ter a capacidade de escrever e falar de forma tão entusiasmante que quem me ouvisse fosse capaz de despertar, de ser menos egoísta. Ter o dom da palavra, fazer com que as consciências se alertassem para o horror que as rodeia... para as vidas tão piores que as nossas e com as quais no cruzamos todos os santos dias sem nos apercebermos.
Eu preciso de arranjar maneira de alimentar este bicho que faz o mundo girar, que faz as crianças, velhos e novos, e caquetitos sorrir, a empatia!
Era tudo tão mais fácil se conseguíssemos todos ter empatia pelo próximo...
Trata-os como gostavas que te tratassem a ti.
Fala-lhes como gostas que te falem a ti.
Sorri-lhes, pelo menos isso... dá de ti de forma desinteressada, a alguém de quem não tenhas qualquer hipótese de retorno... experimenta que vais ver que recebes tão mais.
Eu gostava de ter o poder ou, pelo menos, a capacidade de fazer com que alguns sentissem o que sente quem está só e sem amparo. E eu tenho tanto medo de um dia me sentir assim... de um dia ficar assim e de ninguém me ver, de ninguém ver os meus...
Eu não sou santa atenção! Eu sou uma besta quadrada, eu blasfemo, digo mil e quinhentos palavrões ao mesmo tempo que penso milhões deles, discordo de tanta gente de forma tão drástica que às vezes até a mim me choco. Num dia sou capaz de amar, odiar, ficar indiferente, mandar à merda, dar um beijinho ou sacudir o pó, mas amorfa nunca fico. Não consigo ver alguém sofrer e ficar indiferente.
Esta entropia, este adormecimento da comunidade choca-me horrores.
Felizmente conheço e privo com muita gente que partilha desta forma de estar.
Jardineiros que plantam a todo o custo a semente da empatia por esses jardins, canteiros, vasos, vasinhos, entre paralelos, em cada pedaço de terra que encontram, por mais infimo que seja, e que regam estas sementes a cada dia que passa. Nem que saibam que amanhã vão chover canivetes e que toda a plantação provavelmente se irá foder toda!



quarta-feira, 6 de setembro de 2017

É agora! (ou não)

É desta!
A decisão foi tomada em meados de junho.
Na escola onde as estrelinhas me dão cabo da guita ao final do mês, há yoga. Aquela coisa que nos estica e faz estalar as ossadas, que isto de ir para velha não é coisa fácil.
O verão passou, a decisão ficou tomada e guardada a sete chaves, só sendo verbalizada no dia em que se iniciaram as actividades, onde questionei qual a mensalidade que me caberia arrotar durante o ano lectivo que agora se inicia. 
Feitas as contas, aplicados os descontos de família e actualizado o grau que vai frequentar a mai'nova, o freepass da mai'velha, acrescido daquela coisa estala ossos aqui pr'á cota... não vai dar! suportar uma mensalidade de 180€ no orçamento familiar não é possível, infelizmente. Se retirarmos a modalidade estala-ossos a coisa fica menos dolorosa.... assim sendo: no yoga para já. Para já e para sempre, palpita-me. A cada ano que passa, as mensalidades sobem mediante o grau que elas frequentam e eu lá terei que esticar a "coisa" por elas.
(caso se dê alguma vaga nas latinhas da via-norte, poderei eventualmente equacionar a hipótese de esticar a ossada. até lá ou estico eu, ou estica o mando)
Caralhos ma'fodam que não casei com um velho rico e amorfo!