quarta-feira, 30 de maio de 2018

56 dias depois, a confirmação de que a destrambelhada tem (quase sempre) razão

56 dias depois de ter trocado abruptamente a estrelinha mais nova de escola, o meu coração, que já sossegava, voltou a disparar.

Na tentativa de a adormecer, tal como faço todos os dias, ela estava agitada, o que não é novidade, dado que quase sempre estamos naquele braço de ferro do: vá, agora é MESMO para dormir, fecha os olhos, anda.
Aquela agitação de ontem era, contudo, uma agitação diferente... estava de sorriso no rosto, a puxar para o gozão (achava eu).
Vira práqui, vira práli...e um: ó mãe!!! posso-te dizer uma coisa ao ouvido?
- Podes sim, claro!
- Não sei com hei-de dizer... assim de uma forma... (e sorriso bem rasgado)
- Diz como quiseres, eu vou entender digas de que forma disseres.
- o-b-r-i-g-a-d-a  por e-s-t-a  o-p-o-r-t-u-n-i-d-a-d-e que me estás a dar (assim! tal e qual! a soletrar e saborear cada letra, cada palavra, a frase mais sentida de sempre e que irei sentir para sempre!)
- de que falas? da escola?
- sim mãe! obrigada! amo-te muito.
Um enorme beijo e um abraço bem demorado e bem apertadinho e adormeceu agarrada em mim, não a mim, mas EM MIM... e o meu coração dispara qual touro largado na arena depois de horas a ser espicaçado...

Nunca, mas nunca devemos duvidar das nossas "sensações de mãe" e eu recalquei as minhas... e garanto que nunca mais o farei!


sexta-feira, 11 de maio de 2018

dá para reprogramar a mente?

Há coisas que dependem exclusivamente de nós.
A vontade de experimentar um cigarro, tal como a vontade de os deixar de experienciar.

O pior de lidar é a ansiedade de saber que não se pode fumar.
Podemos é (tentar) transformar esta ansiedade de não podermos, na convicção de que não queremos.


(Segur'ainde-me que me vou espumar toda até às entranhas)